quarta-feira, 27 de abril de 2016

O exorcismo de Anneliese Michel: A História real do filme Exorcismo de Emily Rose -

Salve Maria!
Muitos devem ter se impressionado (ou não) com o filme "O Exorcismo de
 Emily Rose" (2005) do diretor Scott Derrickson. Um filme de terror baseado numa história real capaz de causar calafrios. A história é bastante antiga e era contada e recontada, discutida e temida por jovens cristãos de anos atrás.

A verdadeira história de Emily Rose
A Primeira Comunhão de Anneliese Michel
Emily Rose foi em realidade uma jovem alemã chamada Anneliese Michel que desde seu nascimento em 21 de setembro de 1952, desfrutava de uma vida normal sendo educada religiosamente desde muito pequena. No entanto, sem advertência sua vida mudou de uma hora para outra quando em um dia do ano de 1968 começou a tremer e se deu conta de que não tinha controle sobre seu próprio corpo. Não conseguiu chamar seus pais, Josef e Anna, nem a nenhuma de suas três irmãs. Um neurologista da Clínica Psiquiátrica de Wurzburg, Alemanha, a diagnosticou com o "grande mau" da epilepsia. Devido aos fortes ataques epilépticos e à depressão seguinte, Anneliese foi internada para tratamento no hospital.
A verdadeira história de Emily Rose
Anneliese Michel com 14 anos
Pouco depois de começar os ataques, Anneliese começou a ver imagens diabólicas durante suas orações diárias. Era outono de 1970, e enquanto os jovens desfrutavam das liberdades da época, Anneliese estava atormentada com a idéia de estar possuída, parecia não ter outra explicação às imagens que apareciam enquanto rezava.
A verdadeira história de Emily Rose
Anneliese Michel com 16 anos
Como se não fosse o bastante, vozes começaram a perseguir a moça dizendo-lhe que ela ia "arder no fogo do inferno". Ela mencionou estes "demônios" aos médicos só uma vez, explicando que eles haviam começado a lhe dar estas ordens. Alguns médicos consideraram loucura, outros zombaram em silêncio e o restante se mostraram incapazes de ajudá-la; Anneliese perdeu as esperanças de que a medicina pudesse ajudá-la.
A verdadeira história de Emily Rose
Anneliese era uma moça comum e sorridente
Começaram as buscas por ajuda de religiosos. No verão de 1973 seus pais visitaram diferentes pastores e padres solicitando um exorcismo. Seus pedidos foram recusados e recomendaram que Anneliese, agora com 20 anos, devia seguir com seu tratamento médico. A explicação dada é que o processo pelo qual a igreja comprovava uma possessão (Infestatio) era muito restrito, e até que todos os aspectos não estivesses explicados, o bispo não podia aprovar um exorcismo. Era requerido que alguns fatos já tivessem acontecidos como, por exemplo, aversão por objetos religiosos, falar em idiomas que a pessoa não conhecesse e poderes sobrenaturais.
A verdadeira história de Emily Rose
Anneliese (á esquerda) e sua família)
Em 1974, após ter supervisionado Anneliese por algum tempo, o pastor Ernst Alt solicitou permissão para realizar um exorcismo ao Bispo de Wurzburg. A solicitação foi recusada e seguida de uma recomendação de que Anneliese devia receber um estilo de vida mais religioso com o propósito de que encontrasse a paz. Os ataques não diminuíram, senão que sua conduta se tornou bem mais errática.
A verdadeira história de Emily Rose
Anneliese com ataque epilético
Na casa de seus pais em Klingenberg, insultava, batia e mordia os outros membros da família. Recusava-se a comer porque os demônios proibiam-na. Dormia no piso gelado, comia aranhas, moscas e carvão, e tinha começado a beber sua própria urina. A vizinhança toda escutava Anneliese gritar por horas enquanto quebrava os crucifixos que encontrava pela frente, destruía pinturas com a imagem de Jesus. Até que iniciou a cometer atos de auto mutilação e a andar nua pela casa fazendo suas necessidades independente do lugar onde estivesse.
A verdadeira história de Emily Rose
Anneliese amparada pelo pai
Depois de verificar "in loco" de que realmente algo muito estranho acontecia com a moça em setembro de 1975, o Bispo de Wurzburg, Josef Stangl, ordenou ao Padre Arnold Renz e ao Pastor Ernst Alt a praticar um "grande exorcismo" baseado no "Rituale Romanum" com Anneliese. Determinou que ela devia ser salva de vários demônios, incluindo Lúcifer, Judas Iscariotes, Nero, Caim, Hitler e Fleischmann, um curandeiro do Século XVI, e algumas outras almas atormentadas que se manifestavam através dela.
A verdadeira história de Emily Rose
Anneliese ao lado da mãe
Entre setembro de 1975 até julho de 1976 praticaram uma ou duas sessões de exorcismo por semana, os ataques de Anneliese eram tão fortes às vezes que precisava ser segurada por três homens e inclusive tiveram que amarrá-la algumas vezes. Durante este tempo, Anneliese regressou a uma vida, até certo ponto, normal. Fez os exames finais da Academia de Pedagogia de Wurzburg e ia egularmente à igreja.
A verdadeira história de Emily Rose
Sessão de exorcismo

Os ataques, no entanto, não pararam. De fato, paralisava-lhe o corpo e caía inconsciente pouco depois. O exorcismo continuou por muitos meses mais, sempre com as mesmas orações e esconjuros. Por várias semanas Anneliese recusou-se a comer e seus joelhos sangravam pelas 600 flexões que fazia obsessivamente durante a cada sessão. Foram feitas mais de 40 gravações durante o processo com o propósito de preservar os detalhes.
A verdadeira história de Emily Rose
Sessão de exorcismo
O último dia do rito do exorcismo foi em 30 de junho de 1976, quando Anneliese já sofria de pneumonia, havia emagrecido bastante e estava com uma febre muito alta. Exausta e fisicamente incapacitada para fazer as flexões por sua própria conta, seus pais aparavam e ajudavam-na com os movimentos. A última coisa que Anneliese disse a seus exorcistas foi:

- "... por favor, roguem pelo meu perdão" e virando-se e recostando a cabeça no ombro da mãe disse:

- "Mamãe estou com medo". Anna Michel fotografou a morte de sua filha no dia seguinte, era primeiro de julho de 1976 exatamente ao meio dia. O Pastor Ernst Alt informou às autoridades em Aschaffenburg e o Promotor geral começou uma investigação imediatamente.
A verdadeira história de Emily Rose
Anneliese na manhã do dia 01/07/1976
Pouco tempo depois que tomaram conhecimento destes fatais eventos o filme "The Exorcist" de William Friedkin estreou nos cinemas da Alemanha, levando uma onda de histeria paranormal que infectou todo o país. Psiquiatras em toda Europa reportaram um incremento de idéias obsessivas em seus pacientes.

Os promotores do caso levaram mais de dois anos para conseguir a acusação dos exorcistas de homicídio por negligência. O "Caso Klingenberg" devia ser decidido sobre duas perguntas: O que causou a morte de Anneliese Michel e quem era o responsável?
A verdadeira história de Emily Rose
De acordo à evidência forense, ela morreu de fome e os especialistas demandaram que se os acusados a tivessem forçado a comer uma semana antes de sua morte, Anneliese poderia ter sido salva. Uma irmã declarou que Anneliese não queria ir a uma instituição mental porque poderiam sedá-la e obrigá-la a comer. Os exorcistas trataram de provar a presença de demônios mostrando as gravações dos estranhos diálogos, quando demônios discutiam qual deles iria deixar o corpo de Anneliese primeiro. Um deles, que chamava a si mesmo de Hitler, falava com sotaque carregado (Hitler era austríaco). O fato é que nenhum dos presentes durante o exorcismo teve a mínima dúvida da autentica presença destes demônios.

Os psiquiatras, que foram chamados a testemunhar, falaram da "Doctriniarire Induction". Eles disseram que os padres tinham dado a Anneliese o conteúdo de suas condutas psicóticas aceitando sua conduta como uma forma de possessão demoníaca. Também declararam que o desenvolvimento sexual instável de Anneliese junto a sua diagnosticada epilepsia tinha influenciado a psicose.

O veredicto foi considerado, por muitos, menos rigoroso do que se esperava, os pais de Anneliese assim como os exorcistas foram considerados culpados de assassinato por negligência e de omissão de primeiros socorros. Foram sentenciados a seis meses de prisão que nunca cum,priram com liberdade condicional impetrada. O veredicto incluía a opinião da corte de que os acusados ao invés de propiciar o tratamento médico que a garota precisava, decidiram por práticas supersticiosas que agravou a já crítica condição de Anneliese.
A verdadeira história de Emily Rose
O enterro de Anneliese


Uma comissão da Conferência Episcopal Alemã depois declarou que Anneliese Michel realmente não estava possuída, no entanto, isto não impediu aos crentes a continuar com a luta de Anneliese, já que muitos criam em sua possessão e que o corpo dela não encontrou paz inclusive após a morte. Seu cadáver foi exumado onze anos e meio depois de ser enterrada, só para confirmar que havia se descomposto e se estava sob condições normais. Na atualidade sua sepultura permanece como um lugar de peregrinação para rezar "o terço" por aqueles que acham que Anneliese Michel lutou valentemente contra o demônio.
A verdadeira história de Emily Rose
O túmulo de Anneliese
Depois de uma missa dominical, ao lado do padre Bob Meets, Anna, a mãe de Anneliese, fez recentemente uma de suas poucas e breves declarações a imprensa:

- "Não me arrependo do que fizemos, era o que tínhamos para combater aquele mal".
A verdadeira história de Emily Rose
O padre Bob e Anna, a mãe, hoje com 85 aanos
AUDIOS DO EXORCISMO

OREMOS

Terço do Exorcismo das Lágrimas de Sangue da Virgem Poderosa

Terço do Exorcismo das Lágrimas de Sangue da Virgem Poderosa

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo de vosso amor.
Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
OREMOS: Deus que instruístes os corações de vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de sua consolação. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Oração de São Miguel Arcanjo
São Miguel Arcanjo defendei-nos no combate, sede nosso refugio contra as maldades e ciladas do demônio! Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos; e vós, Príncipe da Milícia Celeste, pelo poder Divino, precipitai ao inferno a satanás e a todos os espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder e condenar as almas. Amém.
SU.P.R.E.M.A.C.I.E.L.*
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Ó Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria. Confiante na infinita misericórdia, que brota dos vossos corações, venho humildemente, prostrar-me na vossa presença. Peço-vos perdão, por todos os meus pecados, especialmente toda forma de idolatrias, impurezas, ódios, egoísmos e injustiças, praticadas contra Deus, contra o próximo e contra mim mesmo. Firmemente renuncio a satanás, a todas as suas obras e enganações malignas. Decididamente renuncio ao demônio, que é o pai e principio de todo pecado. Em nome de Jesus Cristo, pela intercessão da Virgem Maria e com a proteção de São Miguel Arcanjo, expulso da minha vida, todos os espíritos impuros e ordeno-lhes que vão debaixo dos pés de Jesus, nosso Salvador. Eu sou lavado, pelo sangue redentor de Jesus Cristo. Eu sou purificado, pelo fogo abrasador do Espírito Santo. Renovo agora as promessas e consagrações do meu batismo. Definitivamente aceito, Jesus Cristo como meu Salvador, Rei e único Senhor. Aceito a sua Mãe, a Virgem Maria como minha querida Mãe e Rainha. Em verdade, livre, inteira e completamente, com tudo o que sou e tenho. Em meu passado, presente e futuro. No meu corpo, mente e espírito. Com tudo que envolve a minha existência. Consagro-me ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria. Quero a partir de agora, viver na vossa presença, buscando a santidade e praticando a justiça. Para isso peço-vos uma nova efusão do Espírito Santo, com seus dons, carismas e frutos. Que toda a minha vida, seja um hino de louvor a Santíssima Trindade. Afirmo tudo isso em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Rezar um Credo... 1 Pai-Nosso...3 Ave Marias e 1 Glória
Mistérios do Terço
Primeiro Mistério contemplamos como Jesus nos deu um exemplo brilhante na luta contra satanás e seu reino.
Segundo Mistério contemplamos como Jesus venceu a morte e o inferno pela sua paixão e morte na cruz.
Terceiro Mistério contemplamos a Cruz de Cristo que se tornou um Sinal de terror para satanás.
Quarto Mistério contemplamos como Jesus deu a Virgem Maria a força de esmagar a cabeça de satanás.
Quinto Mistério contemplamos como Jesus deu a Virgem Maria o poder sobre satanás eternamente.
Nas contas grandes:
Magnificat: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade da sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas Aquele que é poderoso e cujo Nome é santo. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que O temem. Manifestou o poder de Seu braço, desconsertou os corações dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos. Acolheu a Israel, Seu servo, lembrado da Sua misericórdia. Conforme prometera a nossos pais em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre. Amém.
Nas contas pequenas:
Ave Maria, Virgem Poderosa, Imaculada Conceição, Rainha das Vitórias, que as vossas Lágrimas de Sangue destruam as forças do inferno. Amém!
Nas vezes do Glória:
A Cruz Sagrada seja minha Luz, não seja o dragão, meu guia, retire-se satanás, nunca me aconselhes coisas vãs, é mau o que tu me ofereces, bebe tu mesmo o teu próprio veneno.
Salve Rainha
Salve, Rainha, Mãe de Misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A Vós bradamos, degredados filhos de Eva. A Vós suspiramos, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas. Eia, pois advogada nossa; esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto de vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.



Levanta-se Deus, intercedendo a Bem-Aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as Milícias Celestes. Que sejam dispersos seus inimigos e que fujam de Vossa Face todos os que vos odeiam e vos perseguem. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
* SU. - suplica, P. - perdão, R. - renuncia, E - exorcismo, M. - manifesto, A. - aceitação, C. - consagração, I - invocação, E. efusão do Espírito Santo e L. - louvor a Santíssima Trindade

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Como ser um bom católico...




Está acontecendo uma “crise católica”: um grande número de batizados católicos deixou a Igreja e a maioria dos que permanecem são "católicos casuais", que não conhecem a fé católica e não a praticam.

O descompromisso desses católicos com Jesus Cristo e com a Sua Igreja tem contribuído para a acelerada deterioração da cultura pós-moderna.

A longa lista de exemplos de decadência cultural é óbvia para quem está disposto a enxergar: o abate industrial de bebês em pleno útero, a auto-esterilização através do uso de contraceptivos, a epidemia da promiscuidade, da pornografia e da perversão sexual, a fuga do casamento, os níveis desenfreados de divórcio e de adultério, a não percepção da diferença entre o casamento naturalmente aberto à vida e a união entre parceiros do mesmo sexo, o vício em substâncias tóxicas de todo tipo, a confusão de gêneros, a sujeira e a grosseria na ordem do dia na mídia, a perda de conexão com a natureza, a fuga para a "realidade" virtual, a exploração do meio ambiente, o materialismo exacerbado, a perda da dignidade do trabalho, as discriminações raciais, a comercialização da gula e o sistema político e jurídico disfuncionais. E a lista ainda poderia se estender longamente.

A sociedade pós-moderna está doente.
No meio dessa decadência social, porém, ainda há pessoas que procuram o verdadeiro, o belo e o bom e que estão trabalhando para trazer a paz e a alegria de Cristo ao mundo: os católicos comprometidos.
Eles se dedicam ao Rei Todo-Poderoso, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e à Sua Santa Igreja, percebendo que este é o mais verdadeiro dos amores: amar a Deus com todo o próprio ser e ao próximo como a si mesmo.
  Os católicos comprometidos perceberam as grandes bênçãos que fluem do compromisso com Cristo e com a Igreja. Os católicos comprometidos fizeram da santidade o seu objetivo e se propuseram a levar as suas famílias e o máximo possível de almas para o céu. Os católicos comprometidos perceberam que, por trás da decadência cultural, esconde-se Satanás, que é tão real quanto o pecado. Os católicos comprometidos não são perfeitos, mas levam a sério o chamado de Cristo à perfeição. É somente em Cristo, afinal, que os católicos comprometidos encontram a coragem para perseverar quando caem no pecado e se refortalecem continuamente para a batalha contra Satanás. Todo católico é chamado a se doar por inteiro a Jesus Cristo e à Sua Igreja católica.

E como tornar-se um católico comprometido?

Sugiro 12 passos para crescermos na fidelidade e na devoção a Jesus Cristo:
 
1. Todo católico deve ser capaz de apresentar pelo menos um argumento empolgante ao explicar aos outros (e a si mesmo) por que Jesus Cristo é o seu Rei. Se um católico não está convencido da grandeza de Cristo a ponto conseguir explicá-la, o seu crescimento na fé será atrofiado e ele não atrairá outros para Cristo.

2. Comprometer-se a ser um santo de Cristo Rei. Não há pessoas “bacanas” no céu: há santos. A maioria dos católicos não faz o compromisso firme de lutar pela santidade e fica presa à mediocridade. É preciso levantar o nível de exigência e não há nível mais alto que a santidade. As primeiras palavras de Cristo em sua vida pública foram "arrependei-vos!". Todo católico precisa se arrepender e mudar, pois o arrependimento inspira a grandeza e ao mesmo tempo leva a perceber a própria pobreza espiritual, que, por sua vez, faz reconhecer humildemente a necessidade da misericórdia de Deus e clamar por ela.

3. Recorrer ao sacramento da reconciliação pelo menos uma vez por mês. A Igreja ensina que devemos nos confessar ao menos uma vez por ano, mas qualquer pessoa sincera consigo mesma e com Cristo sabe que precisa do sacramento da reconciliação com muito mais frequência. Analise regularmente como você está cumprindo os 10 mandamentos: esta é uma ótima forma de exame de consciência para preparar a confissão mensal. Determine um dia concreto a cada mês para se confessar, mas procure a confissão imediatamente se cair em pecado mortal. A reconciliação frequente nos transforma.

 4. Orar durante pelo menos quinze minutos todos os dias. Um número muito pequeno de católicos reza quinze minutos por dia. Como vamos conhecer Jesus se nunca falamos com Ele? É impossível. Comprometa-se a conhecer Jesus Cristo conversando com Ele todos os dias. É nesta conversa pessoal que Cristo vai mostrar a você qual é a vontade dele.

5. Descubra a força da missa, fonte e ápice da fé católica e que, mesmo assim, a maioria dos católicos não frequenta. Eles não sabem o que de fato ocorre na missa: têm pouca compreensão deste sacramento devotamente transmitido durante dois mil anos e não percebem que, durante a missa, que eles são testemunhas do sacrifício cruento e real de Jesus Cristo na cruz. O católico que não participa ativamente da missa, por ignorância ou por tédio, não pode receber as graças que fluem da Eucaristia. Conheça mais sobre a missa, até conseguir explicar aos outros, com a reverência e a devoção merecidas, o que é o sacrifício de Cristo.

6. Participe sempre da missa dominical e de pelo menos mais uma missa durante a semana. É obrigação mínima de todo católico assistir à missa todos os domingos, mas a minoria vai à missa durante a semana também. Isto é uma falha catequética e um insulto escandaloso ao nosso Rei. Além de ir à missa todos os domingos, dê um passo adicional e encontre Jesus Eucaristia pelo menos mais uma vez durante a semana. E lembre-se: não receba a Eucaristia em pecado mortal. Confesse-se antes. 
7. Reze o terço regularmente e leve um rosário sempre consigo. O rosário nos chama para mais perto de nossa Santa Mãe e do seu Filho Jesus. É um ato de lealdade e de fidelidade. Comprometer-se com o rosário é uma arma contra o ataque diário de Satanás, que odeia o terço e o teme. Mantenha o rosário acessível em todos os momentos para rezar, por exemplo, nos momentos de gratidão ou de estresse. O rosário faz parte do “uniforme” do católico comprometido!

8. Conheça o seu santo padroeiro e o anjo da guarda. Acreditamos na comunhão dos santos, mas muitos católicos não têm uma relação pessoal com um santo ou com o anjo da guarda. Os santos e anjos intercedem pelos homens e nos defendem do ataque diário de Satanás. Não vá para a batalha diária desacompanhado de um santo de sua devoção e do seu anjo da guarda!
9. Leia as Sagradas Escrituras durante quinze minutos por dia. Toda ela gira em torno de Jesus Cristo, o Messias. Quando lemos a Sagrada Escritura, Jesus está conosco, não em sentido figurado, mas de forma real e atual. O próprio Jesus veio à terra para falar a todos os homens de todos os tempos. Um católico não pode conhecer Jesus Cristo sem contemplar a Palavra dele.

10. Seja sacerdote, profeta e rei na sua casa. Diante de uma cultura laicista que ataca a família, os católicos precisam reafirmar os seus papéis legítimos como “sacerdotes”, “profetas” e “reis” em família. Não estamos falando de ser tiranos chauvinistas, mas verdadeiros santos de Cristo, servindo à família com sacrifício humilde e dando exemplo corajoso do compromisso de conduzi-la para o céu. Seja sacerdote levando a sua família à oração. Seja profeta ensinando a verdade de Cristo e da Sua Igreja. Seja rei defendendo a sua família das perversões da cultura atual, corrigindo-a quando cai no erro e levando-a para a Eucaristia e para a reconciliação.

11. Crie fraternidade com outros católicos da sua paróquia. Em Atos 2,43, os apóstolos, desde os primeiros dias da Igreja, davam a "fórmula" para a fraternidade católica: perseverar na doutrina e na comunhão dos apóstolos, no partir do pão e nas orações. Para crescer na fé, um católico deve construir a fraternidade com outros fiéis católicos que possam desafiá-lo e ajudá-lo a crescer em santidade. Há uma epidemia de solidão nos homens modernos, mesmo nos que participam da missa regularmente. Faça o compromisso de construir a fraternidade com outros católicos. Reúna-se com eles em grupos, grandes e pequenos, para orar, aprender, ensinar e servir aos pobres. Seja um catalisador, um líder, trabalhando em harmonia com o seu pároco. Foi Cristo que nos pediu: "Ide e fazei discípulos".

12. Comprometa-se com o dízimo. A doação de uma pequena parte dos seus ganhos à Igreja é um indicador da força prática da sua lealdade a Jesus Cristo. Muitos católicos dão pouquíssimo ou nada para a Igreja, tanto em termos absolutos quanto em comparação com os fiéis de outras igrejas cristãs.

Ser firmemente comprometido é o maior desafio a que um católico pode aspirar. O compromisso pode parecer assustador, mas não desista: seja um católico comprometido! Faça a resolução, aqui e agora, e lute para cumpri-la. Como em todas as coisas, comece com uma oração: ore para que Jesus lhe envie o Espírito Santo e o ajude a se tornar um católico realmente comprometido. Ore de todo o coração e dê o melhor de si. Nosso Rei prometeu responder àqueles que persistem na oração! E Jesus Cristo nunca vai abandonar um católico comprometido com Ele.

MAIS ALGUMAS DICAS:

  • Participe da Missa semanalmente. Faltar à Missa deliberadamente nos sábados à tarde (Missas dominicais) ou nos domingos é um pecado mortal.  
  • Participe da Missa nos Dias Santos de Guarda. Somos obrigados  fazê-lo em certos dias festivos do ano. O calendário Católico fornece uma lista de todos esses dias
  • Confesse ao menos uma vez por ano se estiver em pecado mortal. Um pecado mortal é aquele contra quaisquer dos Dez Mandamentos. O Catecismo da Igreja Católica ensina a diferença entre os pecados mortais e os veniais. 
  • Creia de todo o coração na Presença Verdadeira, Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo na Santa Eucaristia. 
  • Não comungue se tem consciência de que está em pecado mortal. Este seria um outro e ainda pior pecado mortal chamado Sacrilégio. É aconselhável fazer um exame de consciência todos os dias e especialmente antes da Confissão.
  • "Sede submissos e obedecei aos que vos guiam pois eles velam por vossas almas e delas devem dar conta. Assim, eles o farão com alegria, e não a gemer, que isto vos seria funesto.. Hebreus 13,17
  • Os adultos estão sujeitos aos seus superiores no trabalho, às autoridades e à lei. Obviamente, tudo isso deve se submeter à lei de Deus, a qual devemos dar prioridade.
  • Obedeça aos ensinamentos do Santo Padre o Papa e ao Magistério da Igreja.
  • Temos que respeitar a vida em todos os sentidos. O Aborto é o assassinato da criatura mais indefesa de Deus, uma criança inocente no ventre de sua mãe. A vida começa na concepção. Os defensores do aborto tentam esconder o que, na verdade, é "assassinato legalizado" usando o termo Pró-Escolha. NÃO é escolha de uma mãe assassinar seu filho ainda por nascer ou não. A criança não é dela. Pertence a DEUS. Não é uma parte de seu corpo. Como poderia ser, se pode ser menina ou menino? É uma pessoa à parte, com seu próprio organismo e pode até ter um tipo de sangue diferente da mãe. Assim sendo, nosso Criador criou cada pessoa única, funcionando independentemente e com o potencial para ser um humilde membro deste mundo ou ser uma grande pessoa. Em nosso país maravilhoso, cada um de nós tem o poder de votar e colocar grandes personalidades na liderança. Um bom Católico, vota com inteligência e cuidado em uma pessoa que é a favor da vida, a favor de DEUS. Votar na onda de popularidade que abrange arrogância, auto-engrandecimento e orgulho pelos que advogam o direito de escolha é votar naqueles que propôem uma cultura da morte. Isto é estritamente proibido e contra os ensinamentos da Igreja Católica, que são os ensinamentos de Cristo! Um voto a favor da vida é dizer sim a DEUS. Lembre-se. Maria, nossa Mãe Bendita, disse "SIM" a DEUS. Faça o seu voto valer pela Vida!
  • Não pratique contracepção. É contra a Sagrada Escritura e o ensinamento da Igreja. O Planejamento Familiar Natural, conforme ensinado pela Igreja Católica, é o caminho certo. O Papa Paulo VI escreveu uma Encíclica em 1968 na qual ele preveu as funestas consequências da contracepção, se continuasse. Chama-se Humanae Vitae. Certifique-se de ler o parágrafo 17, que previu exatamente o que iria acontecer e está acontecendo hoje em dia, mais de 30 anos depois. Contracepção é a mentalidade drogada que leva ao aborto e além.
  • Os pais têm a responsabilidade de ensinar os filhos a distinguir o certo do errado desde cedo e tomar providências para que tenham uma educação Católica adequada. Ensine-os a participar da Missa aos domingos, a rezarem, que DEUS os ama, etc, assim que eles tiverem capacidade para entender. Esta não é uma obrigação da Igreja, a primeira responsabilidade é dos pais.
  • Tenha uma devoção amorosa pela Bem-Aventurada Mãe de Deus e nossa. 
  • Reze o Rosário todos os dias.
  • Reze todos os dias. Reze o Ato de Contrição todas as noites.
  • Apóie a Igreja financeiramente. Cada pessoa deveria saber com quanto pode contribuir.


OREMOS:


Oh! Mãe de Jesus e Mãe nossa cheia de piedade, quantas lágrimas derramaste no curso de tua vida.
Vós que sois Mãe, compreendes perfeitamente a angústia de meu Coração que ainda se sente indigno de tua misericórdia, me impele a recorrer a teu Coração de Mãe com confiança de Filho.
Vosso Coração sempre rico em misericórdia nos foi aberto como uma nova fonte de graças nestes tempos de tantas misérias.
Do profundo de minha baixeza elevo a ti minha voz,
Oh! Mãe bondosa, a ti recorro, Mãe cheia de piedade, e imploro o bálsamo consolador de tuas lágrimas e de tuas graças sobre meu Coração acabrunhado pela dor.
Vosso pranto materno me dá a esperança de que me hás de escutar benignamente.
Oh! Coração de Maria, obtende-me de Jesus aquela fortaleza com que suportaste as grandes penas de vossa vida a fim de que cumpra sempre, com resignação cristã e ainda que em meio a dor, a vontade divina.
Obtende-me, Oh! doce Mãe, que cresça minha esperança, e se é conforme a vontade divina, obtende-me também, por tuas lágrimas imaculadas, a graça que com tanta fé e viva esperança te peço agora….
Oh! Virgem das Lágrimas, vida, doçura e esperança minha, em ti ponho hoje e para sempre toda minha confiança.
Coração Imaculado e dolorido de Maria, tem compaixão de mim.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Motivos pelos quais um católico não pode apoiar nem votar no PT!






 “No caso de uma lei intrinsecamente injusta, como aquela que admite o aborto ou a eutanásia, nunca é lícito conformar-se com ela, nem participar numa campanha de opinião a favor de uma lei de tal natureza, nem dar-lhe a aprovação com o próprio voto”. A observação foi feita há 20 anos atrás, pelo Papa João Paulo II, na encíclica Evangelium Vitae, e não perdeu a sua validade. Não é permitido ao católico dar aprovação à campanha de opinião a favor da lei do aborto ou da eutanásia sem que contrarie os preceitos e os ensinamentos da Santa Igreja.
É necessário reafirmar todas essas verdades porque estamos em tempo de eleições. Entre os candidatos à Presidência da República, ao Senado e ao Congresso Federal, muitas vezes se apresentam alguns com propostas totalmente antagônicas às palavras de Jesus Cristo e do Magistério da Igreja Católica.
O exemplo dado pelo Papa João Paulo II faz referência ao aborto e à eutanásia. Quem quer que defenda a descriminalização dessas práticas não pode ser levado a sério por nenhum católico. O cristão que coopera, de alguma forma, com campanhas contrárias à promoção da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural, incorre em pecado mortal, quando consciente do seu deve de zelar por esses importantes valores morais.
No Brasil, infelizmente, há poucos partidos comprometidos com a causa cristã. Pouquíssimos. Os que mais se destacam no cenário político brasileiro – o Partido dos Trabalhadores é um exemplo a ser citado – possuem uma agenda abortista, cujas propostas não se coadunam de modo algum com os verdadeiros direitos humanos. Então, a um católico não é permitido votar em candidatos que, coerentes com a agenda pró-aborto de seus respectivos partidos, lutam pela legalização desse assassinato. A coerência deles com as propostas da comunidade política na qual estão inseridos e a nossa aderência à sua causa seria uma incoerência, uma traição.
De uma maneira específica, penso ser importante destacar a impossibilidade de um católico votar em candidatos do Partido dos Trabalhadores sem cometer falta grave. Para a Presidência da República, a candidata da vez é a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Coerente com a ideologia do seu partido, o PT, Dilma é a favor da descriminalização do aborto, conforme podemos observar, assistindo a trecho de uma entrevista por ela concedida à revista Istoé:
E, na verdade, é essa a visão do Partido dos Trabalhadores, como um todo. Nas Resoluções do 3° Congresso do partido, constava a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público evitando assim a gravidez não desejada” (pg. 82).
Assim sendo, observando primeiramente o ensinamento da Igreja sobre o aborto – a Igreja pune com excomunhão latae sententiae (i. é, automática) quem pratica esse atentado contra a vida humana -, a proposta petista de legalizar esse homicídio, chegamos à certeza de uma real incompatibilidade entre os princípios da doutrina católica e os princípios desse partido. Embora a Igreja admita que haja “legítimas opiniões, divergentes entre si, acerca da organização da ordem temporal” (Gaudium et Spes, n. 75), há também aspectos da vida humana simplesmente irrenunciáveis, e a integridade da vida do embrião humano é um desses aspectos com os quais o PT infelizmente não têm compromisso nenhum.
Portanto, um católico que deseja de fato honrar a Deus com suas atitudes (é de se lamentar que haja católicos “de segundo momento”, que dão mais atenção às suas convicções pessoais que aos mandamentos da lei do Altíssimo) não pode votar em candidatos petistas que sejam coerentes com a ideologia totalitária de seu partido, porquanto suas propostas estão em direta contradição com a doutrina moral da Santa Igreja Católica.
Que os católicos do Brasil sejam conscientes de que devem permanecer fiéis a Cristo também em seu voto. Rejeitem os programas que, com medidas totalitárias, se apresentam como barreiras ao desenvolvimento de uma correta compreensão da dignidade humana.



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Libelo silogístico contra a participação de católicos no Partido dos Trabalhadores e, por analogia, em outras instituições de esquerda
ou
Motivos pelos quais um católico não pode votar no PT!

Dr. Rafael Vitola Brodbeck
* advogado, escritor e pensador católico
  
Exposição de Motivos

- Considerando a gravíssima ignorância que reina em nosso país quanto às ideologias totalitárias e anticristãs e o que elas propõem como modelo nos terrenos da economia, da política, da história, do direito, da moral e do comportamento;

- Considerando que as organizações de esquerda, em decorrência de estarmos em uma etapa avançada do processo revolucionário, hoje se apresentam com uma capa de democracia, mudaram pontos acidentais em seu discurso e, assim aparentemente domesticadas, atraem a simpatia dos incautos;

- Considerando a infiltração de tendências marxistas em ambientes católicos desde principalmente os anos 60 e 70, causando grande confusão entre os fiéis, que não mais conhecem o pensamento social e político da Igreja e a condenação pontifícia quanto aos partidos socialistas ou proto-socialistas;

- Considerando que as heresias e os erros teológicos, sobretudo por ocasião da crise pós-conciliar, penetraram de tal forma em instituições formativas do clero e do laicato, impedindo que muitos sacerdotes, até mesmo bem-intencionados, possuam uma adequada consciência anticomunista e uma posição firme de defesa da doutrina tradicional da Igreja, com esse relativismo tão pernicioso tendo por uma de suas funestas conseqüências a falta de unidade no rebanho católico e mesmo entre alguns Bispos;

- Considerando o crescimento do Partido dos Trabalhadores, com sua fantástica ascensão às mais alta magistratura do país, e sua influência em não poucos católicos através da Teologia da Libertação, infindáveis vezes rejeitada pela Santa Sé, totalmente incompatível com a doutrina católica tal como preservada e ensinada pelo Papa e pela Tradição;

- Considerando o riquíssimo conteúdo da Doutrina Social da Igreja, ignorado pela maioria dos fiéis e mesmo por setores do clero, a qual se opõe frontalmente aos postulados socialistas, comunistas, esquerdistas, petistas etc;

- Considerando que essa mesma Doutrina Social é, por vezes, transmitida de maneira truncada, quer por ignorância quer por má-fé, como se o Papa e a Igreja Católica fosse favoráveis ao PT e suas aspirações político-filosóficas;

- Considerando que o socialismo, mais do que uma doutrina política, é toda uma forma de ver o mundo e o homem, e que, por isso, tratar desse assunto é tarefa que interessa sobremaneira à Igreja Católica, chamada a evangelizar esse mesmo homem e a reconciliar com Deus o mesmo :

Iremos propor, nesse despretensioso trabalho, as razões da ilicitude de qualquer forma de participação do católico nas fileiras do Partido dos Trabalhadores e, como diz o título, também em outros movimentos ou grupos que sustentem, em maior ou menor grau, a mesma ideologia. Que ele desfaça as eventuais confusões, converta os que estão no erro, reafirme a posição dos que se mantêm inabaláveis na defesa da doutrina católica em comunhão com o Papa, e afaste todas as dúvidas dos que, sem culpa, foram atraídos para setores e doutrinas socialistas.

Dedicamos esse artigo à Santíssima Virgem de Guadalupe, Padroeira da América Latina, para que ela, Mãe de Deus e nossa, abençoe seus filhos tão ameaçados pelas experiências comunistas no continente a ela consagrado. Rogamos também a intercessão dos mártires que morreram sob a opressão da Revolução Cubana de Fidel Castro e Che Guevara, e dos guerreiros cristeros do México, que combateram os inimigos da Realeza de Cristo no campo temporal.



Silogismo que guiará nossa argumentação

Chamamos silogismo ao raciocínio lógico, ordenado e concatenado, no qual de duas premissas se extrai uma conclusão. Iremos expor um silogismo, explicitá-lo por pontos, e, a seguir, comentaremos a conclusão a que chegarmos.

Ei-lo:

Premissa maior: A Igreja condenou o socialismo.
Premissa menor: Ora, o PT é socialista.
Conclusão: Logo, o PT deve ser rejeitado por quem se considera fiel à Igreja.

Se alguém pretender refutar o conteúdo de nossa argumentação, as três únicas maneiras possíveis de fazê-lo são: a) provar que a premissa maior está errada; ou b) provar que a premissa menor está errada; ou ainda c) provar que há algum erro lógico na conclusão a partir das mesmas. De qualquer modo, a refutação do silogismo dar-se-á sustentando que o mesmo é falso, revestindo-se de aparente lógica apenas, sendo, portanto, um sofisma ou uma falácia.

Não procedendo do modo explicado, qualquer tentativa de contestação do presente libelo será fracassada, provando-se mera tergiversação, manobra notadamente diversionista, que não ataca o fulcro da questão.



Explicitação das premissas

1. A Igreja condenou o socialismo

a) citações do Magistério Pontifício que comprovam a rejeição da Igreja às doutrinas comunistas e socialistas:

"O comunismo é intrinsecamente mau, e não se pode admitir, em campo algum, a colaboração recíproca, por parte de quem quer que pretenda salvar a Civilização Cristã." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Divini Redemptoris, de 19 de março de 1937)

"E se o socialismo estiver tão moderado no tocante à luta de classes e à propriedade particular, que já não mereça nisto a mínima censura? Terá renunciado por isso à sua natureza essencialmente anticristã? (...) O socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico ou como "ação", se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça (...) não pode conciliar-se com a doutrina católica, pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã. (...) Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quadragesimo Anno, de 1º de maio de 1931)

"A Igreja tem rejeitado as ideologias totalitárias e atéias associadas, nos tempos modernos, ao "comunismo" ou ao "socialismo". Além disso, na prática do "capitalismo", ela recusou o individualismo e o primado absoluto da lei do mercado sobre o trabalho humano." (Catecismo da Igreja Católica, 2425)

Sobre o comunismo e o socialismo: "Estas pestes, muitas vezes, e com palavras gravíssimas, foram reprovadas na Encíclica Qui Pluribus, de 9 de novembro de 1846; na Alocução Quibus Quantisque, de 20 de abril de 1849; na Encíclica Noscitis et Nobiscum, de 8 de dezembro de 1849; na Alocução Singulari Quadam, de 9 de dezembro de 1854; na Encíclica Quanto Conficiamur Moerore, de 10 de agosto de 1863." (Sua Santidade, o Papa Beato Pio IX. Syllabus, § IV)

"Não ajudar o socialismo - Tomai ademais sumo cuidado para que os filhos da Igreja Católica não dêem seu nome nem façam favor nenhum a essa detestável seita" (Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Encíclica Quod Apostolici Muneris, de 1878, 34)

Falando do capitalismo "selvagem", o Papa João Paulo II, com a clareza que lhe é peculiar, reafirma a doutrina da Igreja sobre o tema: "Nesta luta contra tal sistema não se veja, como modelo alternativo, o sistema socialista, que, de fato, não passa de um capitalismo de Estado, mas uma sociedade do trabalho livre, da empresa e da participação." (Sua Santidade, o Papa João Paulo II. Encíclica Centesimus Annus, de 1o de maio de 1991, 35)

O grau de solenidade da rejeição do socialismo e do comunismo é explicitado pelo Papa: "Estas doutrinas, que nós de novo com a nossa suprema autoridade solenemente declaramos e confirmamos (...)."(Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quadragesimo Anno, de 1º de maio de 1931)

b) principais razões da condenação da Igreja ao socialismo:

* o socialismo prega o igualitarismo, a supressão da sociedade de classes, ou, em suas formas mais moderadas, ao menos a atenuação desse modelo social, o que contraria a doutrina social da Igreja, que, longe de defender desigualdades injustas e iníquas, sustenta a desigualdade harmônica:

"A igualdade entre os homens diz respeito essencialmente à sua dignidade pessoal e aos direitos que daí decorrer. (...) Quando nasce, o homem não dispõe de tudo aquilo que é necessário ao desenvolvimento de sua vida corporal e espiritual. Precisa dos outros. Aparecem diferenças ligadas à idade, às capacidades físicas, às aptidões intelectuais ou morais, aos intercâmbios de que cada um pôde ser beneficiar, à distribuição das riquezas. Os "talentos" não são distribuídos de maneira igual. Essas diferenças pertencem ao plano de Deus; Ele quer que cada um receba do outro aquilo que precisa e que os que dispõem de "talentos" específicos comuniquem seus benefícios aos que dele precisam. As diferenças estimulam e muitas vezes obrigam as pessoas à magnanimidade, à benevolência e à partilha (...)." (Catecismo da Igreja Católica, 1935-1937)

"Segundo a ordem estabelecida por Deus, deve haver na sociedade príncipes e vassalos, patrões e proletários, ricos e pobres, sábios e ignorantes, nobres e plebeus, os quais todos, unidos por um laço comum de amor, se ajudam mutuamente para alcançarem o seu fim último no céu e o seu bem-estar moral e material na terra."(Sua Santidade, o Papa São Pio X. Motu Próprio Fin dalla Prima, de 18 de dezembro de 1903)

"A Igreja, pregando aos homens que eles são todos filhos do mesmo Pai celeste, reconhece como uma condição providencial da sociedade humana a distinção das classes; por esta razão ela ensina que apenas o respeito recíproco dos direitos e deveres, e a caridade mútua darão o segredo do justo equilíbrio, do bem estar honesto, da verdadeira paz e prosperidade dos povos. (...) Mais uma vez o declaramos: o remédio para esses males [da sociedade] não será jamais a igualdade subversiva das ordens sociais." (Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Alocução ao Patriciado e à Nobreza Romana, em 24 de janeiro de 1903)

"Se [Cristo] chamou junto de si, para os consolar, os aflitos e os sofredores, não foi para lhes pregar o anseio de uma igualdade quimérica." (Sua Santidade, o Papa São Pio X. Encíclica Notre Charge Apostolique, 38)

"Não é verdade que na sociedade civil todos tenhamos direitos iguais, e que não exista hierarquia legítima." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Divini Redemptoris, de 19 de março de 1937)

"Pois bem, os irmãos não nascem nem permanecem todos iguais: uns são fortes, outros débeis; uns inteligentes, outros incapazes; talvez algum seja anormal, e também pode acontecer que se torne indigno. É pois inevitável uma certa desigualdade material, intelectual, moral, numa mês família. (...) Pretender a igualdade absoluta de todos seria o mesmo que pretender idênticas funções a membros diversos do mesmo organismo." (Sua Santidade, o Papa Pio XII. Discurso aos fiéis da Paróquia de São Marciano, em 4 de abril de 1953)

* o socialismo é contrário à propriedade privada, pregando o coletivismo, seja, em sua vertente radical, pela total supressão da mesma nos meios de produção (e até nos de consumo, em alguns casos), seja, nos modelos moderados, sensivelmente diminuída (limitação da propriedade, ao seu exercício etc), ao passo em que a Igreja a defende como direito natural do homem; por ser igualitário, condena a propriedade privada e defende o coletivismo, onde tudo é de todos, o que é rejeitado pelo Decálogo e pela Doutrina Social da Igreja:

"Fique bem assente que o primeiro fundamento a estabelecer para todos aqueles que querem sinceramente o bem do povo é a inviolabilidade da propriedade particular." (Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Encíclica Rerum Novarum, de 1º de maio de 1891)

"O direito de propriedade privada, mesmo em relação a bens empregados na produção, vale para todos os tempos. Pois depende da própria natureza das coisas."(Sua Santidade, o Papa João XXIII. Encíclica Mater et Magistra, de 15 de maio de 1961)

"A propriedade particular não seja esgotada por um excesso de encargos e impostos. Não é das leis humanas mas da natureza que emana o direito de propriedade individual; a autoridade pública (...) obra contra a justiça e contra a humanidade quando, sob o nome de impostos, sobrecarrega desmedidamente os bens dos particulares." (Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Encíclica Rerum Novarum, de 1º de maio de 1891)

"Rejeitar ou atenuar o direito de propriedade privada ou individual leva rapidamente ao coletivismo, ou pelo menos à necessidade de admitir-lhe os princípios." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quadragesimo Anno, de 1º de maio de 1931)

"É alheio à verdade dizer que se extingue ou se perde o direito de propriedade com o não uso ou abuso dele." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quadragesimo Anno, de 1º de maio de 1931) Alguns distorcem o conceito da função social da propriedade, sobretudo a agrária, para tentar uma reforma rural de moldes confiscatórios. O dito acima rejeita tais pretensões.

"O sétimo mandamento proíbe tomar ou reter injustamente os bens do próximo ou lesá-lo, de qualquer modo, nos mesmos bens. Prescreve a justiça e a caridade na gestão dos bens terrestres e dos frutos do trabalho dos homens. Exige, em vista do bem comum, o respeito à destinação universal dos bens e ao direito de propriedade privada. A vida cristã procura ordenar para Deus e para a caridade fraterna os bens deste mundo.

I. A destinação universal e a propriedade privada dos bens

No começo, Deus confiou a terra e seus recursos à administração comum da humanidade, para que cuidasse dela, a dominasse por seu trabalho e dela desfrutasse. Os bens da criação são destinados a todo o gênero humano. A terra está, contudo, repartida entre os homens para garantir a segurança de sua vida, exposta à penúria e ameaçada pela violência. A apropriação dos bens é legítima para garantir a liberdade e a dignidade das pessoas, para ajudar cada um a prover suas necessidades fundamentais e as daqueles de quem está encarregado. Deve também permitir que se manifeste uma solidariedade natural entre os homens.

O direito à propriedade privada, adquirida ou recebida de modo justo, não abole a doação original da terra ao conjunto da humanidade. A destinação universal dos bens continua primordial, mesmo se a promoção do bem comum exige o respeito pela propriedade privada, pelo respeito direito e exercício.

?Usando aqueles bens, o homem que possui legitimamente as coisas materiais não as deve ter só como próprias dele, mas também como comuns, no sentido de que elas possam ser úteis não somente a ele, mas também aos outros.? A propriedade de um bem faz de seu detentor um administrador da Providência, para fazê-los frutificar e para repartir os benefícios dessa administração a outros, a seus parentes, em primeiro lugar.

Os bens de produção - materiais ou imateriais -, como terras ou fábricas, competências ou profissões, requerem os cuidados de quem os possui para que sua fecundidade aproveite ao maior número possível. Os detentores os bens de uso e de consumo devem usá-los com moderação, reservando a melhor parte ao hóspede, ao doente e ao pobre.

A autoridade política tem o direito e o dever de regulamentar, em função do bem comum, o exercício legítimo do direito de propriedade." (Catecismo da Igreja Católica, 2401-2406)

"Os sectários do socialismo, apresentando o direito de propriedade como uma invenção humana que repugna à igualdade natural dos homens, e reclamando o comunismo dos bens, declaram que é impossível suportar com paciência a pobreza e que as propriedades e regalias dos ricos podem ser violadas impunemente. Mas a Igreja, que reconhece muito mais útil e sabiamente que existe a desigualdade entre os homens, naturalmente diferentes nas forças do corpo e do espírito, e que esta desigualdade também existe na propriedade dos bens, determina que o direito de propriedade ou domínio, que vem da própria natureza, fique intacto e inviolável para cada um." (Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Encíclica Quod Apostolici Muneris, de 1878)

"Não se oponha também à legitimidade da propriedade particular o fato de que Deus concedeu a terra a todo o gênero humano para a gozar, porque Deus não a concedeu aos homens para que a dominassem confusamente todos juntos. Tal não é o sentido dessa verdade. Ela significa, unicamente, que Deus não assinou uma parte a nenhum homem em particular, mas quis deixar a limitação das propriedades à indústria humana e às instituições dos povos. Aliás, posto que dividida em propriedades particulares, a terra não deixa de servir à utilidade comum de todos, atendendo a que ninguém há entre os mortais que não se alimente do produto dos campos. Quem os não tem, supre-os pelo trabalho, de maneira que se pode afirmar, com toda a verdade, que o trabalho é o meio universal de prover às necessidades da vida, quer ele se exerça num terreno próprio, quer em alguma arte lucrativa cuja remuneração, apenas, sai dos produtos múltiplos da terra, com os quais se ela comuta." (Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Encíclica Rerum Novarum, de 1º de maio de 1891) Com tais afirmações, o Romano Pontífice fere de morte as alegações do Movimento Sem-Terra (MST), uma vez que não pelo fato de alguns não terem a propriedade rural que deixarão de trabalhar: podem fazê-lo na propriedade dos outros, como empregados; e mesmo os urbanos se beneficiam dos frutos da terra, comendo-os, comprando-os com o dinheiro que recebem por seus labores etc.

"(...) a teoria socialista da propriedade coletiva deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles mesmos a que se quer socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos (...)"(Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Encíclica Rerum Novarum, de 1º de maio de 1891)

"A própria natureza exige a repartição dos bens em domínios particulares, precisamente a fim de poderem as coisas criadas servir ao bem comum de modo ordenado e constante. Este princípio deve ter continuamente diante dos olhos quem não quer se desviar da reta senda da verdade." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quadragesimo Anno, de 1º de maio de 1931)

* O socialismo tem uma visão deturpada da História, baseada na filosofia substancialmente dialética, a qual foi reiteradas vezes condenada pela Igreja, e que se expressa pela chamada "luta de classes", sempre vendo os processos históricos como conflitos entre um pólo opressor (tese) e um oprimido (antítese), os quais produzem um resultado (síntese), que evoluirá para outro conflito revolucionário; essa filosofia é oposta aos postulados de Santo Tomás de Aquino e dos grandes Doutores da Igreja; a História no pensamento socialista é fundamentalmente materialista, e o ateísmo dessa doutrina não é mero acidente, senão ponto essencial de sua concepção de mundo;

* O socialismo cai, ainda, no erro filosófico do historicismo, condenado pelo Papa:

O historicismo "consiste em estabelecer a verdade de uma filosofia sobre a base de sua adequação a um determinado período e um determinado objetivo histórico. Desse modo, ao menos implicitamente, se nega a validez perene da verdade. O que era numa época, sustenta o historicista, pode não ser verdade noutra."(Sua Santidade, o Papa João Paulo II. Encíclica Fides et Ratio, de 14 de setembro de 1998, nº 87)

* O socialismo tem uma visão antropológica igualmente deturpada, avessa ao ensino da Igreja:

"Aprofundando agora a reflexão delineada, e fazendo ainda referência ao que foi dito nas Encíclicas Laborem Exercens e Sollicitudo Rei Socialis, é preciso acrescentar que o erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo econômico-social, enquanto, por outro lado, defende que esse mesmo bem se pode realizar prescindindo da livre opção, da sua única e exclusiva decisão responsável em face do bem e do mal. O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autônomo de decisão moral, que constrói, através dessa decisão, o ordenamento social. Desta errada concepção de pessoa, deriva a distorção do direito, que define o âmbito do exercício da liberdade, bem como a oposição à propriedade privada. O homem, de fato, privado de algo que possa ?dizer seu? e da possibilidade de ganhar com que viver por sua iniciativa, acaba por depender da máquina social e daqueles que a controlam, o que lhe torna muito mais difícil reconhecer a sua dignidade de pessoa e impede o caminho para a constituição de uma autêntica comunidade humana." (Sua Santidade, o Papa João Paulo II. Encíclica Centesimus Annus, de 1o de maio de 1991, 13)

* A matriz filosófica do socialismo é a mesma do liberalismo/iluminismo, o que acarreta sua condenação, eis que o pensamento liberal também foi rejeitado pela Igreja; mesmo que alguns neguem, o socialismo, o comunismo, o nazismo, o fascismo, são filhos do liberalismo, pois tanto faz dizer que a verdade é criada pelo proletariado representado pelo Estado (socialismo e comunismo), pela raça pura comandada pelo Estado (nazismo), pelo Nação dirigida pelo Estado (fascista), ou pela maioria democrática (liberalismo): todas essas hipóteses são contrárias à visão católica de que a verdade é absoluta, aferível pela razão humana e revelada por Deus; herdeiro do liberalismo ? ainda que finja combatê-lo ?, pesam contra o comunismo todos os erros daquele ? falsa noção de liberdade, equivocado entendimento quanto às relações entre Estado e Igreja etc;

* O socialismo defende o aborto, o feminismo radical, e, nas suas vertentes mais modernas e avançadas, também a prática homossexual, tudo condenado pela doutrina católica;


* O socialismo, por todos os seus postulados, é incompatível com a Doutrina Social da Igreja;

* A experiência socialista em todos os países em que foi implantada teve como conseqüência obrigatória a violência desordenada: veja-se Pol Pot, Mao-Tsé Tung, Fidel Castro, Josef Stálin, Ho Chi Min, Tito etc;

* O socialismo perseguiu a religião, pois é ponto pacífico na doutrina socialo-comunista o ódio a qualquer manifestação de culto a Deus, em especial à Fé Católica, que é a verdadeira Revelação de Cristo; isto foi traduzido em milhões de mortos pelos regimes comunistas e em perseguições dos mais variados matizes mesmo em Nações de socialismo dito moderado;

* socialismo é obrigatoriamente estatizante, dando todo o poder ao Estado, como representante máximo das aspirações do proletariado, mesmo quando este afirma não querer tal regime (no que Gramsci, teórico comunista italiano, dizia que estava o povo sendo manipulado e que, por não ter a vontade livre, deveria ser representado sempre pelo Intelectual Coletivo, i.e., pelo Partido); a Igreja Católica, ao contrário, embora não defenda o liberalismo econômico que gera o capitalismo "selvagem", propõe o princípio da subsidiariedade, em que o Estado tem de ser forte, com autoridade suficiente, e interventor quando necessário, para manter a moral no mercado e nas relações, mas dando a liberdade que os socialistas não desejam nessa matéria; a Igreja prega a iniciativa privada com responsabilidade, ao passo que os diversos sistemas socialistas ensinam que o Estado deve coletivizar tudo ou, pelo menos, supervisionar de modo excessivo, caindo no totalitarismo que lhe é característico (daí sua semelhança com o nazi-fascismo, novamente):

"Ora, sem dúvida alguma, segundo a doutrina social da Igreja, o Estado tem seu papel próprio na ordenação da vida social. Para desempenhar esse papel, deve mesmo ser forte e ter autoridade. Mas os que o invocam continuamente e lançam sobre ele toda a responsabilidade, o conduzem à ruína e fazem mesmo o jogo de certos poderosos grupos interessados." (Sua Santidade, o Papa Pio XII. Discurso ao VII Congresso da UCID, em 7 de março de 1957)

"Deve-se afirmar que no campo econômico a parte principal compete à iniciativa privada dos cidadãos, quer ajam isoladamente, quer associados de diferentes maneiras a outros para a consecução de interesses comuns." (Sua Santidade, o Papa João XXIII. Encíclica Mater et Magistra, de 15 de maio de 1961)

"Deve-se respeitar o princípio de subsidiariedade: uma sociedade de ordem superior não deve interferir na vida interna de uma sociedade de ordem inferior, privando-a das suas competências, mas deve antes apoiá-la em caso de necessidade e ajudá-la a coordenar a sua ação com a das outras componentes sociais, tendo em vista o bem comum." (Sua Santidade, o Papa João Paulo II. Encíclica Centesimus Annus, de 1o de maio de 1991, 48)

"Permanece, contudo, imutável aquele solene princípio da filosofia social: assim como é injusto subtrair aos indivíduos o que eles podem fazer com a própria iniciativa e esforço, para o confiar à coletividade, do mesmo modo passar para uma sociedade maior e mais elevada o que sociedades menores e inferiores, podiam conseguir, é uma injustiça, um grave dano e perturbação da boa ordem social. O fim natural da sociedade e da sua ação é coadjuvar os seus membros, e não destruí-los nem absorvê-los." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quadragesimo Anno, de 1º de maio de 1931)

* pelo igualitarismo, o socialismo tende a favorecer toda a sorte de comportamentos contrários á Moral ? os partidos de esquerda identificam-se com a promoção do aborto, das "uniões homossexuais", do amor-livre etc;

* a filosofia comuno-socialista nega diretamente Deus e a existência de uma moral objetiva;

* o socialismo não subordina as idéias à realidade, negando a verdade, portanto, e primando pela ideologia; ao contrário, a Igreja, sobretudo através da magistral obra de Santo Tomás de Aquino, sustenta ser a verdade justamente a adequação da idéia à realidade, no que entra em confronto direto com a filosofia socialista;

* o socialismo, quando não está ainda no poder, insufla a revolta ilegítima do povo contra a autoridade constituída, com uma série de expedientes que não são aprovados pela Moral da Igreja:

"?A sociedade humana não estará bem constituída nem será fecunda a não ser que lhe presida uma autoridade legítima que salvaguarde as instituições e dedique o necessário trabalho e esforço ao bem comum.?

Chama-se ?autoridade? a qualidade em virtude da qual pessoas ou instituições fazem leis e dão ordens a homens, e esperam obediência da parte deles.

Toda comunidade humana tem necessidade de uma autoridade que a dirija. Tal autoridade encontra seu fundamento na natureza humana. É necessária à unidade da cidade. Seu papel consiste em assegurar enquanto possível o bem comum da sociedade.

A autoridade exigida pela ordem moral emana de Deus: ?Todo homem se submeta às autoridades constituídas, pois não há autoridade que não venha de Deus, e as que existem foram estabelecidas por Deus. De modo que aquele que se revolta contra a autoridade opõe-se à ordem estabelecida por Deus. E os que se opõem atrairão sobre si a condenação? (Rm 13,1-2).

O dever da obediência impõe a todos prestar à autoridade as honras a ela devidas e cercar de respeito e, conforme seu mérito, de gratidão e benevolência as pessoas investidas de autoridade.

Deve-se ao papa S. Clemente de Roma a mais antiga oração da Igreja pela autoridade política:

"Concedei-lhes, Senhor, a saúde, a paz, a concórdia, a estabilidade, para que exerçam sem entraves a soberania que lhes concedestes. Sois vós, Mestre, rei celeste dos séculos, quem dá aos filhos dos homens glória, honra e poder sobre as coisas da terra. Dirigi, Senhor, seu conselho segundo o que é bom, segundo o que é agradável a vossos olhos, a fim de que, exercendo com piedade, na paz e mansidão, o poder que lhes destes, vos encontrem propício."

Se, por um lado, a autoridade remete a uma ordem fixada por Deus, por outro, "são entregues à livre vontade dos cidadãos a escolha do regime e a designação dos governantes."

A diversidade dos regimes políticos é moralmente admissível, contanto que concorram para o bem legítimo da comunidade que os adota. Os regimes cuja natureza é contrária natural, à ordem pública a aos direitos fundamentais das pessoas[1][1][1] não podem realizar o bem comum das nações às quais são impostos.

A autoridade não adquire de si mesma sua legitimidade moral. Não deve comportar-se de maneira despótica, mas agir para o bem comum, como uma ?força moral fundada na liberdade e no senso de responsabilidade.

A legislação humana não goza do caráter de lei senão na medida em que se conforma à justa razão; de onde se vê que ela recebe seu vigor da lei eterna. Na medida em que ela se afastasse da razão, seria necessário declará-la injusta, pois não realizaria a noção de lei; seria antes uma forma de violência.

A autoridade só será exercida legitimamente se procurar o bem comum do grupo em questão e se, para atingi-lo, empregar meios moralmente lícitos. Se acontecer de os dirigentes promulgarem leis injustas ou tomarem medidas contrárias à ordem moral, estas disposições não poderão obrigar as consciências. Neste caso, a própria autoridade deixa de existir, degenerando em abuso do poder.

"É preferível que cada poder seja equilibrado por outros poderes e outras esferas de competência que o mantenham em seu justo limite. Este é o princípio do ?estado de direito?, no qual é soberana a lei, e não a vontade arbitrária dos homens." (Catecismo da Igreja Católica, 1897-1904)

c) citações de outros pensadores católicos, Santos e eclesiásticos:

"Por fidelidade ao Evangelho e à doutrina da Igreja, a Legião de Cristo sempre vai estar muito atenta à problemática social que aflige o mundo e, na medida das suas possibilidades, vai agir para que todas as suas instituições e as pessoas que tiverem contato com ela também se imbuam desta mesma consciência social. A Legião e o Regnum Christi vão ter sempre no coração da sua espiritualidade os mesmos sentimentos de Cristo para com os pobres e excluídos, as pessoas humildes, os que sofrem injustiças. A nossa luta em favor do homem é uma luta pelo humanismo autêntico, que pretende abrir o homem à Boa Nova, à fé em Cristo e, a partir daí, abri-lo aos caminhos da justiça e da caridade. Mas não vai cair nas soluções fáceis da luta de classes e do recurso à violência, simplesmente porque são anti-evangélicos e anti-humanos. A ideologia da luta de classes mostrou a sua incapacidade histórica, com a queda estrondosa dos regimes marxistas. Seu resultado foi a geração de novas violências e sistemas totalitários e ditatoriais, que destruíram não somente a liberdade dos homens, mas até mesmo a própria vida econômica. Nós procuramos, ao contrário, a mudança radical do coração humano, fruto da conversão interior do homem que, tocado pela graça, se abre à fé em Cristo e às necessidades do irmão. A nossa missão é trabalhar pela instauração do Reino de Cristo na sociedade, através da pregação da Boa Nova do Reino, por meio de uma ação claramente sobrenatural e transcendente, que muda o coração dos homens, criando as bases de uma civilização da justiça e do amor."(MACIEL, Pe. Marcial, LC. Apud COLINA, Jesús. Minha vida é Cristo, São Paulo: CEFID/Logos, 2003, pp. 108-109)

"No emaranhado de opiniões, idéias, partidos e movimentos hodiernos, nada esclarecedores, pergunta-se ansiosamente de que lado está a Igreja.

Há padres hoje, e Bispos até, que defendem os partidos de esquerda, chegando a ponto de apresentá-los como os únicos confiáveis. Há os que propugnam a luta de classes, a reforma agrária socialista, a invasão de terras alheias, propondo como modelo os países comunistas. É essa afinal a posição da Igreja?

Nós respondemos categoricamente: não! A posição da Igreja não é constituída pelas idéias desta ou daquela personagem eclesiástica, seja ela qual for, mas sim pela tradição doutrinária que nos foi legada por Nosso Senhor, pelos Apóstolos e enriquecida pelo ensinamento dos Papas, Concílios, Santos e Doutores da Igreja.

E esse ensinamento perene defende a propriedade privada, condena o comunismo, o socialismo, a luta de classes, prega as virtudes cristãs da justiça e da caridade, ensina que amar os pobres não é odiar os ricos, promovendo assim através da prática de uma moral sadia a verdadeira harmonia e felicidade social.

(...)

Não nos iludamos. Desconfiamos dos discursos demagógicos que, através de propostas humanitárias e aparentemente cristãs, terminam afinal na luta de classes, na agitação, no igualitarismo e no materialismo ateu com a mais completa negação de Deus e da mentalidade cristã.

É hora de tirar da estante as encíclicas de Leão XIII e Pio XI sobre a questão social, que refletem com precisão a doutrina da Igreja e são leitura utilíssima e esclarecedora na atual conjuntura religiosa. A solução para o problema social não está no socialismo ou comunismo, mas sim na prática da justiça e caridade, com a formação da verdadeira consciência cristã, alicerce da verdadeira ordem social."( RIFAN, D. Fernando Arêas. De que Lado está a Igreja?, in Quer Agrade, Quer Desagrade, Campos: ed. do autor, 1999, pp. 123-124)

"E como o oposto do socialismo ou comunismo não é o liberalismo econômico ou o capitalismo, mas sim o catolicismo, será pela propagação das verdadeiras idéias cristãs que construiremos a direita e o anticomunismo dignos deste nome. O resto é ilusão e perda de tempo." (RIFAN, D. Fernando Arêas. A Fraqueza dos Bons, in Quer Agrade, Quer Desagrade, Campos: ed. do autor, 1999, p. 104)

"O igualitarismo moderno, de inspiração atéia, é contrário não somente à Revelação, senão também à natureza. É uma ideologia falsa, que somente fazendo violência à realidade das coisas pode se afirmar. Sabemos cientificamente que, por exemplo, em qualquer associação de viventes ? uma manada de lobos ? domina a confusão e a ineficácia até que nela se estabeleça uma estruturação hierárquica, que implica relações desiguais. Pois bem, a autoridade ? a hierarquia, a desigualdade ?, que é natural entre os animais, segue sendo natural entre os homens. Certamente nas sociedades humanas haverá que se distinguir ? mas não entre os animais ? desigualdades justas, procedentes de Deus, conformes à natureza, e desigualdades injustas, nascidas da maldade dos homens: temos, pois, de afirmar as primeiras e combater as segundas. Porém, em todo o caso, deve restar claro que o princípio igualitário, enquanto tal, é injusto, é violento, é contrário à natureza." (RIVERA, Pe. José; IRABURU, Pe. José María. Síntesis de Espiritualidad Católica, 6ª ed., Pamplona: Fundación Gratis Date, 2003, p. 16)

"Inclusive pode ser bom possuir riquezas, ou seja, uma abundância de bens claramente superior à média. Se Deus criou o mundo naturalmente hierárquico e desigual, é indubitável que na Providência divina ricos e pobres têm seu lugar. Não é vontade de Deus que todos sejam iguais na posse dos bens deste mundo. Ou, em outras palavras: pode haver riquezas legitimamente adquiridas e honestamente possuídas. Pode haver, sem dúvida, riquezas benéficas, realmente postas a serviço de Deus e do bem comum dos homens." (RIVERA, Pe. José; IRABURU, Pe. José María. Síntesis de Espiritualidad Católica, 6ª ed., Pamplona: Fundación Gratis Date, 2003, p. 339)

"(...) é lei natural que os seres superiores movam os inferiores, pela virtude mais excelente que Deus lhes conferiu" e também que "os inferiores devem obedecer aos superiores." (Santo Tomás de Aquino. S. Th., II-II, q. 104, a. 1)

"(...) também as riquezas, enquanto são certo bem, são algo divino, principalmente quando dão possibilidade de fazer muitas obras boas." (Santo Tomás de Aquino. Quodlibeto, 10, q. 6, a. 12, ad 2m)

"Em tais condições, a coexistência pacífica da Igreja com o comunismo deve ser recusada pelos católicos:

1º argumento. -- A ordem temporal exerce uma ação formadora -- ou deformadora -- profunda sobre a alma dos povos e dos indivíduos. A Igreja não pode, pois, aceitar uma liberdade que implique em calar sobre os erros do regime comunista, criando no povo a impressão de que Ela não os condena.

2º argumento. -- Renunciando a ensinar os preceitos do Decálogo que fundamentam a propriedade privada (7º e 10º Mandamentos), a Igreja apresentaria uma imagem desfigurada do próprio Deus. O amor de Deus, a prática da virtude da justiça e o pleno desenvolvimento das faculdades do homem, e, portanto, a sua santificação, ficariam assim gravemente prejudicados.

3º argumento. -- A Igreja não pode aceitar o comunismo como um fato consumado e um "mal menor".

1. Quanto à primeira condição, parece-nos que a resposta deve ser negativa, à vista da força suasória que têm uma metafísica e uma moral concretizadas num regime, numa cultura, num ambiente.

A missão docente da Igreja não consiste só em ensinar a verdade, mas também em condenar o erro. Nenhum ensino da verdade é suficiente enquanto ensino, se não inclui a enunciação e refutação das objeções que contra a verdade se possam fazer. "A Igreja -- disse Pio XII -- sempre transbordante de caridade e de bondade para com os desgarrados, mas fiel à palavra de seu Divino Fundador, que declarou. "Quem não está coMigo, está contra Mim" (Mat. 12, 30), não pode faltar a seu dever de denunciar o erro e de arrancar a máscara aos semeadores de mentiras..." (Radiomensagem do Natal de 1947 -- "Discorsi e Radiomessagi", vol. IX, p. 393). No mesmo sentido se exprimiu Pio XI: "O primeiro dom de amor do Sacerdote ao seu meio, e que se impõe da maneira mais evidente, é o dom de servir à verdade, à verdade inteira, e desmascarar e refutar o erro sob qualquer forma, máscara ou disfarce com que se apresente" (Encíclica "Mit Brennender Sorge", de 14 de março de 1937 -- AAS, vol. XXIX, p. 163). É da essência do liberalismo religioso a falsa máxima de que para ensinar a verdade não é necessário impugnar ou refutar o erro. Não há formação cristã adequada, que prescinda da apologética. Resulta particularmente importante notá-lo, à vista do fato de que a maioria dos homens tende a aceitar como normal o regime político e social em que nasce e vive, e de que o regime exerce a este título uma influência formativa profunda sobre as almas.

Para medir em toda a sua extensão o poder dessa ação formativa, examinemo-la em sua razão de ser e em seu modo de operar.

Todo regime político, econômico e social se baseia, em última análise, em uma metafísica e em uma moral. As instituições, as leis, a cultura e os costumes que o integram, ou com ele são correlatos, refletem na prática os princípios dessa metafísica e dessa moral.

Pelo próprio fato de existir, pelo natural prestígio do Poder Público, bem como pela enorme força do ambiente e do hábito, o regime induz a população a aceitar como boas, normais, até indiscutíveis, a cultura e a ordem temporal vigentes, que são as conseqüências dos princípios metafísicos e morais dominantes. E, ao aceitar tudo isto, o espírito público acaba por ir mais longe, deixando-se penetrar como por osmose, por esses mesmos princípios, habitualmente entrevistos de modo confuso, subconsciente, mas muito vivo, pela maior parte das pessoas.

A ordem temporal exerce pois uma ação formadora -- ou deformadora -- profunda sobre a alma dos povos e dos indivíduos.

Há épocas em que a ordem temporal se baseia em princípios contraditórios, que convivem em razão de um tal ou qual ceticismo com colorido quase sempre pragmatista. Em geral, esse ceticismo pragmático passa daí para a mentalidade das multidões.

Outras épocas há, em que os princípios metafísicos e morais que servem de alma à ordem temporal são coerentes e monolíticos, na verdade e no bem como na Europa do século XIII, ou no erro e no mal como na Rússia ou na China de nossos dias. Então, esses princípios podem marcar-se a fundo nos povos que vivem em uma sociedade temporal por eles inspirada.

O viver em uma ordem de coisas assim coerente no erro e no mal já é de si um tremendo convite à apostasia.

No Estado comunista, oficialmente filosófico e sectário, esta impregnação doutrinária na massa é feita com intransigência, amplitude e método, e completada por uma doutrinação explícita incansavelmente repetida a todo propósito.

Ao longo de toda a História não há exemplo de pressão mais completa em seu conteúdo doutrinário, mais sutil e polimórfica em seus métodos, mais brutal em suas horas de ação violenta, que a exercida pelos regimes comunistas sobre os povos que estão sob seu jugo.

Num Estado assim totalmente anticristão não há meio de evitar esta influência senão instruindo os fiéis sobre o que ele tem de ruim.

Face a tal adversário, mais ainda do que face a qualquer outro, a Igreja não pode, pois, aceitar uma liberdade que implique em renunciar sincera e efetivamente ao exercício, franco e eficiente, de sua função apologética.

2. Quanto à segunda condição, também nos parece que não é aceitável, tendo em vista não só a incompatibilidade total entre o comunismo e a doutrina católica, como particularmente o direito de propriedade em suas relações com o amor de Deus, a virtude da justiça e a santificação das almas.

Para a recusa desta segunda condição há antes de tudo uma razão de caráter genérico. A doutrina comunista, atéia, materialista, relativista, evolucionista, colide do modo mais radical com o conceito católico de um Deus pessoal, que promulgou para os homens uma lei em que se consubstanciam todos os princípios da moral, fixos, imutáveis, e consentâneos com a ordem natural. A "cultura" comunista, considerada em todos os seus aspectos e em cada um deles, conduz à negação da moral e do direito. A colisão do comunismo com a Igreja não se dá, pois, apenas em matéria de família e de propriedade. E é sobre toda a moral, sobre toda a noção do direito, que a Igreja se deveria então calar.

Não vemos, portanto, a que resultado tático conduziria um "armistício ideológico" entre católicos e comunistas circunscrito a estes dois pontos, se em todos os outros a luta ideológica continuasse." (OLIVEIRA, Plínio Corrêa de Oliveira. Acordo com o regime comunista: para a Igreja, esperança ou autodemolição?)

"Não podemos usar a tática da avestruz, achando que o problema se resolve ao ser ignorado. Mas não podemos recorrer a soluções que não são do Evangelho, como as que alguns autores de certas teologias da libertação procuram, ao pretender unir, numa falsa aliança, o Evangelho e a luta de classes. Não negamos a possível boa intenção destas pessoas; só Deus pode julgar o interior de cada homem. Mas o que podemos fazer ? como foi feito pelo Magistério da Igreja, que sobre esse assunto emitiu duas declarações pela Congregação da Doutrina da Fé, guiada pelo cardeal Josef Ratzinger ? é afirmar claramente que as teologias da libertação que admitem a análise marxista ? e com muita freqüência, também certos elementos da sua filosofia materialista de fundo ? são incompatíveis com a doutrina social da Igreja.

A nossa preocupação em matéria social, portanto, é aplicar os grandes princípios da doutrina social da Igreja, procurando conscientizar os leigos, especialmente os que têm mais possibilidades devido à sua posição política, econômica ou social, para que eles apliquem esses princípios no próprio raio de ação. É um trabalho lento e pouco vistoso, mas eficaz, a longo prazo. Através da formação e da projeção apostólica dos leigos, é possível realizar obras de grande envergadura no âmbito do desenvolvimento social e econômico."(MACIEL, Pe. Marcial, LC. Apud COLINA, Jesús. Minha vida é Cristo, São Paulo: CEFID/Logos, 2003, pp. 107)

"Alguns cristãos pregam como norma a resistência aos poderes, e como exceção o dever de obediência. Adornam sua doutrina com algumas citações bíblicas, nas quais se faz alusão pejorativa aos ?poderosos? (o Magnificat, por exemplo, em Lc 1,52), mas a verdade é que repelem a Revelação. É certo que os poderes políticos e outras modalidades de autoridade civil estão geralmente mais ou menos corrompidos, e que raras vezes são de todo sadios tanto em sua origem como em seu exercício. Sem embargo, ainda que sejam assim as coisas, o dever cristão da obediência cívica está normalmente vigente, e só excepcionalmente há de ceder a outras exigências morais contrárias. Isto é o que ensinaram Jesus e os Apóstolos em tempos terríveis. Os que aceitam esta doutrina terão às vezes problemas de discernimento à hora de aplicá-la na prática. Porém, os que rechaçam tal doutrina de Cristo, como poderão aplicá-la com prudência. Errarão sempre, necessariamente.

Alguns cristãos pretendem superar as injustiças de autoridades e leis vencendo o mal com o mal. Estes querem o bem sem esperar mais, agora, sem sofrimentos próprios, a custa do que quer que seja; qualquer meio vale, se se mostra eficaz. Estão, pois, dispostos a pressionar, ridicularizar a autoridade e desprestigiá-la, armas escândalos, romper a unidade, usar de intimidações, greves selvagens ou guerras.[2][2][2]

Estes são os que vêem na Cruz de Cristo a raiz de muitos males históricos. É coisa clara que se envergonham do Evangelho de Jesus (cf. Rm 1,16; 2 Tm 1,8), e que o consideram loucura e absurdo (cf. 1 Co 1,23). Pois a Revelação divina nos ensina: ?Que ninguém devolva mal pelo mal, senão que buscai sempre fazer o bem entre vós e com todos? (1 Ts 5,15). ?Não te deixes vencer pelo mal [fazendo-o tu], mas vence o mal com o bem? (Rm 12,21). A Igreja sabe que, às vezes, a violência pode ser expressão de caridade (cf. Jô 2,15), porém só a admite em casos extremos (por exemplo, GS 68c, sobre a greve; 79b-d, sobre a guerra), e se se dá um conjunto de condições (cf. Pio XI, Encíclica Firmissimam Constantiam, de 28 de março de 1937, Dz 3775-3776), ignoradas muitas vezes pelos partidários da violência." (RIVERA, Pe. José; IRABURU, Pe. José María. Síntesis de Espiritualidad Católica, 6ª ed., Pamplona: Fundación Gratis Date, 2003, p. 370)

2. Ora, o PT é socialista

a) está nos seus estatutos e programas (cf. www.pt.org.br) a plataforma socialista;

b) nas duas primeiras candidaturas à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva utilizou como título de seu programa "Projeto Brasil Socialista";

c) a história do PT confirma sua adesão ao socialismo:

* Os principais líderes e todos os fundadores eram socialistas, a maioria de tendência marxista clássica inclusive;

* Mesmo as correntes mais moderadas do PT são contaminadas de socialismo em maior ou menor grau;

* Muitos dos caciques do Partido foram guerrilheiros e tentaram implantar um regime comunista no Brasil, como José Dirceu, José Genoíno e outros;

* Os fundadores do PT pertencentes à chamada "esquerda católica" foram ou são de organizações contrárias ao ensino católico, que publicamente rejeitam a autoridade do Papa (Leonardo Boff, ex-OFM; Frei Betto, OP; Marcelo Barros, OSB; etc); muitos deles foram militantes de organizações socialistas nos anos 60 e 70, e que não abandonaram suas idéias;

d) o PT apóia, de uma forma ou de outra, o MST, grupo que pretende uma reforma agrária de perfis socialistas e que não esconde isso de ninguém, contrariando, portanto, o ensino católico acima exposto;

e) o PT participa oficialmente do Fórum de São Paulo (cf. www.midiasemmascara.org), organismo dos movimentos socialistas e comunistas, com vistas a elaborar planos de tomada de poder (democraticamente ou através de ações revolucionárias explícitas) na América Latina;

f) os programas do PT incluem temas como cotas para negros ou para pobres em faculdades, reforma agrária, alta tributação, projetos tendentes a, em maior ou menor grau, diminuir ou suprimir a sociedade de classes e a propriedade de classes, no que demonstra ser socialista;

g) a visão histórica pregada pelo PT é totalmente influenciada pela dialética materialista de Marx (opressores X oprimidos), e por isso vivem criticando os 500 anos do Descobrimento (em ultraje ao Papa, que enviou representação para as festas), e ensinando uma história distorcida pelo socialismo;

h) o PT comanda, de uma forma ou de outra, as manifestações desordeiras contra a autoridade constituída, sempre que não está no poder, por ser influenciado por pressupostos socialistas, e em seu currículo constam agitações, invasões, badernas, tentativas revolucionárias;

i) o PT apóia Chávez, Castro, e outros ditadores comunistas, como o presidente do Gabão, elogiado por Lula em sua recente visita à África;

j) o PT tem uma forte aliança com a teologia da libertação, diversas vezes condenada pelo Papa tanto por seus erros sociais e políticos quanto por seus erros teológicos;

k) a cultura interna do PT é notadamente socialista ou simpatizante do socialismo:

* Celebração de heróis socialistas e comunistas (Fidel, Lênin, Mao, Ho Chi Min, Pol Pot e, principalmente, Che) em camisetas e bandeiras petistas;

* O símbolo do PT é socialista: a estrela amarela sobre um fundo vermelho da URSS, da China comunista, da Internacional Socialista, de vários partidos comunistas ao redor do mundo (PSOE ? Espanha; PSB, PPS, PCdoB, PCB, PSTU e PCO ? Brasil);

* Os intelectuais do PT não negam sua inspiração em Antonio Gramsci, teórico comunista italiano, e fundamentam suas teses com pressupostos de matriz socialista (igualitarismo, coletivismo, oprimido X opressor, negro X branco, mulher X homem, pobre X rico etc);

* As alianças tradicionais do PT para suas campanhas são com partidos socialistas (PCdoB, PCB, PSB, PPS, PV etc), o que demonstra, no mínimo, simpatia e comunhão ideológica.

l) a experiência dos governos do PT, notadamente no Rio Grande do Sul, pôs em prática sua ideologia socialista, com perseguição aos jornalistas, ideologização da Brigada Militar e do ensino (concursos públicos para professor com questões explicitamente pró-socialistas), catalogação dos inimigos etc;

m) o PT, ainda que alguns membros não o sejam, é francamente favorável ao aborto, ao "casamento" homossexual, à eutanásia, ao feminismo radical.

3. Logo, o PT deve ser rejeitado por quem se considera fiel à Igreja

E, por isso, é claramente imoral a participação de qualquer católico, seja leigo, seja eclesiástico, seja religioso, no PT e em outros partidos socialistas:

- Não pode o católico votar no PT, mesmo que não concorde com o socialismo desse partido, ou apenas porque considera que é um partido sério;

- Não pode o católico fazer campanha para o PT;

- Não pode o católico doar dinheiro para o PT;

- Não pode o católico utilizar símbolos petistas ou levar outros a crer que comunga das idéias do PT;

- Não pode o católico favorecer, de qualquer forma, o PT e sua estratégia de tomada de poder.

O católico deve, isso sim, estudar a Doutrina Social Católica, e posicionar-se politicamente de acordo com o que diz o Santo Padre, o Papa, suprema autoridade de governo e infalível autoridade de ensino da Igreja, o Vigário de Cristo na terra!