quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Padre diz que “casamento entre católico e evangélico não dá certo” e constrange noivos







“Um casamento entre um católico e um evangélico não tem como dar certo”. Esta foi a frase dita pelo Padre Ricardo no momento da celebração do casamento de Jeferson, que é evangélico, e Maria Fernanda, católica, realizado no último dia 18, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza.
O caso revoltou os noivos, os familiares e os amigos que estavam na igreja para a celebração do casamento e que esperavam do padre apenas palavras de felicidades para o casal que estava iniciando uma nova vida juntos. O engenheiro Jeferson diz que já foi católico e evangélico. “Já fui católico e evangélico, mas hoje eu não frequento nenhuma igreja, mas me considero cristão. A minha esposa é católica e parte da família dela também. Já a maioria da minha família é evangélica, mas também tem parte católica”, explica Jeferson.
“Católico tem que casar com católico”
Com tom de indignação, Jeferson relembra as palavras do padre. “Começou a cerimônia e no início ele me surpreendeu, perguntando qual era a religião da minha esposa e qual era a minha religião. A minha esposa respondeu que era católica e eu respondi para ele duas vezes dizendo que me considerava cristão. Isso eu falei e acredito que só ele e a minha esposa escutaram porque estavam muito próximos. Eu não falei no microfone da igreja. Aí ele pronunciou no microfone: ‘Ah, ele é evangélico. Ela é católica e ele é evangélico’”.
Segundo Jeferson, “a partir daí, ele começou a falar diversas coisas do tipo: ‘Eu não acredito que pessoas de religiões diferentes devam se misturar. Católico tem que casar com católico. Evangélico tem que casar com evangélico. Quem é da macumba tem que casar com quem é da macumba’”. “Também falou que não sabia como é que nós conseguiríamos criar os nossos filhos, porque isso não podia, que não acreditava nisso, que não fazia sentido”, contou Jeferson.
Queremos saber sua opinião, um casamento entre um evangélico e católico é possível dar certo? deixe sua opinião nos comentários!

AGORA VAMOS VER  O QUE DIZ A IGREJA

Esta pergunta se torna cada vez mais comum porque muitos jovens católicos estão namorando com pessoas protestantes.
Se ambos foram batizados (mesmo que na comunidade protestante), o sacramento do matrimônio pode ser celebrado na Igreja Católica, desde que os cônjuges aceitem certas condições. Mas a Igreja não deixa de lembrar que há dificuldades a serem superadas. Sabemos que o casamento se funda na expressão “sereis uma só carne” (Gn 2,23), e que, portanto, a diferença de religiões dificulta esta união plena.
Antes de tudo a Igreja coloca as condições para a liceidade e validade de um matrimônio:

Cân. 1108 §1. “Somente são válidos os matrimônios contraídos perante o Ordinário local ou o pároco, ou um sacerdote ou diácono delegado por qualquer um dos dois como assistente, e além disso perante duas testemunhas, de acordo porém com as normas estabelecidas nos cânones seguintes, e salvas as exceções contidas nos cân. 144, 1112, §1, §1116-1127, §2-3.”
§2. Considera-se assistente do matrimônio somente aquele que, estando presente, solicita a manifestação do consentimento dos contraentes, e a recebe em nome da Igreja.
Cân. 1086 §1. “É inválido o matrimônio entre duas pessoas, uma das quais tenha sido batizada na Igreja católica ou nela recebida e que não a tenha abandonado por um ato formal, e a outra que não é batizada.”
O Catecismo da Igreja diz:
§1634 – “A diferença de confissão entre cônjuges não constitui obstáculo insuperável para o casamento, desde  que consigam colocar em comum o que cada um deles recebeu na sua comunidade, e aprender um do outro o modo de viver sua fidelidade a Cristo. Mas nem por isso devem ser subestimadas as dificuldades dos casamentos mistos. Elas se devem ao fato de que a separação dos cristãos é uma questão ainda não resolvida. Os esposos correm o risco de sentir o drama da desunião dos cristãos no seio do próprio lar. A disparidade de culto pode agravar mais ainda essas dificuldades. As divergências concernentes à fé, à própria concepção do casamento, como também mentalidades religiosas diferentes, podem constituir uma fonte de tensões no casamento, principalmente no que tange à educação dos filhos. Uma tentação pode então apresentar-se: a indiferença religiosa.”
Para que um casamento misto seja válido e legítimo tem que haver a permissão da autoridade da Igreja, o bispo, como diz o Código de Direito Canônico no cânon 1124.
O cânon 1125 diz:
“O Ordinário local pode conceder essa licença, se houver causa justa e razoável; não a conceda, porém, se não se verificarem as condições seguintes:
1°- a parte católica declare estar preparada para afastar os perigos de defecção da fé, e prometa sinceramente fazer todo o possível a fim de que toda a prole seja batizada e educada na Igreja católica;
2°- informe-se, tempestivamente, desses compromissos da parte católica à outra parte, de tal modo que conste estar esta verdadeiramente consciente do compromisso e da obrigação da parte católica;
3°- ambas as partes sejam instruídas a respeito dos fins e propriedades essenciais do matrimônio, que nenhum dos contraentes pode excluir.”
O cânon. 1126 orienta que: “Compete à Conferência dos Bispos estabelecer o modo segundo o qual devem ser feitas essas declarações e compromissos, que são sempre exigidos, como também determinar como deve constar no foro externo e como a parte não católica deve ser informada.”
Não devem ser feitas outras celebrações ecumênicas após a celebração do matrimônio; diz o Código, no cânon 1127:
§3. “Antes ou depois da celebração realizada de acordo com o §1, proíbe-se outra celebração religiosa desse matrimônio para prestar ou renovar o consentimento matrimonial; do mesmo modo, não se faça uma celebração religiosa em que o assistente católico e o ministro não católico, executando simultaneamente cada qual o próprio rito, solicitam o consentimento das partes.”
Portanto, é possível um católico se casar na Igreja católico com uma pessoa protestante, desde que esta seja batizada validamente, e aceite as condições explicadas acima. No entanto, é bom lembrar aos jovens que não é fácil conciliar tudo isso. No calor da paixão inicial do relacionamento isso pode parecer fácil de superar, no entanto, com o passar dos anos, o nascer dos filhos, etc., as dificuldades podem aumentar. O recomendado pela Igreja é que o fiel católico se case com alguém de sua mesma fé.

domingo, 20 de novembro de 2016

Intelectuais do Harvard e a Universidade de Chicago se convertem ao catolicismo


Candace Vogler. Foto: Universidade de Chicago / Adrian Vermeule. Foto: Escola de Direito de

WASHINGTON DC, 19 Nov. 16 / 03:00 pm (ACI).- Famosos intelectuais das prestigiosas universidades norte-americanas de Harvard e Chicago se converteram recentemente ao catolicismo, conforme anunciou o professor Robert P. George, da Universidade de Princeton e também católico.
Em uma publicação em seu perfil do Facebook, George recordou a notícia da conversão do famoso jurista Adrian Vermeule, da Escola de Direito de Harvard, e disse que “milagres” como este “continuam acontecendo”. Divulgou também que Candace Vogler, professora de filosofia da Universidade de Chicago, converteu-se ao catolicismo.
Em uma entrevista publicada no final do mês de outubro pela revista Inside the o Vatican (Dentro do Vaticano), Vermeule compartilhou seu testemunho de conversão, influenciado pela vida do Beato John Henry Newman e assegurou que “não há um meio termo entre o catolicismo e o ateísmo”.
Para o jurista de Harvard, a Igreja é “uma instituição cujos alicerces são tão fortes como o ferro”.
“A agitação passará. Episódios, escândalos e debates vem e vão. Mas a linha e o testemunho dos sucessores de Pedro nunca falharão”.
Robert P. George recordou que ao ficar sabendo da conversão de Adrian Vermeule, destacou que apesar dos momentos de fraqueza e feridas que a Igreja sofre na atualidade, “continua atraindo homens e mulheres tão extraordinários”.
Isto, disse o professor de Princeton, “para mim, bem… é um milagre”.
Em seguida, George assinalou que “estes milagres continuam acontecendo” e anunciou a conversão de Candace Vogler, “outra importante intelectual norte-americana”.
“Graças a Deus”, concluiu o professor de Princeton.

FOTOS: Religiosas de clausura surpreendem noiva com o presente perfeito de casamento


María Teresa González recebe a bênção das irmãs carmelitas de clausura
CARACAS, 17 Nov. 16 / 10:30 am (ACI).- A fotografia desta noiva recebendo a bênção de uma religiosa carmelita ante o doce olhar de várias religiosas de clausura comoveu milhares de pessoas. Esta é a história por trás desta bela imagem.
María Teresa González cresceu em Barquisimeto, Venezuela, em frente ao convento das carmelitas descalças. Desde seus 5 anos de idade, as religiosas de clausura eram como membros da sua família.
“Sempre participávamos da Missa dominical e dias especiais na capela das Irmãs. Cresci considerando os padres e as irmãs como grandes amigos e inclusive parte da minha família”, explicou María Teresa ao Grupo ACI.

María Teresa sempre esteve nas orações das religiosas, primeiramente para que descobrisse a sua vocação e depois “por um bom marido” para ela. “Esse homem chegou e quando o conheceram, puderam ver o resultado das suas orações”, acrescentou.
Quando o seu noivo Giuseppe Sallusti pediu-lhe em matrimônio, o único desejo de María Teresa era que o seu casamento fosse nessa capelinha, tanto pelas orações que fazia a Deus naquele lugar como para que as irmãs pudessem participar da cerimônia.

Entretanto as religiosas explicaram que não seria possível que a cerimônia fosse realizada na capelinha, pois não havia esta permissão. María Teresa não se deu por vencida e encontrou uma solução para partilhar esse dia com elas.
“Tive a ideia de perguntar-lhes se gostariam de fazer o meu buquê para busca-lo antes do casamento e, deste modo, poderiam me ver vestida de noiva e pronta para esse dia. Muito felizes, aceitaram”, recordou.
As religiosas prepararam um lindo buquê de rosas com um escapulário de Nossa Senhora do Carmo feito por elas mesmas.
No dia do casamento, María Teresa chegou e recebeu o presente perfeito.
“Ao chegar, estavam todas em silêncio e muitas começaram a chorar ao me ver vestida de noiva. Entregaram-me o meu lindo buquê amarrado com o escapulário e prepararam-me uma surpresa: Tinham feito um escapulário para que o meu esposo usasse nesse dia. Eu fiquei muito feliz. Cada Irmã me deu a sua bênção, fizeram uma oração e cantamos juntas a Salve Rainha diante da Virgem”.

María Teresa e Giuseppe já completaram um ano de matrimônio. “Depois de um ano, decidi compartilhar a foto nas minhas redes sociais, porque muitas pessoas não sabiam da história do meu buquê e porque valorizo muitíssimo a oração destas irmãzinhas que rezam por muitas pessoas sem que elas saibam”, assinalou ao Grupo ACI.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

IDADE DAS TREVAS E IGNORÂNCIA DA IGREJA NESTA IDADE



 
Toda vez que um protestante, um comunista, ateu ou qualquer outro inimigo da Igreja, que gosta de erroneamente chamar a Idade Média de “trevas”,  e de, redondamente enganado, afirmar que a Igreja é “primitiva”, é “medieval” e que eles mesmos são da era do celular, televisão, DNA, Genética, Genoma, Física, fibra ótica, viagens espaciais ou energia nuclear, deveriam receber dos católicos a resposta:





“Nós não tivemos essas coisas na Idade Média porque estávamos ocupados em inventá-las e descobri-las para que as tenhas hoje.” - e indagar-lhes - “os que pensam como ti, o que oferecerão às futuras gerações?”

Hoje, há professores como Thomas Woods graduado na Universidade de Harvard e é doutor em História pela
Universidade de Columbia, Edward Grant escrevendo livros editados pela Universidade de Cambridge, Thomas Goldstein, A.C.Crombie, David Lindberg e muitos outros. E todos eles concordam que você mente quando alega que a Igreja foi uma oponente das ciências. Pelo contrário, há aspectos do pensamento católico que foram indispensáveis para o desenvolvimento da ciência.
 
Confira como a Igreja Católica construiu a Civilização Moderna e a livrou da ignorância e do massacre dos Bárbaros:

- A Igreja Católica teve de empreender a tarefa de introduzir a lei do Evangelho e o Sermão da Montanha entre os povos Bárbaros, que tinham o homicídio como a mais honrosa ocupação e a vingança como sinônimo de justiça. (Christopher Dawson);

- A Igreja Católica forneceu mais ajuda e apoio financeiro ao estudo da Astronomia, por mais de seis séculos – da recuperação do saber antigo da Baixa Idade Média ao Iluminismo -, do que qualquer outra e, provavelmente, todas as outras instituições. (J.L.
Thomas Goldstein, A.C.Crombie );
A universidade de Bolonha na Itália, foi a primeira fundada pela Igreja, em 1158, e tinha cerca de 10 mil estudantes (italianos, lombardos, francos, normandos, provençais, espanhóis, catalães, ingleses germanos, etc.). Todos se entendiam porque todos os professores e alunos falavam o latim.
- A Igreja fundou a primeira universidade do mundo, em Bolonha, na Itália. A criação da instituição dá à Europa o impulso intelectual que desembocaria no Renascimento no século XIV, e na Revolução Científica, entre os séculos VXI e XVII.

- Reginald Grégoire (1985), afirma: os monges deram a toda a Europa… uma rede de fábricas, centros de criação de gado, centros de educação, fervor espiritual, … uma avançada civilização emergiu da onda caótica dos bárbaros”. Ele afirma que: “Sem dúvida alguma S. Bento (o mais importante arquiteto do monarquismo ocidental) foi o Pai da Europa. Os Beneditinos e seus filhos, foram os Pais da civilização Européia”; 
- O nosso padrão de contar o tempo foi criado por um monge católico chamado Dionísio, por volta do início do século 4;

- Foram os católicos escolásticos que criaram a Ciência Econômica Moderna. Foram eles que criaram a economia, e não os secularistas do Iluminismo;

- São Mesrob, sacerdote católico, foi o criador do alfabeto armênio;

- Os Jesuítas – da Companhia de Jesus – foram tão exímios nas ciências que, neste exato momento, 35 crateras lunares têm o nome de cientistas jesuítas;

- São Cirilo e Metódio, no século IX, desenvolveram um alfabeto para o velho idioma eslavo, este se tornou o precursor do alfabeto russo "cirílico". Em 885, são Metódio traduziu a Bíblia inteira neste idioma;

- O católico franciscano Roger Bacon (séc 13), que lecionava na Universidade de Oxford, é considerado o precursor da revolução científica;

- O monge matemático Jordanus Nemorarius, além dos conhecimentos que contribuiu à matemática introduzindo os sinais de “mais” e de “menos”, iniciou a investigação dos problemas da mecânica, superando a visão dos problemas do equilíbrio. Foi o fundador da escola medieval de mecânica, foi o primeiro em formular corretamente a “lei do plano inclinado” e pesquisou sobre a conservação do trabalho nas máquinas simples.

- Os Jesuítas estão entre os maiores matemáticos da história;

- O abade Nicolau Copérnico foi o astrônomo e matemático que desenvolveu a teoria heliocêntrica do Sistema Solar. 

           

Sua teoria do Heliocentrismo, que colocou o Sol como o centro do Sistema Solar, contrariando a então vigente teoria geocêntrica (que considerava, a Terra como o centro), é tida como uma das mais importantes hipóteses científicas de todos os tempos, tendo constituído o ponto de partida da astronomia moderna.

- O padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão (1685 -1724), foi um cientista e inventor nascido no Brasil Colônia. Famoso por ter inventado o primeiro aeróstato operacional, era chamado de “o padre voador”, é uma das maiores figuras da história da aeronáutica mundial. Ele também é o inventor de uma “máquina para a drenagem da água alagadora das embarcações de alto mar.”

- Papa Gregório XIII, foi quem nos deu o Calendário Gregoriano, que é o calendário utilizado na maior parte do mundo e em todos os países ocidentais. A China o aprovou em 1912.

- Jean Buridan (1300-1358) foi um filósofo e padre francês, que desenvolveu e popularizou a “teoria do Ímpeto”, que explicava o movimento de projéteis e objetos em queda livre. Essa teoria pavimentou o caminho para a dinâmica de Galileu e para o famoso princípio da Inércia, de Isaac Newton;

- Nicole d'Oresme (c.1323-1382) era teólogo dedicado e Bispo de Lisieux, foi um gênio intelectual e talvez o pensador mais original do século XIV. Foi um dos principais propagadores das ciências modernas. Na “Livre du ciel et du monde” (1377), Oresme se opôs à teoria de uma Terra estacionária como proposto por Aristóteles e, neste trabalho, ele propôs a rotação da Terra, cerca de 200 anos antes de Copérnico. No entanto, ele estragou um pouco este belo pedaço de pensamento, rejeitando suas próprias idéias, no final dos trabalhos e assim, como Clagett escreve, não pode ser considerada como a reivindicação de que a Terra girava antes de Copérnico. Ele escreveu “Questiones Super Libros Aristotelis de Anima lidar”, com a natureza da luz, reflexão da luz e da velocidade da luz, discutidos em detalhes.

- O monge Luca Bartolomeo de Pacioli é considerado o pai da contabilidade moderna. Um dos seus alunos foi Leonardo da Vinci;

- O padre paraibano Francisco João de Azevedo, é reconhecido como inventor e construtor da máquina de escrever. O que temos certeza é que a máquina realmente existiu, funcionava, foi exposta ao público, ganhou medalhas, e, o mais importante, em dezembro de 1861, portanto antes que Samuel W. Soule e seus dois parceiros, em 1868, recebessem a formalização da patente nos Estados Unidos;

- De acordo com o Dicionário de Biografia Científica, santo Alberto Magno, que ensinou na Universidade de París, era habilidoso em todos os ramos da ciência, “foi um dos mais famosos precursores da Ciência Moderna na Alta Idade Média”. Desde 1941 ele é declarado o “patrono de todos que cultivam as ciências naturais”; 

- O padre Nicolas Steno é considerado o pai da Estratigrafia, que estuda as camadas de rochas sedimentares formadas na superfície terrestre. Um geólogo precisa conhecer os princípios de Steno.

- Jean-Antoine Nollet, foi abade e físico francês, se constitui como um grande divulgador da física e da eletricidade em particular. Construiu alguns dos primeiros eletroscópios, a sua própria máquina eletrostática, e também uma versão "seca" da garrafa de Leiden.

- Os jesuítas no século 18 contribuíram para o desenvolvimento do relógio de pêndulo, pantógrafos, barômetros, telescópios e microscópios refletores para campos científicos variados como: magnetismo, ótica e eletricidade. Eles observaram, às vezes antes que de qualquer outro, as faixas coloridas dos anéis na superfície de Júpiter, a Nebulosa de Andômeda e anéis de Saturno. Eles teorizaram sobre a circulação do sangue, independentemente de Harvey, a possibilidade teórica de vôo, o modo como a lua afeta as marés e a natureza ondular da luz, mapas estelares de hemisfério sul, lógica simbólica e medidas de controle de enchentes. Tudo isso foi realização típica dos jesuítas.

- O padre Giabattista Riccioli foi a primeira pessoa a calcular a velocidade com que um corpo em queda livre acelera até o chão,

- O padre Francesco Grimaldi descobriu e nomeou o fenômeno de difração da luz. Ele também participou de uma descrição detalhada de um mapa da superfície da lua. Esse mapa chamado de Selenógrafo, adorna até hoje a entrada do Museu Nacional do Ar e Espaço, em Washington D.C.;

- O padre Roger Boscovich, falecido em 1787, é louvado por cientistas modernos por ter apresentado a primeira descrição coerente de teoria atômica, bem mais de um século antes que a teoria atômica moderna emergisse. Ele foi considerado “o maior gênio que a Iugoslávia produziu”;

- Nos séculos 17 e 18 as catedrais de Bolonha, Florença, París e Roma funcionavam como observatórios solares superiores;

- O padre Athanasius Kircher é considerado o pai da Egiptologia. Foi graças ao trabalho deste padre que encontrou-se a Pedra Rosetta, que decifrou os símbolos egípcios. Ele foi chamado de “Mestre das cem artes”. Seu trabalho em química ajudou a desbancar a alquimia, que era um tipo de falsa ciência, que até Isaac Newton e Boyle levavam a sério. Foi esse padre que jogou água fria nisso.

- Foi um Jesuíta quem escreveu exatamente o primeiro livro sobre Sismologia nos Estados Unidos. Era o padre J.B. Macelawane. Todo ano, a União Geofísica Americana, prêmia com uma medalha com o nome deste padre, um jovem geofísico inspirador.
O padre J.B. Macelawane também foi o primeiro presidente da União Geofísica Americana. Por isso o estudo dos terremotos é conhecido como “A Ciência Jesuíta”;

- Foi um astrônomo católico chamado Giovanni Cassini quem usou a Catedral de São Petrônio, em Bolonha, para verificar as teorias de movimentos planetários de Johannes Kepler.

- Foram os monges católicos que desenvolveram a “minúscula carolígia”, ou seja as letras minúsculas, o espaçamento entre palavras e a acentuação, já que o mundo só escrevia em letras maiúsculas, sem espaçamentos e sem acentuação.

- O ensino superior na Idade Média era ministrado por iniciativa da Igreja;

- O documento mais antigo que contém a palavra “Universitas” (universidade), utilizada para um centro de estudo, é uma carta do Papa Inocêncio III ao “Estúdio Geral de Paris”;

- A universidade de Oxford, na Inglaterra, surgiu de uma escola monacal católica organizada como universidade por estudantes da Sorbone de Paris. Foi apoiada pelo Papa Inocêncio IV (1243-1254) em 1254;

- O historiador francês Henri Daniel – Ropes no século 20 disse: “graças as repetidas intervenções do papado, a educação superior foi habilitada a expandir suas fronteiras; a Igreja, na verdade, foi a matriz que produziu a universidade, o ninho de onde esta tomou vôo.”;
- Os papas estabeleceram mais universidades do que qualquer outra pessoa na Europa;

- Até 1440 foram erigidas na Europa 55 Universidades e 12 Institutos de ensino superior, onde se ministravam cursos de Direito, Medicina, Línguas, Artes, Ciências, Filosofia e Teologia. Todos fundados pela Igreja;

- Os monges católicos introduziram safras e indústrias e métodos de produção que não se conheciam antes;

- O monge italiano católico Guido d’Arezzo (992 -1050), criou as 7 notas musicais dó, ré, mi, fá, sol, lá, si utilizando ás sílabas iniciais de uma estrofe de um hino a São João para denominá-las. Ele também apresentou pela primeira vez a Pauta Musical de quatro linhas. O sistema ainda é usado até hoje;

- Os monges católicos foram pioneiros em maquinaria e mecanização. Eles usavam a energia da água para todos os tipos e propósitos;

- O primeiro relógio de que tivemos notícia foi construído pelo futuro papa Silvestre II, em 996;

- No século 11, um monge beneditino inglês, chamado Eilmer de Malmesbury, voou aproximadamente 600 metros por meio de um planador sustentado no ar por cerca de quinze segundos. Ele consta no site da Força Aérea Americana – USAF, como pioneiro do vôo do homem, tendo feito isso 1000 anos antes dos irmãos Wright e de Santos Dumont;

- Em 1688, Dom Perignon, do mosteiro de São Pedro, Hautvillieres-on-the-Marne, descobriu a Champanhe através de experimentação misturando vinhos;

- Disse o estudioso francês Reginald Gregoire: “De fato, seja na extração de sal, chumbo, ferro, alume ou gipsita, ou na metalurgia, extração de mármore, condução de cutelarias e vidrarias, ou forja de placas de metal, também conhecidas como rotábulos, não há nenhuma atividade em que os monges não mostrassem criatividade e um fértil espírito de pesquisa. Utilizando sua força de trabalho, eles instruíram e treinaram à perfeição. O conhecimento técnico monástico se espalharia pela Europa.”;
- O Jesuíta espanhol Baltasar Gracián (1601-1658), com seus livros, impressionou e inspirou filósofos, escritores e pensadores ao longo de mais de trezentos e cinqüenta anos, entre estes estavam: Nietzsche, Schopenhauer, Voltaire e Lacan, que foram leitores entusiasmados dos livros deste jesuíta. O filósofo Arthur Schopenhauer considerava seu livro “El Criticón”, “um dos melhores livros do mundo.”Friedrich Nietzsche declarou sobre a obra de Gracián: “A Europa nunca produziu nada mais refinado em questão de sutileza moral.” “Absolutamente único ... um livro para uso constante ... um companheiro na vida. Estas máximas são especialmente adequadas àqueles que desejam prosperar no grande mundo”;
- Foram os monges católicos, que na Inglaterra, no século 16, desenvolveram a primeira caldeira para produção de larga escala de ferro fundido;

 
- O padre Gregor Mendel (1822-1884), é considerado no meio científico como "o pai da genética". Graças a Mendel, o troca-troca genético de que a gente tanto ouve falar se tornou possível. Os transgênicos (animais e plantas que recebem genes de outras espécies de seres vivos), hoje são uma realidade! O homem hoje é capaz de modificar o gene de uma planta para torná-la mais resistente às pragas, por exemplo. Ou então, fazer experiências trocando genes de animais, para tentar desenvolver novos medicamentos;

- Diz um historiador protestante: “se não fosse pelos monges e monastérios, o dilúvio bárbaro poderia ter varrido completamente os traços da civilização romana. O monge foi o pioneiro da civilização e da cristandade na Inglaterra, Alemanha, Polônia, Boêmia, Suécia, Dinamarca. Com o incessante estrondo das armas a sua volta, foi o monge em seu claustro mesmo nas remotas fortalezas, por exemplo, no Monte Athos, quem, perseverando e transcrevendo manuscritos antigos, tanto cristãos como pagãos, assim como registrando suas observações de eventos contemporâneos, foi repassando a tocha do conhecimento intactas às futuras gerações e amealhando estoques de erudição para as pesquisas de uma área mais esclarecida. Os primeiros músicos, pintores, fazendeiros, estadistas da Europa após a queda da Roma imperial sob o ataque violento dos bárbaros, eram monges”. (A Protestant Historian)

- Albert Einstein declarou: “Só a Igreja se pronunciou claramente contra a campanha hitlerista que suprimia a liberdade. Até então a Igreja nunca tinha chamado minha atenção; hoje, porém, expresso minha admiração e meu profundo apreço por esta Igreja que, sozinha, teve o valor de lutar pelas liberdades morais e espirituais". (Albert Einstein, The Tablet de Londres);

- Padre Francisco de Vitória, que foi professor na Universidade de Salamanca, foi quem nos deu o exato primeiro Tratado de Direito Internacional da história;

- A Pontífice Academia de Ciências do Vaticano, atualmente, conta com 61 acadêmicos, dos quais 29 são vencedores do Prêmio Nobel. Trata-se de uma relação de notáveis cientistas premiados por suas pesquisas no campo da medicina, química, física, etc., entre os quais figuram Marshaw Nerimberg, o descobridor do Código Genético de todos os seres, e nada mais nada menos que, Francis Collins, o mapeador do DNA humano e diretor do Projeto Genoma;

- A invenção dos mais modernos e imprescindíveis meios de comunicação, deve-se a um membro da Igreja, o brasileiro padre Landell, inventor pioneiro do rádio, do telefone sem fio, do telégrafo sem fio, da televisão e do teletipo usado pela imprensa. Nas patentes são agregados vários avanços técnicos como a transmissão por meio de ondas contínuas, através da luz, princípio da fibra óptica e por ondas curtas; e a válvula de três eletrodos, peça fundamental no desenvolvimento da radiodifusão e para o envio de mensagens. Ainda em 1904 o padre Landell inicia os testes precursores de transmissão da imagem. Em outras palavras, testava aquilo que viria a ser a televisão. Ele também testou a transmissão de textos, sendo precursor do teletipo, tão utilizado nos telejornais para envio de notícias pelas agências internacionais. Ambas as experiências eram feitas à distância, por ondas que, segundo um jornal paulista, eram denominadas de Ondas Landeleanas. Confira em:


- O cosmólogo padre Michael Heller, é o ganhador do mais polpudo prêmio acadêmico já pago pela ciência moderna. Ele provou matematicamente a existência de Deus;

- Um dos princípios mais importantes que a Igreja legou ao desenvolvimento das ciências vem de um verso bíblico! Um verso bíblico que foi um dos mais citados durante toda a Idade Média. Esse verso é: Sabedoria 11, 21, esse verso diz: que Deus dispôs tudo com medida, quantidade e peso”. Daí a ciência ter conseguido tanto êxito por crer que vivemos num universo ordenado. É tudo matemático e ordenado de acordo com padrões. Por isso Santo Agostinho (354-430), já afirmava: “Deus é um grande Geômetra.”

Detalhe: o protestantismo, fundado em 1517 retirou o Livro da Sabedoria de suas bíblias. O desprezo protestante a Copérnico e à ciência, ficou documentado nas palavras de Lutero, que dizia: “O abade Copérnico surgiu, pretendendo que a terra girasse em torno do Sol ... lê-se na Bíblia que Josué deteve o Sol; não foi a Terra que ele deteve. Copérnico é um tolo.” (Funck-Brentano, Martim Lutero, Casa Editora Vecchi, 1956, 2a. ed. Pág. 145).

Lutero não sabia que o que Josué narrava foi o que lhe pereceu a seus olhos, naquele grande milagre de Deus.

Sobre a ciência, chamada de “razão” naquele tempo, dizia Lutero: “A razão é a prostituta, sustentáculo do diabo, uma prostituta perversa, má, roída de sarna e de lepra, feia de rosto, joguemos-lhe imundícies na face para torná-la mais feia ainda.” (Funck-Brentano, Martim Lutero, Casa Editora Vecchi, 1956, 2a. ed. Pág. 217).

Eis o grande legado da Igreja Católica à Civilização Moderna, e em contraste, a verdadeira aversão grotesca à ciência, externada pelo pai do protestantismo
 
 

 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Os diversos ritos da Santa Igreja

A expressão “ritos litúrgicos” está intimamente ligada ao conceito de Liturgia, visto referem-se às diversas formas de celebração do culto a Deus, por meio da Liturgia, os quais podem variar de acordo com fatores como a língua, a etnia, o país, a cultura dos povos, e muitos outros, conforme já observado.

Existem, basicamente, duas espécies de ritos litúrgicos: os ritos latinos e os ritos orientais.
A Santa Igreja Católica Apostólica Romana tem, por exemplo, como rito, o romano, o qual faz parte dos ritos litúrgicos latinos.
Tais ritos litúrgicos (latinos) originaram-se na Europa Ocidental e Norte da África, em países que em sua maioria tinham como língua o latim, em contrapartida aos ritos litúrgicos orientais, os quais se originaram na Europa Oriental e Oriente Médio.
Os ritos litúrgicos latinos são:
o rito romano: utilizado na Igreja de Roma, é o mais conhecido e utilizado na Igreja Católica em todo o mundo, o qual segue uma espécie de “manual”, o Missal Romano;

o rito ambrosiano: atribuído a Santo Ambrósio, é também chamado de “rito milanês”, por ser utilizado nas Dioceses de Milão e Lodi, na Itália;

o rito galicano: rito utilizado na Gália (França) do século IV a VIII, mas que ainda subsiste em algumas partes daquele país;

o rito dos Cartuxos: rito utilizado pela Ordem dos Cartuxos (ordem religiosa semi-eremítica fundada por São Bruno e outros seis companheiros, em 1084);
o rito bracarense: rito semelhante ao romano, mas utilizado na Arquidiocese de Braga, em Portugal, por concessão de diversas Bulas Papais e por decisão do Sínodo de 1918;
o rito moçárabe: também chamado de rito hispano-moçárabe, foi criado e praticado pelos primeiros cristãos hispânicos ou ibéricos, que estavam ainda sob o domínio de Roma. É ainda utilizado na Catedral de Toledo, na Espanha.
Diversos, porém, são os ritos litúrgicos orientais católicos, os quais foram objeto do Decreto Orientalium ecclesiarum do Concílio Vaticano II [1], o qual dispôs que:
Tais igrejas particulares, tanto do Oriente como do Ocidente, embora difiram parcialmente entre si em virtude dos ritos, isto é, pela liturgia, disciplina eclesiástica e patrimônio espiritual, são, todavia, de igual modo confiadas o governo pastoral do Pontífice Romano, que por instituição divina sucede ao bem-aventurado Pedro no primado sobre a Igreja universal. Por isso, elas gozam de dignidade igual, de modo que nenhuma delas precede as outras em razão do rito; gozam dos mesmos direitos e têm as mesmas obrigações, mesmo no que diz respeito à pregação do Evangelho em todo o mundo (cf. Mc 16, 15), sob a direção do Pontífice Romano.
Estes ritos (orientais), não diferem, pois, em matéria de fé, dos demais ritos latinos, mas apenas no que diz respeito á tradição, usos e costumes, e são assim dispostos entre as diversas Igrejas Católicas Orientais, de acordo com o Anuário Pontifício da Santa Sé:
Os principais Ritos Litúrgicos Orientais são: o Bizantino, o Antioqueno, o Alexandrino, o Caldeu e o Armênio. Abaixo, uma listagem dos Ritos e as Igrejas que o utilizam.

Rito Bizantino 

- Igreja Greco-Católica Melquita
- Igreja Católica Bizantina Grega
- Igreja Greco-Católica Ucraniana
- Igreja Católica Bizantina Rutena
- Igreja Católica Bizantina Eslovaca
- Igreja Católica Búlgara
- Igreja Greco-Católica Croata
- Igreja Greco-Católica Macedónica
- Igreja Católica Bizantina Húngara
- Igreja Greco-Católica Romena unida com Roma
- Igreja Católica Ítalo-Albanesa
- Igreja Católica Bizantina Russa
- Igreja Católica Bizantina Albanesa
- Igreja Católica Bizantina Bielorrussa


Rito Antioqueno

- Igreja Maronita
- Igreja Católica Siro-Malancar
- Igreja Católica Siríaca

Rito Caldeu

- Igreja Caldeia
- Igreja Católica Siro-Malabar

  

 Rito Armênio

- Igreja Católica Armênia




Rito Alexandrino

- Igreja Católica Copta
- Igreja Católica Etíope


Tradição Litúrgica Alexandrina:
– Igreja Católica Copta (1741);
– Igreja Católica Etíope (1846).
Tradição Litúrgica de Antioquia:
Rito litúrgico maronita:
– Igreja Maronita (1182).
Rito litúrgico siríaco:
– Igreja Católica Siro-Malancar (1930);
– Igreja Católica Siríaca (1781).
Tradição Litúrgica Armênia:
– Igreja Católica Armênia (1742).
Tradição Litúrgica Caldeia (ou Siríaca Oriental):
– Igreja Católica Caldeia (1692);
– Igreja Católica Siro-Malabar (1599).
Tradição Litúrgica Bizantina:
– Igreja Greco-Católica Melquita (1726);
– Igreja Católica Bizantina Grega (1829);
– Igreja Greco-Católica Ucraniana (1595);
– Igreja Católica Bizantina Rutena (1646);
– Igreja Católica Bizantina Eslovaca (1646);
– Igreja Católica Búlgara (1861);
– Igreja Greco-Católica Croata (1646);
– Igreja Greco-Católica Macedônica (1918);
– Igreja Católica Bizantina Húngara (1646);
– Igreja Greco-Católica Romena (1697);
– Igreja Católica Ítalo-Albanesa;
– Igreja Católica Bizantina Russa (1905);
– Igreja Católica Bizantina Albanesa (1628);
– Igreja Católica Bizantina Bielorrussa (1596).

Vale ressaltar, entretanto, que, mesmo estando sob a hierarquia do Sumo Pontífice, tais Igrejas Católicas de rito oriental têm estruturas organizacionais as mais diversas, face à sua condição sui generis [2]. Desta feita:
– as Igrejas Católicas Copta, Siríaca, Greco-Católica Melquita, Maronita, Caldeia e Armênia são governadas por Patriarcas, os quais são eleitos pelos seus Sínodos e depois reconhecidos pelo Papa;
– as Igrejas Greco-Católica Ucraniana, Siro-Malabar, Siro-Malancar e Greco-Católica Romena são governadas por Arcebispos Maiores, os quais são eleitos pelos seus Sínodos e depois, ao contrário dos Patriarcas, necessitam da aprovação do Papa;
– as Igrejas Etíope, Bizantina Eslovaca e Bizantina Rutena são governadas por Arcebispos Metropolitas, os quais são eleitos da seguinte maneira: os seus Concílios de Hierarcas escolhem três candidatos, sendo apenas um deles escolhido e nomeado pelo Papa;
– as demais Igrejas são governadas por um ou mais Eparcas, administradores apostólicos, Exarcas ou por outros prelados, todos estes diretamente nomeados e supervisionados pelo Papa, por não existirem sínodos nem concílios de hierarcas.
Contudo, detenhamo-nos mais oportunamente no rito latino romano, por ser este o mais utilizado na Igreja Católica no mundo inteiro, inclusive no Brasil, nas celebrações da Santa Missa, dos demais sacramentos, do Ofício Divino e demais celebrações litúrgicas.
Dentro do rito romano existem duas formas de celebração da Santa Missa:
– a Ordinária: é a Missa que praticamente todo o povo conhece, em vernáculo e com o altar como uma mesa, em torno da qual celebrante e povo (fiéis) se reúnem. O sacerdote fica, pois, de frente para o povo (Versus populum). Tal forma é fruto do Concílio Vaticano II, e foi instituída com o advento da Constituição Sacrosanctum Concilium [3] sobre a Sagrada Liturgia, que teve como consequência a revisão do Missal Romano, em 3 de abril de 1963, com a promulgação do Missale Romanum ex decreto Sacrosancti Œcumenici Concilii Vaticani II instauratum auctoritate Pauli PP. VI promulgatum;
– a Extraordinária: também chamada de Missa Tridentina (gentílico de Trento, na Itália), rito antigo, rito tradicional, Missa de sempre, “usus antiquior” (uso antigo), e “forma antiquior” (forma antiga). Ainda é celebrada em latim, de acordo com o rito do Missal aprovado pela Bula Papal Quo Primum Tempore, de autoria do Papa Pio V, datada de 1570. O celebrante posiciona-se entre o povo e o altar, ficando, pois, de frente para Deus (Versus Deum).
Diversamente do que afirmam alguns, na Missa Tridentina o celebrante não está de costas para o povo, mas ambos (sacerdote e povo de Deus) estão de frente para o altar, em louvor e adoração.
Isto não diminui ou aumenta o valor, tanto da Missa ordinária quanto da Missa Tridentina, pois não existe Missa antiga e Missa nova, mas apenas “O Sacrifício Cruento da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo”.
Tais Missas não constituem ritos diferentes, mas “formas diferentes do mesmo rito” [4], e que, por meio do Motu Proprio Summorum Pontificum o Papa Bento XVI regulamentou a possibilidade do uso da liturgia tridentina, nas seguintes condições: no rito romano nas missas privadas celebradas sem o povo, os padres podem usar livremente a liturgia tridentina [5]; ela também pode ser usada publicamente em paróquias, se houver um grupo estável de fiéis (coetus fidelium) que a assista [6].
Conforme dito anteriormente, o Concílio Vaticano II (que se deu de 1962 a 1965), na constituição Sacrosanctum Concilium, mandou rever o rito da Santa Missa, assim como os livros litúrgicos, segundo os princípios enunciados na mesma constituição.
Tal ordem [7] foi executada por um grupo de especialistas em Liturgia, Bíblia e Teologia, nomeados pelo Papa Paulo VI, o qual promulgou, em 1969, o novo Ordo Missae (“Ordinário da Missa”, parte invariável de todas as celebrações da missa) e em 1970 o novo Missal Romano, o qual teve, até hoje, três edições, em 1970, 1975 e 2002.

Como fazer uma boa confissão (quando uma confissão é inválida?)


Trechos abaixo retirado do livro "Escola da perfeição cristã" do santo doutor Santo Afonso de Ligório.
"Por sacramento da penitência entende-se aquele pelo qual são perdoados em virtude da absolvição do sacerdote, os pecados cometidos depois do batismo, ao que os confessa ao sacerdote, visto Jesus Cristo haver-lhe concedido esse poder, pelas palavras: "Aos que perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados e aos que os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20,23). Por isso o Concílio de Trento lança a excomunhão aos que afirmarem não possuir este sacramento a virtude de perdoar os pecados. (...)

II. Do exame de consciência, da contrição e do propósito

É notório que três coisas devem preceder a acusação dos pecados na confissão: o exame de consciência, o arrependimento e o bom propósito. 
1) Quem recebe frequentemente os santos sacramentos, não precisa quebrar a cabeça com o exame de todos os requisitos e miudezas a respeito dos pecados veniais. Muito mais desejaria eu que se aplicasse em descobrir as causas e a raiz de suas más inclinações e tibieza. Isso vale para os que vão se confessar por costume, tendo a cabeça cheia de preocupações mundanas, nada mais fazendo que repetir mil vezes as mesmas faltas, como se fossem um realejo, sem pensar seriamente em arrependimento e emenda.
O exame de consciência não exige muito tempo de pessoas espirituais, que se confessam a miúdo e se guardam dos pecados veniais deliberados. Essas não tem necessidade de examinar sua consciência a respeito de pecados mortais, pois se os tivessem cometido teriam disso consciência, e, quanto aos veniais, se foram feitos com plena advertência, os remorsos os denunciariam claramente. Não se está também propriamente obrigado a confessar todos os pecados veniais que se tem na consciência e, por isso, não há motivo para se fazer uma inquirição exata a respeito deles, e muito menos a respeito de seu número, circunstâncias e por que foram cometidos. Basta revelar os que mais inquietam a consciência e mais se opõem à perfeição; dos outros, faz-se uma acusação geral.
No caso de não se encontrar nada que possa servir de matéria para a confissão, acusa-se algum pecado da vida passada que mais nos pesa, dizendo-se, por exemplo: eu me acuso em especial de todos os pecados que cometi no passado contra a caridade, contra a santa pureza, contra a obediência devida, etc.
Mui consoladoras, são as palavras de S. Francisco de Sales a esse respeito: 'Não vos inquieteis se não vos lembrardes de todas as vossas pequenas faltas na acusação sacramental, pois assim como muitas vezes caís sem perceber, também vos reergueis sem dar por isso, por atos de amor e de outros atos que almas fervorosas costumam fazer.'
2) Em segundo lugar, para se alcançar a remissão dos pecados, requer-se arrependimento e dor. A contrição é tão necessária que Deus, sem ela, não nos pode perdoar os pecados. Não é coisa absolutamente impossível salvar-se uma pessoa sem haver examinado sua consciência e confessado seus pecados, por exemplo, em artigo de morte, fazendo um ato de contrição perfeita, não tendo tempo ou não achando um padre para se confessar; mas é simplesmente impossível que alguém se salve sem arrependimento de seus pecados. 
Para que o arrependimento nos traga a remissão dos pecados, é preciso ter as seguintes propriedades:
a) Deve ser verdadeira ou interna, isto é, provir do coração e não só da boca; b) sobrenatural, devendo proceder de um motivo sobrenatural, como por exemplo, da fealdade do pecado, de havermos merecido o inferno e perdido o céu, de termos ofendido a bondade infinita de Deus; c) soberana, quer dizer, devemos nos desgostar mais da ofensa de Deus que de qualquer outro mal; d) universal, a saber, deve se estender a todos os pecados, de tal forma que não haja pecado que não se deteste mais que qualquer outro mal; e) confiante, isto é, inseparável da esperança do perdão.
Isso se refere unicamente aos pecados mortais; quanto aos veniais, não é preciso que o arrependimento se estenda a todos, visto que cada pecado venial detestado sinceramente pode ser perdoado independentemente dos outros. De resto, nenhum pecado, quer mortal, quer venial, pode ser perdoado sem arrependimento sincero, de nossa parte. Daí se segue que quem se acusar de pecados veniais, sem ter arrependimento, faz uma confissão inválida, e, por isso se quiser a absolvição deverá se arrepender sinceramente, ao menos de um destes pecados ou então, confessar-se de algum pecado da vida passada, de que sente verdadeira dor.
As confissões longas não são as melhores, mas as que são feitas com maior contrição. O sinal de uma boa confissão, diz S. Gregório, não está no grande número de palavras do penitente, mas no arrependimento com que se confessa. Os que se confessam muitas vezes e detestam também os pecados veniais, devem repelir toda a dúvida se tiveram ou não verdadeiro arrependimento. Alguns, se afligem por não perceber seu arrependimento; desejariam que suas confissões fossem acompanhadas de lágrimas de comoção e, não podendo conseguir isso, apesar de todos os esforços ficam desassossegados quanto ao valor de suas confissões. Estas almas devem se persuadir de que a contrição não é coisa do sentimento, mas da vontade; todo o valor e mérito da virtude está na vontade; por isso diz S. Tomás, a respeito da contrição: "A dor que se requer para a confissão consiste essencialmente na detestação dos pecados cometidos, e essa dor não está no sentimento, mas na vontade".
A dor sensível não está sempre em nosso poder, porque a parte inferior ou sensitiva da nossa alma não segue nem obedece sempre à superior. Logo, a confissão está bem feita, se a vontade experimenta mais desgosto dos pecados cometidos que de qualquer outro mal. (...) 
Para tranquilizar almas angustiadas que julgam haver feito sempre confissões inválidas por falta de contrição, queria expor ainda a diferença que existe entre contrição perfeita e imperfeita.
A contrição perfeita é uma dor dos pecados cometidos, que se sente, em razão da ofensa feita a Deus. A contrição imperfeita, também chamada atrição, é uma dor dos pecados que se experimenta por causa do dano que daí resulta para nós.
Pela contrição perfeita adquire-se, no mesmo instante, a graça de Deus, mesmo antes da absolvição do confessor, suposto que se tenha a intenção de receber, quanto antes, o sacramento da penitência. Esta é a doutrina do Concílio de Trento.
Os teólogos dizem que a contrição perfeita é um ato formal de caridade para com Deus, pois que quem tem contrição perfeita sente-se levado a detestar os pecados pelo amor de Deus, o Sumo bem.
Ora, Gregório XIII condenou a proposição de Miguel Bajo, que afirmava que o amor de Deus não pode coexistir com o pecado. Bajo falava de amor que é a plenitude da lei, segundo S. Paulo (Rom 13,10). Este é aquele amor predominante, pelo qual se ama a Deus sobre todas as coisas, pois, precisamente quando assim amamos a Deus, cumprimos a lei de Jesus Cristo, que diz: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração. 
De resto, acham-se na Sagrada Escritura vários textos que asseguram que Nosso Senhor ama aqueles que o amam. 'Eu amo os que me amam' (Prov 8,17). 'Quem me ama, será amado por meu Pai, e também eu o amarei' (Jo 14,21). 'Quem permanece na caridade, permanece em Deus e Deus nele' (1 Jo 4,16). 'A caridade cobre a multidão dos pecados' (1 Ped 4,8).
Destes textos deduz-se que todo o ato de contrição perfeita (que é um ato de amor perfeito, como foi dito), ainda que seja fraco, apaga todos os pecados mortais.
S. Tomás afirma claramente, a contrição por menor que seja, contanto que seja verdadeiramente perfeita, apaga toda a culpa. Pela contrição imperfeita, porém, não se alcança, sem a absolvição, a graça divina. Assim o Tridentino: 'Ainda que a contrição imperfeita, não produza a justificação sem o sacramento, contudo, ela o prepara para a aquisição da graça de Deus no sacramento da penitência'. Quanto ao amor que deve acompanhar a atrição, não se sequer que seja predominante, mas basta que seja inicial, isto é, um começo de amor, como, por exemplo, o temor das penas do inferno. "O temor de Deus é o começo do amor", diz o sábio (Ecli 25,16). Um começo de amor é também o propósito de não querer ofender mais a Deus, a esperança do perdão e da aquisição dos bens eternos, que Deus prometeu ao penitente. É o que ensina S. Tomás dizendo: 'Começamos a amar alguém logo que dele esperamos algum bem. Por isso fazemos bem se, quando nos confessamos, ajuntarmos ao ato de contrição um ato de esperança de obtermos o perdão dos nossos pecados pelos merecimentos de Jesus Cristo. Assim seguiremos o conselho do Tridentino, que nos diz que o penitente se deverá preparar pela esperança a alcançar o perdão de Deus.
Se a atrição basta para uma boa confissão, por que receias então, alma cristã, terem sido inválidas as tuas confissões? Note-se, contudo, o seguinte:
a) Não basta para a atrição o temor das penas temporais que Deus inflige aos pecadores já nesta vida, pois, segundo os teólogos, como é terna a pena do pecado mortal, o motivo da atrição deve ser também o temor das penas eternas.
b) Também não basta a dor oriunda de haver merecido o inferno, requer-se o arrependimento de se haver ofendido a Deus, merecendo por isso o inferno.
c) A atrição deve ser acompanhada da esperança do perdão, assim como da vontade de não pecar mais, de maneira que, se alguém se arrependesse de seus pecados por causa de haver merecido o inferno, não querendo, porém, deixar de pecar, essa atrição de nada lhe serviria, antes o tornaria digno de castigo por sua má vontade.
A contrição imperfeita se excita da seguinte maneira. Ó meu Deus, visto que por meus pecados perdi o céu e mereci o inferno por toda a eternidade, arrependo-me, mais do que de qualquer outro mal, de vos haver ofendido. Contrição perfeita seria: Meu Deus, por que sois o sumo bem, infinitamente perfeito, amo-vos sobre todas as coisas e, porque vos amo, me arrependo, de todo coração de toda a ofensa contra vós cometida, meu soberano Senhor. Meu Deus, nunca mais quero pecar; sim prefiro mil vezes morrer a novamente ofender-vos.
Depois de haver feito com coração sincero o ato de contrição, deves receber sem receio nem escrúpulos a santa absolvição. Para expelir toda a inquietação de consciência, S. Teresa indica um outro sinal seguro de contrição: 'Vê se estás verdadeiramente resolvido a não mais cometer os pecados de que te confessaste, e se tiveres esse propósito, não há motivo para duvidares da verdadeira contrição'. 
3) Em terceiro lugar, para uma boa confissão, requer-se o propósito de não pecar mais. Este propósito  deve ser firme, universal e eficaz.
a) Firme. Alguns dizem: Eu desejaria não cometer mais este pecado; desejaria não ofender mais a Deus. - Esse desejaria mostra claramente que tal propósito não é firme. Para que seja firme, deve-se verdadeiramente estar resolvido a dizer: Não quero mais cometer este pecado; não quero mais ofender a Deus.
b) Universal. Deve-se tomar a resolução de evitar todos os pecados, sem nenhuma exceção, o que se entende, contudo, só dos pecados mortais, pois, quanto aos veniais, se o arrependimento e propósito se estendem só a um ou outro, a confissão por isso, não deixa de ser válida. Almas porém, que tendem a maior perfeição, devem resolver-se a evitar também todos os pecados veniais deliberados. Quanto aos indeliberados, visto ser impossível evitá-los todos basta que se esteja resolvido a precaver-se contra eles tanto quanto possível.
c) Eficaz. Deve-se propor empregar os meios necessários para se não cometer mais os pecados de que se acusa; em particular deve estar resolvido a evitar a ocasião próxima da reincidência no pecado. Se se trata de pecados mortais, não basta o simples propósito de evitá-los, deve-se também ter a séria vontade de fugir da ocasião próxima do pecado. Sem isso, todas as confissões serão inválidas ainda que se receba mil vezes a absolvição, pois já é em si um pecado mortal não querer remover a ocasião próxima do pecado. 
Talvez me diga alguém: Se despachar aquela pessoa, se romper com aquelas relações familiares dará na vista e causará escândalo: todos farão suas observações a esse respeito. - Respondo: Darás verdadeiramente escândalo se não puseres termo a essa ocasião; todos já estão inteirados de tuas relações e, se em tua presença não tocam nisto, podem estar certo que pensam e falam entre si de maneira bem clara. - Mas despedir tal pessoa seria descortesia e mesmo ingratidão: ela ajuda-me, presta-me serviços e socorre-me. - Para que te ajuda ela? Para te afastares de Deus e levares uma vida desgraçada aqui na terra? Antes de tudo devemos ser corteses e gratos para com Deus, que é um Senhor de infinita majestade e de quem recebemos benefícios inumeráveis.
Escola da Perfeição Cristã - Santo Afonso de Ligório.

sábado, 20 de agosto de 2016

5 coisas que descobri vestido de padre







”O que aconteceu quando me vesti como um padre: uma investigação sobre o poder do uniforme.”
O autor decidiu fazer um experimento para testar o poder de vários uniformes. Ele comprou quatro: o de um padre católico, guarda de segurança, mecânico e médico.
Ele explica por que queria fazer a experiência:
Eu não tenho uniforme. […] Eu tenho uma camisa azul, é muito bom quando quero usá-la. Minha escolha. Isto é uma liberdade que ganhamos em alguma mudança social em uma ou outra onda populista do século passado. As pessoas veem isso como uma espécie de libertação. Somos indivíduos, acima de tudo. Nós não somos autômatos ou drones. Nós não somos o nosso trabalho. E assim por diante.
No entanto, muitas pessoas vestem um uniforme para o trabalho todos os dias. (…) Um bom uniforme representa. Ele garante que você será reconhecido e indica sua missão. Uma vez que você o veste, sua postura muda. Todo mundo reage a isso. Abre ou fecha portas…
A primeira parte de seu artigo descreve como foi sua experiência vestindo uma batina sacerdotal pelas ruas de Chicago. Ele disse que não mentiria se as pessoas perguntassem se era ou não padre. Simplesmente usava as roupas sacerdotais para ver o que aconteceria.
Eu recomendo que você leia o artigo inteiro, mas aqui estão 5 coisas sobre sua experiência que se destacaram:

 

1) As pessoas o olhavam por onde ia:

“Uma hora com o uniforme e já soube disto: Em um dia maravilhoso de verão, em uma grande cidade, um padre com batina é algo digno de contemplar. As pessoas estabelecem contato visual com um padre, inclinam a cabeça ou o fazem ligeiramente. Também ficam olhando, respeitosamente. De longe”.
“Ao caminhar acompanhados, os homens deixam de lado sua forma habitual de comportar-se para dizer bruscamente ‘bom dia, padre’. O que é um hábito aprendido no ensino médio”.

 

2) As pessoas queriam tocá-lo:

“Em geral, quando colocamos um uniforme, ninguém te toca. Exceto quando é o de sacerdote; as pessoas querem tocar o sacerdote. No pulso, na maioria das vezes. Aconteceu comigo doze vezes, pelo menos um pequeno contato no meio de uma conversa”.
“Foi estranho, a roupa de padre me exigia fisicamente. Durante o dia inteiro tive que dar abraços, ajoelhar-me para falar com as crianças e inclinar-me para as selfies”.

 

3) Os moradores de rua o buscavam a fim de pedir-lhe ajuda:

“Especialmente as pessoas necessitadas. Durante todo o dia me encontrava com homens e famílias que moravam na rua. Às vezes, me procuravam e seguravam o meu pulso. Duas vezes me pediram uma bênção que não podia dar. Não da maneira que queriam. Queria ser capaz de fazer um serviço ao mundo e descobri que não podia fazer nada”.
“O uniforme vem com um pouco de responsabilidade, do contrário, torna-se simplesmente uma roupa. Comecei me ajoelhando, segurando uma nota de dez dólares e dizendo: ‘Não sou um padre, mas te entendo’. Não tive que fazê-lo apenas uma vez, fiz 24 vezes. Chicago é uma cidade grande, com uma grande quantidade de almas necessitadas. Isso fez com que eu me sentisse mais triste do que podia imaginar”.

 

4) Tornou-se atração turística da cidade:

“Esgotado, o autor do artigo ainda vestido como presbítero, dirigiu-se a um carrinho de comida, comprou um sanduíche e saudou um ônibus turístico que tocou a buzina para ele. Eles também lhe devolveram a saudação”.

 

5) É difícil ser sacerdote

Depois de ver a forma como muitas pessoas se dirigiam até ele em busca de ajuda ou esperança, o autor conclui: “Foi estranho, a roupa de sacerdote é o uniforme mais exigente[…] É fácil colocar uma batina, mas não é nada fácil levá-la”.

Oremos:

Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes  sob a proteção do Vosso Coração Amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai puros e desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter sublime do Vosso Glorioso Sacerdócio.
Fazei-nos crer no seu amor e fidelidade para Convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que têm de transubstanciar o pão
e o vinho em Vosso Corpo e Sangue, o poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna.
Amém!