domingo, 6 de setembro de 2015

COMO RESISTIR A FORTES TENTAÇÕES

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Deus fiel
“Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados acima de vossas forças”. Quem resiste astentações, não perde nada, “mas tira delas grande proveito” I Coríntios 10,13. Por isso o Senhor muitas vezes permite tentações as almas mais escolhidas para que adquiram maiores méritos neste mundo e mais glória no céu.
A água parada logo apodrece. Do mesmo modo a alma ociosa, sem tentações e lutas, corre o risco de se perder com alguma complacência no próprio merecimento, julgando talvez ter atingido a perfeição. Descuida-se do temor de Deus e, por isso, pouco se recomenda a Deus e pouco se esforça para assegurar sua salvação.
Quando, porém, é agitada pelas tentações, vendo-se no perigo de cair no pecado, recorre a Deus, recorre a Mãe de Deus, renova os propósitos de ante morrer do que pecar. Humilha-se e se lança nos braços da divina misericórdia, adquirindo assim mais força e unindo-se mais a Deus, como nos mostra a experiência.

Devemos desejar as tentações?
Pelo contrário, devemos pedir sempre a Deus que nos livre delas, especialmente daquelas nas quis Deus vê que seremos vencidos. É justamente isso que pedimos no Pai Nosso: “Não nos deixeis cair em tentação”.
Mas quando Deus permite que sejamos tentados, não nos inquietemos com os maus pensamentos e não nos abatamos; confiemos em Jesus Cristo e peçamos ajuda. Ele, na certa, não deixará de dar-nos a força para resistir a tentação.
Santo Agostinho diz: “Entrega-te a Deus e não temas, porque, se ele te coloca na luta, certamente não te deixará sozinho para que caias”
Quais os meios que devemos usar para vencer as tentações
- Os mestres da vida espiritual indicam muitos. O meio mais necessário e
mais seguro é recorrer logo a Deus com humildade e confiança: “Deus, vinde em meu auxilio; Senhor, apressai-vos em me socorrer” Salmo 69, 2.
- Senhor, ajudai-me e ajudai-me depressa! Só essa oração bastará para nos fazer vencer os assaltos de todos os demônios do inferno, porque Deus é infinitamente mais forte do que todos eles.
            Deus bem sabe que não temos força para resistir as tentações. Por isso diz o Cardeal Gotti: “Quando somos tentados e estamos em perigo de sucumbir, se recorremos a Deus, ele é obrigado a nos conceder forças suficientes para que possamos resistir”

Deus vem em nosso auxilio

            Como podemos recear que Jesus Cristo não nos ajude, depois de tantas promessas que fez na sagrada Escritura?
“Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei… Invoca-me no dia da tribulação, livrar-te-ei e honrar-me-ás… então o invocarás e o Senhor te ouvirá. Chamarás e ele dirá: Eis-me aqui.” Mateus 11,18; Salmo 49, 15; Isaias 58, 9.
            No momento do perigo, chamarás o Senhor em teu auxilio e ele te ouvirá. Clamarás: Senhor, apressai-vos em me socorrer. Ele dirá: Aqui estou, pronto a te ajudar. “Quem jamais invocou o Senhor e foi por ele desprezado?” Eclesiástico 2, 12.
- Quem invocou o Senhor e ele o desprezou sem o socorrer? Davi sentia tanta força com esse poderoso meio de oração, que tinha a certeza de nunca ser vencido pelos inimigos: “Invocarei o Senhor digno de todo o louvor, e ficarei livre de meus inimigos” Salmo 17, 4.
- Ele já sabia que Deus está perto daquele que o chama em seu auxilio: “O Senhor está perto de todos os que o invocam” Salmo 144, 18.
- São Paulo acrescenta que Deus não é avarento, mas rico de graças para com todos os que o invocam” Romanos 10, 12.
A Prática de amor a Jesus Cristo Cap XVII– Santo Afonso Maria de Ligório


"Sobre as tentações", por São João Maria Vianney

Todos nós somos inclinados ao pecado, meus filhos; somos ociosos, gananciosos, dados aos prazeres da carne. Queremos saber tudo, aprender tudo, ver tudo; devemos vigiar nossa mente, nosso coração e nossos sentidos, pois todos estes são portões pelos quais o diabo penetra. Vejam, ele nos rodeia incessantemente; sua única ocupação neste mundo é procurar companheiros para si. Por toda a nossa vida ele nos preparará armadilhas, tentará fazer-nos ceder às tentações. Devemos, de nossa parte, fazer todo o possível para derrotá-lo e resistir-lhe. De fato, não podemos nada por nós mesmos, meus filhos, mas podemos tudo com o auxílio do bom Deus; peçamos-lhe em oração para que nos livre do inimigo da nossa salvação, ou para que nos  fortifique a  fim de lutarmos contra ele. Com o Nome de Jesus derrubaremos os demônios, pô-los-emos  para correr. Com este Nome, se ousarem atacar-nos, nossas batalhas serão vitoriosas, e nossas vitórias serão coroas para o Céu, resplendentes de pedras preciosas.
Vejam, meus filhos, o bom Deus não nega coisa alguma ao que se  lhe dirige em oração do fundo do coração. A Santa Teresa, estando um dia em oração, e desejosa de ver o bom Deus, Jesus Cristo mostrou suas Divinas mãos aos olhos de sua alma; então, outro dia, estando ela novamente em oração, mostrou-lhe Sua  face. Por  fim, alguns dias depois, mostrou-lhe a Sua Sagrada Humanidade por inteiro. O bom Deus, que realizou este desejo de Santa Teresa, também atenderá nossas orações. Se lhe pedirmos a graça para resistir às tentações, Ele no-la concederá. Porque deseja salvar-nos a todos, derramou Seu Sangue por  todos nós, morreu por todos nós, está esperando por todos nós no Céu. Será que todos seremos salvos,  todos iremos para o Céu? Ai!, meus filhos, sobre isto nada sei, mas tremo quando vejo tantas almas perdidas em nossos dias.
Vejam, elas caem no Inferno como as folhas caem das árvores ao se aproximar o inverno. Nós cairemos  como o resto, meus filhos, se não evitarmos as tentações, se, quando não as pudermos evitar, não lutarmos generosamente, com o auxílio do bom Deus - se não invocarmos Seu Nome durante o combate, como Santo Antão no deserto.
A este santo, tendo ele se retirado para um velho sepulcro, veio o demônio para atacá-lo; tentou amedrontá-lo primeiramente com um  ruído horrível; até mesmo bateu nele com tanta crueldade que o deixou quase morto, coberto de feridas. "Bem", disse Santo Antão, "aqui estou eu, pronto para  lutar de novo; não, tu não serás capaz de separar-me de Jesus Cristo, meu Senhor e meu Deus". Os espíritos das trevas redobraram os  esforços e uivaram gritos assustadores. Santo Antão permaneceu imóvel, porque ele pôs toda a sua confiança em Deus. Seguindo o exemplo deste santo, meus filhos, estejamos sempre prontos para o combate; ponhamos nossa confiança em Deus; jejuemos e rezemos; e o diabo não será capaz de nos separar de Jesus Cristo, nem neste mundo e nem no próximo
 
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