quarta-feira, 15 de abril de 2015

COMO SE LIBERTAR DO PECADO?



1). Introdução


Há muita gente que não aguenta mais viver com certos vícios e pecados. Maus hábitos que lhes perseguem há anos e dos quais desejam se livrar, mas não conseguem. Pessoas que já entregaram suas vidas a Cristo, mas, ainda assim, sofrem por não conseguirem se ver livres daquilo que as afasta de Deus e as coloca debaixo de um jugo.
Muitas destas pessoas já procuraram ajuda, já clamaram por socorro a padres , conselheiros, amigos e terapeutas, mas continuam encontrando, semana após semana, as mesmas quedas nos mesmos pecados dos quais não veem a hora de estarem libertos.
De fato, não existe uma fórmula mágica para libertar pessoas da escravidão ao pecado. Somente Cristo nos liberta, mas, para isso, é necessário que ouçamos e vejamos certas coisas .

Nossa liberdade costuma ser mais um anseio ou um sonho do que uma realidade. Costumamos atribuir essa falta de liberdade a outras pessoas, às circunstâncias ou às estruturas, mas a verdade é que os culpados somos nós, que somos pecadores. Porque o pecado nos rouba Deus, que é a Liberdade. É o pecado (pessoal ou coletivo) que nos tira a liberdade que Deus nos deu na criação.
O pecado nos engana, como Adão e Eva foram enganados no paraíso. Perdemos a liberdade porque pensamos que estávamos levando vantagens, que poderíamos ser "como Deus".

Felizmente Jesus Cristo, o Filho de Deus em quem fomos criados livres, e que é o protótipo do ser humano perfeito para o qual todos tendemos, vem nos salvar. Jesus se encarnou para que pudéssemos enxergar o ideal humano para o qual fomos criados com infinito amor. Entretanto, como já éramos pecadores, ele também veio para nos recriar, para que pudéssemos renascer outra vez.


2). Perdemos a liberdade pelo pecado


a). O pecado é nosso


Não podemos projetar fora de nós o pecado: nem em Deus nem na matéria. Os maniqueus e os cátaros, na linha dos antigos persas, resolveram a questão da existência do mal no mundo supondo que há dois deuses, um do bem e outro do mal. O deus do mal seria o culpado de tudo que acontece de errado. Para os neoplatônicos, que aceitavam um só Deus, o mal estava na matéria, no corpo. Nesse caso, o culpado de tudo seria o nosso corpo, que é matéria. É bom notar que essas doutrinas são antigas mas estão na raiz de muitas concepções que ainda vivemos. São maneiras de pensar muito difundidas em nosso meio.
Mas Jesus foi muito claro no Evangelho e os Santos Padres ensinaram desde o começo que tudo que foi criado saiu das mãos do Deus único e bom e por isso tudo é bom (aliás já o Gênesis ensinou isso). O pecado é totalmente de responsabilidade nossa. São Francisco também disse: "Há muitos que, pecando ou recebendo alguma injúria, costumam lançar a culpa sobre o inimigo ou sobre o próximo. Mas assim não é na realidade, porquanto cada um tem sob o seu domínio o inimigo, isto é, o próprio eu (no texto: "o próprio corpo"), por meio do qual ele peca" (Adm 10)..


b). Precisamos ter clareza em nosso conceito de pecado.


Precisamos ver o pecado na perspectiva: Vida Plena ou Morte, e não na perspectiva: Prêmio e Castigo. Para a sociedade, pecado é uma falta, uma desobediência às leis e, em geral, pressupõe uma punição. Na mesma base, quem faz tudo direitinho, como se espera, merece um prêmio. Essa é a visão das religiões antigas, em que toda a cultura era representada pela religião. Infelizmente, é essa a idéia que predomina em geral no nosso meio.A visão do "merecimento".
A perspectiva do Evangelho, bastante bem demonstrada nos estudos dos Santos Padres, é outra: nós fomos chamados para a vida em plenitude e pecado é tudo que nos leva a perder essa vida. Se não estivermos caminhando para a nossa realização em Deus, estamos em situação de pecado. Por outro lado, se estivermos em situação positiva de caminho, mesmo as nossas quedas eventuais podem ser relativizadas. Nosso verdadeiro prejuízo são os pecados que se tornaram vícios, porque nos excluem da Vida plena.
O critério de moralidade de toda ação humana tem que ser visto na contribuição que ela traz para o nosso crescimento em Deus ou, em outras palavras, para deixarmos de ser "menos existentes" por termos parado no caminho da divinização.

Viver é passar da Imagem à Semelhança de Deus. Pecar é bloquear a atividade de Deus que está nos divinizando, é deixar de desenvolver a Imagem arriscando-se a perde-la, é morrer.


c). Que é que nos tira do caminho?


Por que saímos do nosso caminho? Os escritores antigos da Igreja grega gostavam de dizer que era porque, fora do paraíso, estamos "revestidos de túnicas de pele" e nos enganamos.
Uma vez que recebemos a liberdade "por natureza", deveríamos ser livres da dor, do envelhecimento, da morte. Mas como, por nosso pecado, preferimos a Deus o não-ser, ficamos sujeitos a todas essas dores, corrupções e mortes que nos caracterizam. Como nos despimos dessa "humanidade divina" que nos revestia, a Bíblia diz, simbolicamente, que Deus nos revestiu de "túnicas de pele" (Gn 3,21). Isso quer dizer que estamos revestidos de animalidade. Não é um castigo: podemos até dizer que Deus nos deu as túnicas de pele para que pudéssemos "salvar a nossa própria pele", ou, em outras palavras, para que pudéssemos "quebrar o galho", ou conseguir sobreviver. Nós continuamos livres, mas esse "acréscimo animal" nos faz escolher entre a virtude e o vício. Seremos renovados quando nos revestirmos de verdade de Cristo (cf. Gal 3,27), o que é simbolizado pela veste branca que recebemos no batismo. Então, nossa liberdade vai ser para amar sem limites.

Mesmo depois do batismo continuamos sujeitos à dor, à corrupção e à morte, mas já temos em nossas mãos tudo que precisamos para nos libertar.

d). O caminho do pecado – caminho da escravidão

Como nossa existência é dinâmica e se desenvolve no tempo, ou estamos caminhando para Deus ou estamos fazendo o caminho do pecado e da escravidão


Nossos problemas começam com as paixões.


As paixões abrem a porta – são primeira parte de nossos problemas. Por paixões devemos entender a força avassaladora que, às vezes, tomam os nossos impulsos. Nossa vida vai adiante naturalmente levada pelos mais diversos impulsos: o de sobreviver, o de matar a fome, o de beber, o sexual, o de aprender, o de competir... Por si, os impulsos não são nem bons nem maus, podem ser usados tanto para o bem como para o mal. Quem decide como e quando usá-los é a nossa razão, o dom inicial de Deus que nos fez humanos. Esse dom não foi perdido pelo pecado, mas pode estar enfraquecido, ou até muito enfraquecido. Quando a razão não consegue dirigir os impulsos, estamos sendo dominados pelas paixões.
É aqui que entram alguns dos problemas de nossa falta de liberdade para amar: quando o medo e a insegurança nos dominam, quando somos inconstantes, quando não sabemos resistir a impulsos que nos levam a prejudicarnos, quando os nossos relacionamentos nos machucam, quando estamos com uma
sede doentia de sermos compreendidos e acolhidos, quando nos perguntamos se não somos anormais.

O problema é que essas paixões nos tornam egoístas, pessoas que só pensam em si mesmas, que só amam a si mesmas (os gregos chamavam isso de filautia = amar a si mesmo). É interessante que para os antigos a filautia se opunha ao éxtasis, que nós chamamos de "êxtase": a capacidade de sair de si e ir para Deus.


A força do pecado coletivo.


Mas há uma segunda parte dos nossos problemas: a força aprisionadora do pecado coletivo. Nós vivemos numa sociedade pecadora. É difícil enxergar com os olhos de Deus (São Francisco diria: com os olhos do espírito") nesse ambiente em que todo mundo enxerga com os olhos da carne. O que vale é a opinião da maioria, ou o "costume". É difícil resistir à força de persuasão dos grupos, das ideologias, da mentalidade coletiva. E ela, habitualmente só está pensando em ganhar dinheiro, em ser grande, em ter todas as facilidades, em levar vantagem. É o fruto de um modo comum de agir que só nutre o egoísmo. Nasce um ambiente social corrupto e corruptor.
Mas é claro que para sermos "grandes deste mundo" ou termos a aprovação da maioria, vamos ter que renunciar à liberdade. Só os pequenos e pobres por livre opção são livres.

Entram aqui mais alguns problemas de nossa falta de liberdade para amar. Quando patrulhamos os outros ou mudamos de comportamento para não sermos patrulhados, quando nos prendemos às convicções da família, da raça, do grupo, como se fossem dogmas, quando temos medo de ser mal entendidos, excluídos.


Resultado do caminho: hipocrisia e idolatria.


Talvez possamos dizer que esta é a terceira parte dos nossos problemas: acabamos vestindo tantas máscaras para não sermos rejeitados que no fim temos até medo de nossa interioridade, que já não conhecemos mais. Ou então nos deixamos levar e – como "todo mundo" - endeusamos o dinheiro, a fama, a raça, o bem-estar, as ideologias, às vezes até pequenas coisas de que não somos capazes de nos separar.
Recordemos como o Jesus dos Evangelhos, tão compreensivo e doce com os pequeninos e até mesmo com os pecadores, foi tão duro com os fariseus hipócritas e com os idólatras de todos os tipos. É que ele os via já no final do caminho que leva à perda total da Liberdade, isto é, à perda de Deus.
Foi por isso que o Evangelho veio propor a penitência, ou "metânoia". Veio propor que parássemos de descer ladeira abaixo e nos dispuséssemos a seguir Jesus no seu caminho de penitência e libertação.

Observemos que uma força negativa de nossos ambientes, quando não somos franciscanamente livres, é lutar para que ninguém deixe de ser hipócrita e idólatra. Tais pessoas (as livres de hipocrisia e idolatria) incomodam demais.


3). Jesus Libertador


Jesus feito homem mostra como deverão ser os humanos na escatologia: o mesmo que deviam ser "Adão e Eva" da "protologia". Ele é o sonho de Deus para nós. Nele, Deus nos sonhou e nos quer totalmente livres. Nossa meta humana é virmos a ser como ele, é nos tornarmos "outros cristos".
Mas Jesus também veio como redentor, porque nos encontrou pecadores. Ele é o oposto do pecado porque é essencialmente obediente ao Pai que é Amor edo já nos deu tudo que precisávamos para conseguir isso. Basta lembrar que Francisco e Clara, acolhendo profundamente o Cristo da Cruz em suas vidas oitocentos anos atrás ainda estão conseguindo libertar as vidas de milhões de franciscanos e franciscanas que os seguiram em todo esse tempo.

A Ressurreição – Triunfo sobre a escravidão

O Jesus Ressuscitado, vencedor da morte, é a nossa prova da vitória da Liberdade. Os cristãos aplicam a páscoa ao mundo. E cada cristão tornase livre na medida em que se torna um ícone vivo de Jesus Ressuscitado.
Este é outro ponto que nos questiona. Em geral os padres, os religiosos e os leigos mais esclarecidos sabem que comemoramos todos os domingos porque eles são a celebração contínua da Páscoa que nos salva e transforma. Mas ainda não conseguiram convencer – certamente porque sua convicção também é muito reduzida – a imensa massa do povo cristão, que ainda celebra preferencialmente a sexta-feira porque vê em Jesus Crucificado apenas um sinal da compaixão de Deus e não o sinal de transformação e vida que explodiu na Páscoa.

O que prende, reduz e avilta a nossa liberdade de filhos de Deus é o pecado. Jesus Cristo é quem nos liberta e dá vida em plenitude. Se ainda não estamos livres para amar deve ser apenas porque ainda não nos convencemos, como São Francisco e Santa Clara, de que é preciso "seguir os passos de Jesus Crucificado".

4). Pontos para reflexão

  1. Viver sem projeto é viver em pecado. Quem não está crescendo no amor, não está usando a liberdade, e deixar de usar a liberdade é rejeitar o Deus-Livre e renunciar a nossa natureza de humanos que participam da liberdade de Deus. Algumas pessoas têm temperamento mais planejador, outras se preocupam pouco com planos. Mas projeto de vida não se confunde com planos de trabalho. Não é possível ser humano sem se ter uma visão mais ou menos clara do que se quer na vida e sem buscálo com todas as próprias energias e o auxílio de Deus.
  2. Como recuperar o Sacramento da Penitência? Já houve um tempo em que tivemos listas de falhas para apresentar a um confessor todas as semanas. Agora recorremos a esse sacramento muito ocasionalmente.
  3. Talvez não tenhamos piorado. Mas é preciso rever o que temos que apresentar ao sacramento: uma relação de deslizes e transgressões ou uma vida sem sentido dinâmico de conversão? Também é preciso rever qual a nossa fé no poder de vencer o pecado e a falta de liberdade que Jesus tem e confiou a sua Igreja.
  4. Como recuperar a "Vida em Penitência"? São Francisco começou como um penitente, e a maior parte dos franciscanos e franciscanas são "irmãos da penitência". Até que ponto isso está significando um trabalho quotidiano e alegre de recuperação da liberdade para nós mesmos e para tantas pessoas escravizadas com que lidamos todos os dias?
  5. Podemos e devemos ser um verdadeiro ícone de Jesus Ressuscitado: podemos ir trabalhando dia a dia a nossa "imagem da divindade" por uma contemplação constante do "espelho da divindade", do "esplendor da glória" e da "figura da substância divina". Também quer dizer que as as pessoas que passam por nossa vida têm o direito de sentirse iluminadas pelo Cristo que vive em nós.

CATOLICISMO, ECONOMIA E POLITICA




 A Igreja por meio de alguns de seus filhos sempre teve preferência pelos pobres. Os santos padres denunciavam a ganancia dos ricos. Encontramos no Evangelho Jesus próximo das pessoas pobres. E não apenas só dos pecadores. As bem-aventuranças em Lucas são radicais em relação aos ricos.(Lucas 6, 24-26) Mas Jesus nunca excluiu um rico de sua presença. Vai à casa de Simão,(Lucas 7,36)para um almoço e não hesita em se convidar a ficar na casa de Zaqueu, o burguês opressor da época. (Lucas 19,2)Para Jesus,  pobres e ricos, ambos precisam se converter, porque todos são pecadores e carentes da misericórdia de Deus.
Os bispos no Brasil e América Latina não estão  errados em defender e procurar amenizar o sofrimento dos pobres. Erram os teólogos, quando utilizam a visão marxista da história, condenada na Instrução sobre a Teologia da Libertação. Não se pode entender o mundo como uma luta entre os homens por questões unicamente econômicas. Esta visão é reducionista e não contempla toda a natureza humana. Ver a história como um eterno conflito entre Opressor contra oprimido; operário contra patrão; rico contra pobre; homem contra mulher e atualmente hétero contra gay. A única e eterna luta pertinente à natureza humana é contra o pecado que nos marcou e nos induz a avareza, e à exploração do outro em todos os aspectos. A Visão materialista da história foi desmentida na pratica, quando nas duas guerras mundiais, operários se uniram para lutar contra os alemães e na segunda contra Hitler. Lado a  lado com filhos dos burgueses.
Os Santos padres sempre condenaram a posse indiferente das riquezas. São João Crisóstomo relata: "Graças a quantas lágrimas aquele edifico foi construído? Quantos órfãos ficaram sem roupas? Quantas viúvas foram por causa disto prejudicadas? E quem sabe, quantos operários perderam os salários(...) e quem cuidará dos pobres? Quem pensará neles? Talvez os funcionários? Mas eles estão ocupados pelo tribunal, pelos processos. Talvez sua mulher Mas ela está sonhando com seu enfeite, seu ouro. E seu filho? Seu filho só pensa somente na herança, no testamento e nas riquezas que passarão a ser suas." São João Crisóstomo, sermão sobre o salmo 48. E também no comentário a 1 Carta a Timóteo capitulo 4: "No início Deus não criou a um rico e a outro pobre. e não fez com que uns descobrissem tesouros, ao passo que escondeu esses para os outros. Deus a todos a mesma terra para ser cultivada. (...) A natureza nos predispõe mais para a posse comum do que para a posse privada." Palavras muito próximas dos teólogos da libertação. Mas não são ideológicas. Não defendem um partido único e uma opressão igualitária feita à força. São Palavras que nasceram da fé em Deus; da convicção de que como filhos de Deus têm a mesma dignidade e o direito à comida casa e saúde. E são Roberto Belarmino em pleno período da Renascença denuncia os ricos avarentos com o mesmo rigor de São Tiago em sua carta.
"Além de tudo que já foi dito, eu devo acrescentar uma refutação a certo erro muito prevalente entre os ricos deste mundo, que muito os afasta de uma vida correta e uma boa morte. O erro consiste nisto: o rico supõe que toda riqueza que possui é absolutamente sua propriedade, se justamente adquirida; e, portanto, podem legalmente gastá-la ou desperdiça-la e ninguém pode lhes dizer: “Por que você fez isto”? Por que se vestir tão ricamente? Por que organizar festas tão suntuosas? Por que gastar tão prodigamente com teus cachorros e falcões? Por que gastar tanto em jogos e outros prazeres semelhantes”. E eles respondem: “O que é isto para ti? Não é correto eu gastar o meu dinheiro para fazer aquilo que eu desejar”?” Este erro é sem dúvida, mais grave e pernicioso: considerar que os ricos são mestres das suas propriedades com relação aos demais homens;”
A Igreja sempre defendeu os pobres, mas oficialmente apenas como destinatários da caridade opcional  dos ricos e não como portadores de direitos iguais; não impôs aos estados da cristandade obrigações para diminuir a pobreza.  No entanto, concedeu a reis e imperadores o direito de criar dioceses e indicar candidatos a bispos e de executar como criminosos civis os hereges, por meio da inquisição.
Se a Rerum Novarum (15, de maio de 1891) houvesse sido publicada bem antes do manifesto comunista (publicado em 21 de fevereiro de 1848), 43 anos depois, é que a Igreja se pronuncia oficialmente em defesa dos operários;   se houvesse feito isto antes, quando da alarmante exploração dos operários nas fabricas, provavelmente  o comunismo ateu não houvesse feito tanto estrago. Só após a publicação do manifesto comunista e com a divulgação e adesão das teorias marxistas,  que levavam aos explorados uma certa esperança de melhor igualdade,  social foi que o magistério da Igreja pronunciou-se oficialmente. E por causa desta demora e do esquecimento das denuncias dos santos padres contra a avareza e indiferença de cristãos ricos, que se dizem católicos, surgiram as teologias marxistas que colocam o pobre, apenas por ser pobre, como justo e santo, como se estes também não fossem pecadores e os ricos como demônios, apenas por possuírem bens como se estes não tivessem nenhuma virtude. E não pelo mau uso que fazem de suas riquezas e apego a estas.
Não precisamos de Marx e sua metodologia de analise histórica sobre a economia; não precisamos de José Comblin e nem de Bofes. Para defender os pobres e denunciar os ricos cristãos, que não fazem bom uso de suas riquezas, sempre tivemos o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e o testemunho dos santos padres e de grandes santos.