domingo, 31 de julho de 2016

Em que circunstâncias uma pessoa não pode comungar?

Há dois tipos de disposições para comungar dignamente: as que se referem à alma e as que se referem ao corpo

Is there salvation outside the Catholic Church - pt


A gravidade dos pecados podem ser maior ou menor

A Igreja nos ensina que não podemos comungar em pecado mortal sem antes nos confessarmos. Pecado mortal é aquele que é grave, normalmente contra um dos Dez Mandamentos de Deus: matar, roubar, adulterar, prostituir, blasfemar, prejudicar os outros, ódio etc. É algo que nos deixa incomodados.

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O que diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC) sobre isso

§1856 – O pecado mortal, atacando em nós o princípio vital que é a caridade, exige uma nova iniciativa da misericórdia de Deus e uma conversão do coração, que se realiza normalmente no sacramento da Reconciliação:
“Quando a vontade se volta para uma coisa em si contrária à caridade pela qual estamos ordenados ao fim último, há no pecado, pelo seu próprio objeto, matéria para ser mortal… quer seja contra o amor de Deus, como a blasfêmia, o perjúrio etc., ou contra o amor ao próximo, como o homicídio, o adultério, etc. Por outro lado, quando a vontade do pecador se dirige às vezes a um objeto que contém em si uma desordem, mas não é contrário ao amor a Deus e ao próximo, como, por exemplo, palavra ociosa, riso supérfluo etc., tais pecados são veniais” (S. Tomás, S. Th. I-II,88,2).
§1857 – Para que um pecado seja mortal, requerem-se três condições ao mesmo tempo: É pecado mortal todo pecado que tem como objeto uma matéria grave, e que é cometido com plena consciência e deliberadamente” (RP 17).
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§1858 – A matéria grave é precisada pelos Dez Mandamentos segundo a resposta de Jesus ao jovem rico: “Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não defraudes ninguém, honra teu pai e tua mãe” (Mc 10,19). A gravidade dos pecados é maior ou menor; um assassinato é mais grave do que um roubo. A qualidade das pessoas lesadas entra também em consideração. A violência exercida contra os pais é em si mais grave do que contra um estrangeiro.
§1859 – O pecado mortal requer pleno conhecimento e pleno consentimento. Pressupõe o conhecimento do caráter pecaminoso do ato, de sua oposição à lei de Deus. Envolve também um consentimento suficientemente deliberado para ser uma escolha pessoal. A ignorância afetada e o endurecimento do coração (cf. Mc 3,5-6; Lc 16,19-31) não diminuem, antes aumentam, o caráter voluntário do pecado.
§1860 – A ignorância involuntária pode diminuir ou até escusar a imputabilidade de uma falta grave, mas supõe-se que ninguém ignore os princípios da lei moral inscritos na consciência de todo ser humano. Os impulsos da sensibilidade, as paixões podem igualmente reduzir o caráter voluntário e livre da falta, como também pressões exteriores e perturbações patológicas. O pecado por malícia, por opção deliberada do mal, é o mais grave.

§1861 – O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, como o próprio amor. Acarreta a perda da caridade e a privação da graça santificante, isto é, do estado de graça. Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso. No entanto, mesmo podendo julgar que um ato é em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus.
§1862 – Comete-se um pecado venial quando não se observa, em matéria leve, a medida prescrita pela lei moral, ou então quando se desobedece à lei moral em matéria grave, mas sem pleno conhecimento ou sem pleno consentimento.
O fiel católico não deve comungar quando faltam as devidas disposições. Há dois tipos de disposições para comungar dignamente: as que se referem à alma e as que se referem ao corpo.

Quais são as disposições com relação à alma?

1. Estar em graça de Deus, ou seja, ausência de pecado grave.

2. Estar instruído nas principais verdades de fé.

3. Ter a devida reverência e respeito no momento da comunhão.

4. Crer firmemente que se vai receber Jesus Cristo.

“Quem estiver consciente de pecado grave não celebre Missa nem comungue o Corpo do Senhor, sem fazer previamente a confissão sacramental, a não ser que exista uma razão grave e não tenha oportunidade de se confessar; neste caso, porém, lembre-se de que tem obrigação de fazer um ato de Contrição perfeita, que inclui o propósito de se confessar quanto antes” (Código de Direito Canônico, cân. 916).

Quais são as disposições com relação ao corpo?

1. Observar a norma sobre o jejum eucarístico.

2. Ter um aspecto exterior adequado: modesto e recolhido.

Exclusão da comunhão por motivos de idade ou doença

Não é permitido dar a comunhão nas seguintes circunstâncias:

1. Dentro das doenças estão: pessoas em coma, pessoas que não podem deglutir, pessoas com constante respiração assistida, apoplexia, risco de vômito, febre alta que cause alucinações etc.

2. Adultos que tenham doenças mentais que privam do uso de razão.

3. Adolescentes e idosos com sérias deficiências intelectuais.

4. Crianças antes do suficiente desenvolvimento mental.

Com relação a outras situações, não devem comungar:

1. Quem já comungou duas vezes no mesmo dia.

2. Quem faz parte da maçonaria, seitas de todo tipo etc.

3. Quem procura usar a Eucaristia para fazer campanha política ou para buscar votos.

4. Quem não está batizado.

5. Quem rejeita a Eucaristia ou duvida dela.

“Não é possível dar a comunhão a uma pessoa que não esteja batizada ou que rejeite a verdade integral de fé sobre o mistério eucarístico. Cristo é a verdade, e dá testemunho da verdade (cf. Jo 14, 6; 18, 37); o sacramento do seu corpo e sangue não consente ficções” (Ecclesia de Eucharistia, 38).

Finalmente, cabe esclarecer: o fato de que alguém não possa ou não deva comungar não impede que tal pessoa vá à missa. Mais ainda: aqueles que não podem receber a comunhão têm como todos os demais fiéis, o direito de participar da celebração eucarística e a obrigação de ir à missa aos domingos e festa de preceito.

É verdade que a maneira plena de participar da missa é comungando, mas é preciso levar em consideração que a participação na santa missa tem em si mesma um valor salvífico e constitui uma perfeita forma de oração, independentemente do fato de a pessoa receber ou não a comunhão.



OREMOS

 Meus Deus, como és Santo, e admirável e bom!
És o Senhor de todo o Universo.
Os Teus pensamentos estão acima dos pensamentos dos homens.
O Teu poder é maior do que todos os poderes da terra.
O Teu amor é mais forte e mais profundo do que o que pode compreender o meu coração.
Admiro-Te, submeto-me a Ti. Adoro-Te com profunda reverência.
Dou-Te graças por tudo.
Quero amar-Te mais e mais, a Ti, meu soberano Deus e Senhor.
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal. Livra-nos, Senhor, de todo o mal.