terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

11 coisas que todo católico deve saber sobre a Quarta-feira de Cinzas

 


1. O que é a Quarta-feira de Cinzas?
É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama os fiéis a se converterem e a se prepararem verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa.
A Quarta-feira de Cinzas é uma celebração que está no Missal Romano, o qual explica que no final da Missa, abençoa-se e impõe-se as cinzas obtidas da queima dos ramos usados no Domingo de Ramos do ano anterior.
2. Como nasceu a tradição de impor as cinzas?
A tradição de impor a cinza é da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e se apresentavam ante a comunidade com um “hábito penitencial” para receber o Sacramento da Reconciliação na Quinta-feira Santa.
A Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos por volta do ano 400 d.C. e, a partir do século XI, a Igreja de Roma passou a impor as cinzas no início deste tempo.
3. Por que se impõe as cinzas?
A cinza é um símbolo. Sua função está descrita em um importante documento da Igreja, mais precisamente no artigo 125 do Diretório sobre a piedade popular e a liturgia:
“O começo dos quarenta dias de penitência, no Rito romano, caracteriza-se pelo austero símbolo das Cinzas, que caracteriza a Liturgia da Quarta-feira de Cinzas. Próprio dos antigos ritos nos quais os pecadores convertidos se submetiam à penitência canônica, o gesto de cobrir-se com cinza tem o sentido de reconhecer a própria fragilidade e mortalidade, que precisa ser redimida pela misericórdia de Deus. Este não era um gesto puramente exterior, a Igreja o conservou como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. Deve-se ajudar os fiéis, que vão receber as Cinzas, para que aprendam o significado interior que este gesto tem, que abre a cada pessoa a conversão e ao esforço da renovação pascal”.
4. O que simbolizam e o que recordam as cinzas?
A palavra cinza, que provém do latim “cinis”, representa o produto da combustão de algo pelo fogo. Esta adotou desde muito cedo um sentido simbólico de morte, expiração, mas também de humildade e penitência.
A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra” (Gn 2,7); “até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3,19).
5. Onde podemos conseguir as cinzas?
Para a cerimônia devem ser queimados os restos dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estes recebem água benta e logo são aromatizados com incenso.
6. Como se impõe as cinzas?
Este ato acontece durante a Missa, depois da homilia e está permitido que os leigos ajudem o sacerdote. As cinzas são impostas na fronte, em forma de cruz, enquanto o ministro pronuncia as palavras Bíblicas: “Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”.
7. O que devem fazer quando não há sacerdote?
Quando não há sacerdote, a imposição das cinzas pode ser realizada sem Missa, de forma extraordinária. Entretanto, é recomendável que antes do ato participem da liturgia da palavra.
É importante recordar que a bênção das cinzas, como todo sacramental, somente pode ser feita por um sacerdote ou um diácono.
8. Quem pode receber as cinzas?
Qualquer pessoa pode receber este sacramental, inclusive os não católicos. Como explica o Catecismo (1670 ss.), “sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela”.
9. A imposição das cinzas é obrigatória?
A Quarta-feira de Cinzas não é dia de preceito e, portanto, não é obrigatória. Não obstante, nesse dia muitas pessoas costumam participar da Santa Missa, algo que sempre é recomendável.
10. Quanto tempo é necessário permanecer com a cinza na fronte?
Quanto tempo a pessoa quiser. Não existe um tempo determinado.
11. O jejum e a abstinência são necessários?
O jejum e a abstinência são obrigatórios durante a Quarta-feira de Cinzas, como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos. Fora desses limites, é opcional. Nesse dia, os fiéis podem ter uma refeição “principal” uma vez durante o dia.
A abstinência de comer carne é obrigatória a partir dos 14 anos. Todas as sextas-feiras da Quaresma também são de abstinência obrigatória. As sextas-feiras do ano também são dias de abstinência. O gesto, dependendo da determinação da Conferência Episcopal de cada país, pode ser substituído por outro tipo de mortificação ou oferecimento como a oração do terço.


A liturgia da Quarta-Feira de Cinzas recorda-nos nossa condição de mortais: “Memento homo quia pulvis
es et in pulverem reverteris – Lembra-te, homem, de que és pó e ao pó hás de voltar” ….
Neste início de Quaresma, procuremos, mais ainda do que a mortificação corporal, aceitar o convite que a Liturgia sabiamente nos faz, combatendo o amor próprio com todas as nossas forças. “Procurai o mérito, procurai a causa, procurai a justiça; e vede se encontrais outra coisa que não seja a
graça de Deus”.
(Sto. Agostinho)
Ao receber daqui a pouco as cinzas sobre a cabeça, ouviremos mais uma vez um claro convite à conversão que pode expressar-se numa fórmula dupla: “Convertei-vos e acreditai no evangelho”, ou: “Recorda-te que és pó e em pó te hás-de tornar”.
Precisamente devido à riqueza dos símbolos e dos textos bíblicos, a Quarta-Feira de Cinzas é considerada a “porta” da Quaresma. De fato, a hodierna liturgia e os gestos que a distinguem formam um conjunto que antecipa de modo sintético a própria fisionomia de todo o período quaresmal. Na sua tradição, a Igreja não se limita a oferecer-nos a temática litúrgica e espiritual do itinerário quaresmal, mas indica-nos também os instrumentos ascéticos e práticos para o percorrer frutuosamente.
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Imposição das cinzas na Basílica de Nossa Senhora
do Rosário, do Seminário dos Arautos do
Evangelho em Caieiras, Grande São Paulo
“Convertei-vos a mim de todo o vosso coração com jejuns, com lágrimas, com gemidos”. (Joel 2,12). Os sofrimentos, as calamidades que afligiam naquele tempo a terra de Judá estimulam o autor sagrado a encorajar o povo eleito à conversão, isto é, a voltar com confiança filial ao Senhor dilacerando o seu coração e não as vestes. De fato, recorda o profeta, ele “é clemente e compassivo, paciente e rico em misericórdia e se compadece da desgraça” (2, 13). O convite que Joel dirige aos seus ouvintes também é válido para nós.
Não hesitemos em reencontrar a amizade de Deus perdida com o pecado; encontrando o Senhor experimentamos a alegria do seu perdão. E assim, quase respondendo às palavras do profeta, fizemos nossa a invocação do refrão do Salmo 50: “Perdoai-nos Senhor, porque pecamos”. Proclamando, o grande Salmo penitencial, apelamo-nos à misericórdia divina; pedimos ao Senhor que o poder do seu amor nos volte a dar a alegria de sermos salvos.
Com este espírito, iniciamos o tempo favorável da Quaresma, como nos recordou São Paulo: “Aquele que não havia conhecido o pecado, diz ele, Deus o fez pecado por nós, para que nos tornássemos, nele, justiça de Deus” (2 Cor 5, 21), para nos deixarmos reconciliar com Deus em Cristo Jesus. O Apóstolo apresenta-se como embaixador de Cristo e mostra claramente como precisamente através d’Ele, seja oferecida ao pecador, isto é a cada um de nós, a possibilidade de uma reconciliação autêntica.
Só Cristo pode transformar qualquer situação de pecado em novidade de graça. Eis por que assume um forte impacto espiritual a exortação que Paulo dirige aos cristãos de Corinto: “Em nome de Cristo suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus”; e ainda: “Este é o tempo favorável, é este o dia da salvação” (5, 20; 6, 2). Enquanto Joel falava do futuro dia do Senhor como de um dia de terrível juízo, São Paulo, referindo-se às palavras do profeta Isaías, fala de “momento favorável”, de “dia da salvação”. O futuro dia do Senhor tornou-se o “hoje”. O dia terrível transformou-se na Cruz e na Ressurreição de Cristo, no dia da salvação. E este dia é agora, como nos diz o Canto ao Evangelho: “Hoje não endureçais os vossos corações, mas ouvi a voz do Senhor”. O apelo à conversão, à penitência ressoa hoje com toda a sua força, para que o seu eco nos acompanhe em cada momento da vida.
A liturgia da Quarta-Feira de Cinzas indica assim na conversão do coração a Deus a dimensão fundamental do tempo quaresmal. Esta é a chamada muito sugestiva que nos vem do tradicional rito da imposição das cinzas, que daqui a pouco renovaremos. Rito que assume um dúplice significado: o primeiro relativo à mudança interior, à conversão e à penitência, enquanto o segundo recorda a precariedade da condição humana, como é fácil compreender das duas fórmulas diversas que acompanham o gesto.
Significado da Cerimônia de Cinzas
A Igreja nos indica, nas orações recitadas por seus ministros, o significado da cerimônia das Cinzas: “Ó Deus, que não quereis a morte do pecador mas a sua conversão, escutai com bondade as nossas preces e dignai-vos abençoar estas cinzas que vamos colocar sobre as nossas cabeças. E assim reconhecendo que somos pó e que ao pó voltaremos, consigamos, pela observância da Quaresma, obter o perdão dos pecados e viver uma vida nova à semelhança do Cristo ressuscitado”. É, pois, a penitência que a Igreja nos quer ensinar pela cerimônia deste dia.
Já no Antigo Testamento os homens cobriam se de cinzas para exprimir sua dor e humilhação, como se pode ler no livro de Jó. Nos primeiros séculos da Igreja os penitentes públicos apresentavam-se nesse dia ao bispo ou penitenciário: pediam perdão revestidos de um saco, e como sinal de sua contrição cobriam a cabeça de cinzas. Mas como todos os homens são pecadores, diz santo Agostinho, essa cerimônia estendeu-se a todos os fiéis, para lhes recordar o preceito da penitência. Não havia exceção alguma: pontífices, bispos, sacerdotes, reis, almas inocentes, todos se submetiam a essa humilhante expressão de arrependimento.
Tenhamos os mesmos sentimentos: deploremos as nossas faltas ao recebermos das mãos do ministro de Deus as cinzas bentas pelas orações da Igreja. Quando o sacerdote nos disser “lembra-te que és pó, e ao pó hás de tornar”, ou “convertei-vos e crede no Evangelho”, enquanto impõe as cinzas, humilhemos o nosso espírito pelo pensamento da morte que, reduzindo-nos ao pó, nos porá sob os pés de todos. Assim dispostos, longe de lisonjearmos o nosso corpo destinado à dissolução, decidir-nos-emos a tratá-lo com dureza, a refrear o nosso paladar, os nossos olhos, os nossos ouvidos, a nossa língua, todos os sentidos; a observar, o mais possível, o jejum e a abstinência que a Igreja nos prescreve.
Meu Deus, inspirai-me verdadeiros sentimentos de humildade, pela consideração do meu nada, ignorância e corrupção. Dai-me o mais vivo arrependimento das minhas iniqüidades, que feriram vossas perfeições infinitas, contristaram vosso coração de pai, crucificaram vosso Filho dileto, e me causaram um mal maior do que a perda da vida do corpo, pois que o pecado mortal é a morte da alma e nos expõe a uma morte eterna.
A Igreja sempre admoestou os fiéis a não nos se contentarem com sinais externos de penitência, mas a lhe beberem o espírito e os sentimentos. Jejuemos, diz ela, como o Senhor deseja, mas acompanhemos o jejum com lágrimas de arrependimento, prosternando-nos diante de Deus e deplorando a nossa ingratidão na amargura dos nossos corações. Mas essa contrição, para ser proveitosa, deve ser acompanhada de confiança. Por isso a Igreja sempre nos lembra que nosso Deus é cheio de bondade e misericórdia, sempre pronto a perdoar-nos, o que é um forte motivo para esperarmos firmemente a remissão das nossas faltas, se delas nos arrependermos. Deus não despreza jamais um coração contrito e humilhado.
A liturgia termina exortando-nos a tomarmos generosas resoluções confiando em Deus: “Pecamos, Senhor, porque nos esquecemos de vós. Voltemo-nos logo para o bem, sem esperar que a morte chegue e que já não haja tempo. Ouvi-nos, Senhor, tende piedade, porque pecamos contra vós. Ajudai-nos, ó Deus salvador, pela glória do vosso nome libertai-nos”. O pensamento da morte convida-nos ainda a viver mais santamente, e quão eficaz é essa recordação!
À borda do túmulo e à porta do tribunal supremo, quem ousaria enfrentar o seu Juiz, ofendendo-o e recusando o arrependimento ou vivendo na negligência, tibieza e relaxamento? Colocai-vos em espírito em vosso leito de morte e armai-vos dos sentimentos de compunção que então quereríeis ter. Depositai vossa confiança na misericórdia divina, nos méritos de Jesus e na intercessão da divina Mãe. Prometei ainda ao Senhor:
– 1º de cortar aos vossos pensamentos, conversas e procedimento tudo o que lhe desagrada;
– 2º de viver quanto possível na solidão, no silêncio e, sobretudo, no recolhimento interior que favorece em vosso espírito a oração e vos separa de tudo que não é Deus.
Adaptado de Quarta-Feira de Cinzas, em Meditações para todos os dias do ano. Pe. Luís Bronchain CSSR, Petrópolis, Editora Vozes, 1949 (2ª edição em português, pag. 132-134)

Amados irmãos e irmãs, temos quarenta dias para aprofundar esta extraordinária experiência ascética e espiritual. No Evangelho (cf. Mt 6, 1-6.16-18), Jesus indica quais são os instrumentos úteis para realizar a autêntica renovação interior e comunitária: as obras de caridade (a esmola), a oração e a penitência (o jejum). São as três práticas fundamentais queridas também à tradição hebraica, porque contribuem para purificar o homem aos olhos de Deus.
Estes gestos exteriores, que devem ser realizados para agradar a Deus e não para obter a aprovação e o consenso dos homens, são por Ele aceites se expressam a determinação do coração a servi-l’O, com simplicidade e generosidade. Recorda-nos isto também um dos Prefácios quaresmais onde, em relação ao jejum, lemos esta singular expressão: “ieiunio… mentem elevas: com o jejum elevas o espírito” (Prefácio IV).
O jejum, ao qual a Igreja nos convida neste tempo forte, certamente não nasce de motivações de ordem física ou estética, mas brota da exigência que o homem tem de uma purificação interior que o desintoxique da poluição do pecado e do mal; que o eduque para aquelas renúncias saudáveis que libertam o crente da escravidão do próprio eu; que o torne mais atento e disponível à escuta de Deus e ao serviço dos irmãos. Por esta razão o jejum e as outras práticas quaresmais são consideradas pela tradição cristã “armas” espirituais para combater o mal, as paixões negativas e os vícios.
A este propósito, apraz-me ouvir de novo convosco um breve comentário de São João Crisóstomo. “Como no findar do Inverno escreve ele volta a estação do Verão e o navegante arrasta para o mar a nave, o soldado limpa as armas e treina o cavalo para a luta, o agricultor lima a foice, o viandante revigorado prepara-se para a longa viagem e o atleta depõe as vestes e prepara-se para as competições; assim também nós, no início deste jejum, quase no regresso de uma Primavera espiritual forjamos as armas como os soldados, limamos a foice como os agricultores, e como timoneiros reorganizamos a nave do nosso espírito para enfrentar as ondas das paixões. Como viandantes retomamos a viagem rumo ao céu e como atletas preparamo-nos para a luta com o despojamento de tudo” (Homilias ao povo antioqueno, 3).
Na mensagem para a Quaresma, convidei a viver estes quarenta dias de especial graça como um tempo “eucarístico”. Haurindo daquela fonte inexaurível de amor que é a Eucaristia, na qual Cristo renova o sacrifício redentor da Cruz, cada cristão pode perseverar no itinerário que hoje empreendemos solenemente. As obras de caridade (a esmola), a oração, o jejum juntamente com qualquer outro esforço sincero de conversão encontram o seu significado mais alto e valor na Eucaristia, centro e ápice da vida da Igreja e da história da salvação. “Este sacramento que recebemos, ó Pai assim rezamos no final da Santa Missa nos ampare no caminho quaresmal, santifique o nosso jejum e o torne eficaz para a cura do nosso espírito”.
Pedimos a Maria que nos acompanhe para que, no final da Quaresma, possamos contemplar o Senhor ressuscitado, interiormente renovados e reconciliados com Deus e com os irmãos. Amém!
Adaptação da Homilia do Papa Bento XVI – Quarta-feira de Cinzas, 21 de Fevereiro de 2007 – Basílica de Santa Sabina no Aventino.
(www.vatican.va)

Quarta-feira de Cinzas

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Arquiteta, empresária, doutora… E virou freira?



Você tem uma profissão, um bom emprego, uma vida “quase” realizada, mas tem medo de largar tudo para consagrar-se a Cristo como padre ou freira?

Arquiteta, empresária, doutora… E decidiu virar freira?
Fique tranquilo. Você não é o primeiro nem o único a largar profissão, emprego, vida “quase” realizada e outras coisas para consagrar-se a Deus como padre ou freira. De cada 10 sacerdotes, 7 tinham uma profissão antes de entrar no seminário (descartando os padres do seminário menor). O mesmo ocorre na vida religiosa: temos de arquitetas a administradoras de empresas que se tornaram freiras.

É normal que o primeiro sentimento seja o de medo diante da ideia de abandonar tudo.

Na realidade, você não abandona nada. Pelo contrário: ganha tudo! Trata-se de empreender uma nova missão: a de discípulo! Os discípulos de Jesus, de maneira simples e imediata, nos deixaram um grande exemplo.

A nova profissão de discípulo consistia em estar com o Mestre, deixar-se guiar totalmente por Ele. Dessa maneira, a profissão encontra duas vertentes. A primeira diz respeito a algo externo: caminhar junto ao Mestre com direção diferente, sem vacilar e com segurança. A segunda é íntima e interna e diz respeito à nova orientação da existência.

Os sentimentos e pensamentos já não apontam para os negócios nem para a comodidade pessoal, mas conduzem ao abandono total e à doação aos outros.

Estar à disposição do Mestre havia chegado a ser uma razão de vida. Isso significava tornar realidade o convite de Jesus ao jovem rico, a Mateus e a outros milhares de homens que largaram tudo, e podemos comprovar todos os dias.

A seguir, vou lhe apresentar uma maravilhosa experiência de “largar tudo”. Trata-se de uma jovem, administradora de empresas, profissão que deixou para se dedicar à nova profissão do discipulado proposto pelo Mestre. Ela é uma simples religiosa, formada em Teologia e atualmente cursa Direito Canônico; exerce sua profissão no mundo por meio da sua congregação.

Você tem uma profissão, um bom emprego, uma vida “quase” realizada, mas tem medo de largar tudo para consagrar-se a Cristo como freira?

Ouvindo isso, Jesus lhe disse: “Ainda lhe falta uma coisa: vá, venda tudo o que você tem e dê o dinheiro aos pobres, e assim terá um tesouro no céu. Depois venha e siga-me” (cf. Lc 18, 22-23). Ao ouvir isso, o jovem ficou muito triste, porque era muito rico.

Cito esta passagem bíblia porque ela reflete bem o que se vive quando alguém sente o chamado de Deus, ou pelo menos a inquietude de ver em que consiste a “vocação” à vida sacerdotal ou consagrada.

De cara, talvez se pense: “Eu, padre/freira? Mas se já tenho todo um caminho percorrido, uma profissão e um emprego que adoro…”. Talvez você já tenha certo status, seu próprio salário, sua independência, enfim, uma vida com a qual muitos sonham.

Tudo isso pode fazer você achar que não precisa se questionar sobre o tema da vocação, já que está bem no caminho que escolheu, já construiu parte da sua vida e tem “segurança” (no sentido em que o mundo a entende), ou simplesmente pode dizer: “Por que vou me enclausurar ou perder o que já ganhei na vida?”.

No entanto, ainda que pareça incrível de acreditar, a pessoa ganhar mais ainda. Vender tudo, largar tudo… O Senhor, que é sábio e rico em misericórdia, dá muito mais.

Agora lhe contarei a minha história. Meu nome é Erika e sou freira. Na verdade, nunca me imaginei nesta opção de vida, nem quando era criança, adolescente ou jovem. No entanto, Deus me convidou e eu aceitei. Não foi fácil, nada fácil. Eu estava em uma situação de muito bem-estar.

Quando senti o chamado, quase me escondi, e dizia a Deus: “Não! Por favor, não!”. Mas havia algo maior em meu coração, um desejo de serviço, de entrega aos irmãos, de fazer algo diferente daquilo que todo mundo faz (ou seja, casar-se, ter um bom emprego, filhos etc.). É claro que eu tinha medo de largar tudo, “tudo”.
 Meu processo durou três anos e ninguém ao meu redor sabia que eu estava passando por isso. As coisas ficavam cada vez mais complicadas para levar a cabo minha opção; no trabalho, eu recebia promoções, tinha cursos, viagens, enfim, nada disso me ajudava a decidir dar o salto. No entanto, eu dei esse salto, lancei-me na aventura e segui meus sonhos, aquilo que fazia meu coração vibrar.

Minha família se perguntava sobre o que eu poderia estar passando de ruim pra fazer isso; perguntaram-me se eu havia tido alguma desilusão no amor (como as pessoas pensam ou a mídia mostra). Claro que não! Era um fogo que me queimava por dentro. Foi uma etapa de luta, lágrimas, alegria.

Cheguei à vida religiosa e só durei 9 meses. A luta interna era tão grande, que decidi voltar para casa; eu ficava pensando que cada dia que passava era uma oportunidade de emprego perdida e que já não seria a mesma coisa. Então saí durante 10 meses; nesse tempo, voltei a trabalhar, recuperei muito do que deixei, ou mais ainda.

O emprego que consegui era fantástico. Deus me deixava em liberdade para decidir e não me fechava as portas. No entanto, não era a mesma coisa, minha vida parecia, de certa maneira, “vazia”, porque o “ter” e “fazer” me realizavam, mas o “ser” nem tanto. Assim, decidi voltar à vida religiosa, mas dessa vez com as mãos e o coração vazios de tudo o que pudesse me impedir de caminhar.

Agora, posso dizer que Deus é tão maravilhoso, que, na verdade, nos dá mais do que deixamos para trás. Atualmente, vivo com alegria a minha vocação, sigo o Ser a quem amo, e os dons que Ele me deu estão a serviço do seu Reino, ou seja, estudei Contabilidade Pública e, ainda que pareça inacreditável, eu a continuo exercendo. É claro que não recebo um salário espetacular monetariamente, mas em alegria e entrega, sim.

É trabalhar pelos outros, ver e descobrir que fazer bem o meu serviço dá frutos em muitas pessoas. Tudo aquilo que aprendi no trabalho me ajuda muito no trato com as pessoas, no desenvolvimento pessoal e institucional etc. E ainda por cima tive a oportunidade de cursar uma segunda faculdade.

Às vezes, temos a ideia de que, na vida religiosa ou sacerdotal, a pessoa é ignorante ou tem poucas possibilidades de desenvolvimento. Mas isso é um erro. Pelo contrário, Deus lhe permite crescer, desenvolver-se profissionalmente e ter oportunidades para isso.

Isso por falar só no aspecto profissional, mas há muitos outros âmbitos da vida sacerdotal e religiosa que também são muito interessantes.

Finalmente, como ao jovem rico, Jesus pode estar lhe dizendo: “Ainda lhe falta uma coisa: vá, venda tudo o que você tem e dê o dinheiro aos pobres, e assim terá um tesouro no céu. Depois venha e siga-me”, e você não se arrependerá.

Irmã Erika Jacinto Muñoz
Religiosa del Verbo Encarnado

(Artigo originalmente publicado por Vocación y Actualidad)



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Qual penitência fazer na quaresma?

 

 A penitência quer nos fazer lembrar de uma mortificação

Primeiro, a penitência quer nos fazer lembrar de algo, de uma mortificação da nossa carne, de uma mortificação dos nossos sentidos para nos lembrarmos do centro da nossa vida, que é Deus. Então, a penitência tem que ser algo que lhe custe.

Por exemplo, não dá para fazer penitência de carne se eu prefiro frango; não dá para fazer penitência de uma coisa que eu não tenha como comer todos os dias. Todos os dias você come caviar? Não tem como você fazer penitência de caviar, sendo que você não come isso todos os dias, então, tem que ser algo que verdadeiramente você vá sentir falta. Por exemplo: "Ah, eu gosto muito de café!" Opá! Se eu gosto muito dessa bebida, isso vai me fazer falta. Então a penitência tem que ser algo que recorde você o ''para que'' você a está fazendo.

Se não resistirmos até o fim da penitência, vale a pena recomeçá-la?

A Quaresma é um período que se estende por mais de quarenta dias; se formos colocar na ponta do lápis, dá mais de quarenta dias. Quedas, temos que lutar com todo o nosso coração, com toda a nossa alma, para não cair, mas se cairmos, devemos começar de novo e levantar, retomar, começar do zero! O que Deus vai ver é o seu desejo de cumprir aquilo e não verdadeiramente se somente você consegue ou não!

Claro, vai ser uma vitória até para você mesmo quando você chegar no fim dos quarenta dias com a graça de Deus você poder ter resistido. Vamos dizer que você faça penitência de refrigerante, por exemplo. Porque a penitência é diferente do jejum, vou deixar muito claro: a penitência é algo do qual você se abstém; o jejum é uma das refeições das quais você se abstém. Então, eu vou ficar sem tomar refrigerante – aí no domingo de Páscoa, você com aquela alegria: ''Fiquei esse tempo todo, agora vou com essa alegria celebrar''. É claro que você não vai tomar o refrigerante que você não tomou há cinquenta dias.

Mas caiu, começa de novo, retoma, peça perdão a Deus e começa do zero, assim como Deus faz em todas as nossas realidades.

No domingo também é preciso fazer penitência? O que a nossa Igreja diz sobre comer ou não comer carne nas quartas e sextas-feiras da Quaresma? É obrigatório?

Vale a pena explicar o que é jejum e o que é penitência. A Igreja, por tradição, tem os dias de guarda e por tradição as sextas-feiras são dias penitenciais, então, o dia de jejum. O que é jejum? Existe uma diferença clara entre jejum e penitência; existe o jejum da Igreja que é o mais simples. Existe um livrinho do padre Jonas, chamado: ''Práticas de jejum''. O jejum é justamente se abster de uma ou de todas as refeições, em vista de algo. Na sexta-feira como é a tradição da Igreja, é normalmente um dia de se abster de carne, quanto mais a sexta-feira da Quaresma, como a Quarta-feira de Cinzas, também é um dia que nos abstemos de carne, não comemos carne, então o jejum é nessa realidade.

Conheça os tipos de jejuns recomendados:

:: Jejum da Igreja
:: Jejum a pão e água
:: Jejum à base de líquidos
:: Jejum completo

A penitência, como já disse, é algo que você retira, que pode ser algo de alimento ou pode ser algo de atitude. Diácono, domingo é dia de jejum e de penitência, ou, não é? Domingo não é dia de jejum, mas a sua penitência você não precisa parar de fazer no domingo. Suponhamos que eu faça uma penitência quaresmal de não tomar refrigerante, imagina como seria fácil, se eu faço de segunda a sábado e no domingo eu encha a cara de refrigerante.

Como é uma penitência você pode levá-la até o fim da Quaresma. Agora jejum nós fazemos em que dia? A Igreja nos pede que o pratiquemos todas às sextas-feiras da Quaresma e, na Quaresma de uma forma geral, você o vai adaptando conforme a sua realidade e a sua saúde, como é que isso pode ser feito. Agora, domingo não é dia de fazer jejum, eu não posso domingo, por exemplo: "Ah! eu não vou almoçar porque meu coração está penitenciado". Lembremos: Nós fazemos memória, nós celebramos o tempo que Jesus passou no deserto, nós vamos celebrar a paixão, morte e ressurreição d'Ele, mas sem nos esquecermos de que Jesus Cristo está vivo. Então, domingo é dia de celebrar a ressurreição de Jesus, seja na Quaresma ou em qualquer realidade, por isso, domingo não é dia de jejum. Mas, não ''seja sem vergonha'', você não precisa ficar suspendendo a sua penitência nos domingos não! Você pode vivê-las, tanto no tempo da Quaresma como em qualquer tempo litúrgico.

 

Normas para o jejum e a abstinência

Chegou a Quaresma. Iniciamos o tempo forte da Igreja para combater, em nós, a influência do demônio, do mundo e da carne. E um dos métodos, que nos vem da Bíblia, e é atestado pela unânime tradição católica, é o jejum, em sentido amplo. Esse jejum abarca o jejum em sentido estrito, e as várias formas de abstinência.
Para melhor realizarmos o propósito que o Senhor tem para as nossas almas, a Igreja dá normas simples e mínimas para que os fiéis iniciemos a luta espiritual.
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Conforme o Código de 1983, eis as normas:
Jejum: fazer apenas uma refeição completa durante o dia e, caso haja necessidade, tomar duas outras pequenas refeições que não sejam iguais em quantidade à habitual ou completa. Não fazer as refeições habituais, nem outros petiscos durante o dia (embora, pela tradição, se possa beber algo sem açúcar). Estão obrigados ao jejum os que tiverem completado dezoito anos até os cinqüenta e nove completos. Os outros podem fazer, mas sem obrigação. Grávidas e doentes estão dispensados do jejum, bem como aqueles que desenvolvem árduo trabalho braçal ou intelectual no dia do jejum.
Abstinência: deixar de comer carnes de animais de sangue quente (bovina, ovina, aviária, bubalina etc), bem como seus caldo de carne. Permite-se o uso de ovos, laticínios e gordura. Estão obrigados à abstinência os que tiverem completado quatorze anos, e tal obrigação se prolonga por toda a vida. Grávidas que necessitem de maior nutrição e doentes que, por conselho médico, precisam comer carne, estão dispensados da abstinência, bem como os pobres que recebem carne por esmola.
Quarta-feira de Cinzas: jejum e abstinência obrigatórios.
Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor: jejum e abstinência obrigatórios.
Demais dias da Quaresma, exceto os Domingos: jejum e abstinência parcial (carne permitida só na refeição principal/completa) recomendados.
Dias assinalados pelo calendário antigo como Sextas-feiras das Têmporas: jejum e abstinência recomendados.
Dias assinalados pelo calendário antigo como Quartas-feiras das Têmporas e Sábados das Têmporas: jejum e abstinência parcial recomendados.
Demais sextas-feiras do ano, exceto se forem Solenidades: abstinência obrigatória, mas não o jejum. Essa abstinência pode ser trocada, a juízo do próprio fiel, por outra penitência, conforme estabelecer a conferência episcopal (no Brasil, a CNBB estabeleceu qualquer outro tipo de penitência, como orações piedosas, prática de caridade, exercícios de devoção etc).


Sugestões de penitências e mortificações na quaresma


A Quaresma está chegando e muitos católicos ainda estão perdidos sobre quais penitências deve adotar neste tempo de reflexão e preparação para a Páscoa. Pensando nisso, o Padre José Eduardo separou algumas sugestões de mortificação:

1) Penitências gastronômicas:

- Trocar a carne por peixe, ovos ou queijo (ou mesmo comer puro)
- Comer menos arroz, feijão, pão, macarrão, para sair da mesa com um pouco de apetite
- Eliminar todos doces, refrigerantes, chocolate e demais guloseimas
- Nas refeições, acrescentar algo que seja desagradável, como diminuir a quantidade de sal ou colocar um condimento que quebre um pouco o sabor
- Comer algum legume ou verdura que não se goste muito
- Diminuir ou mesmo tirar as refeições intermediárias (como o lanche da tarde).
- Tomar café sem açúcar, ou água numa temperatura menos agradável
- Reservar algum dia para o jejum total ou parcial

2) Penitências corporais:

(apenas para ajudarem a não perdermos o sentido do sacrifício ao longo do dia, a não sermos relaxados, devendo ser pequenas e discretas).
- Dormir sem travesseiro
- Sentar-se apenas em cadeiras duras
- Rezar alguma oração mais prolongada de joelhos
- Não usar elevadores ou escadas rolantes
- Trabalhar sem se encostar na cadeira
- Cuidar da postura corporal
- Descer um ponto antes do ônibus e fazer uma parte do caminho à pé
- Deixar de usar o carro e pegar um transporte coletivo

3) Penitências Morais:

(são as mais importantes)
- Não reclamar das contrariedades do dia, mas agradecer e louvar a Deus
- Sorrir sempre, mesmo quando haja um nervoso
- Moderar a frequência às redes sociais, celular e computador (reduzir a poucas vezes ao dia)
- Desligar as notificações do celular
- Fazer os serviços mais incômodos na casa e no trabalho, ajudando os outros
- Acordar mais cedo para fazer oração
- Não ouvir música no carro
- Não assistir TV, mas dedicar este tempo à leitura
- Não usar jogos eletrônicos, caso seja viciado
- Fazer algum trabalho voluntário
- Rezar mais pelos outros, do que por si mesmo
- Reservar dinheiro para dar esmolas, mas sobretudo atenção aos mendigos
- Falar bem das pessoas que se gostaria de criticar
- Ouvir as pessoas incômodas sem as interromper
- Dormir no horário, mesmo sem vontade.
 
 

10 Sugestões de Santo Antônio para fazer penitência pelos pecados

Santo Antônio de Pádua sempre foi dedicado ao tema da conversão e da penitência. Ele nos sugere pelo menos 10 formas de realizar algum exercício penitencial.
1. Renúncia à própria vontade;
2. Abstinência de comida e bebida;
3. Rigor do silêncio;
4. Vigílias de oração durante a noite;
5. Derramamento de lágrimas;
6. Dedicação de tempo à leitura;
7. Trabalho físico exigente;
8. Ajudar generosamente os outros;
9. Vestir-se modestamente;
10. Desprezar a própria vaidade.


 

Maneiras de fazer mortificações pelos pecados - Por Santo Afonso de Ligório

Por S. Afonso de Ligório
"Nunca percas de vista esta bela sentença de S. Teresa: Quem julga que Deus admite à sua amizade pessoas que amam a comodidade, engana-se redondamente. 'Os que são de Cristo, crucificaram sua carne com seus vícios e concupiscência', diz o Apóstolo (Gál 5,24). Por isso considera como uma dádiva divina toda a ocasião de te mortificares e não deixes nenhuma sem te aproveitares dela.
Reprime teus olhos e não os detenhas em cosias que satisfazem unicamente a curiosidade. Evita toda conversação em que se trata unicamente de novidades ou de outras coisas mundanas. Esforça-te sempre em mortificar o paladar: nunca comas e bebas unicamente para contentar tua sensualidade, mas só para sustentar teu corpo. Renuncia voluntariamente aos prazeres lícitos e dize generosamente, quando ouvires falar das alegrias do mundo: 'Meu Deus, só a vós eu quero e nada mais'. 
Faze com fervor todas as mortificações externas que a obediência e as circunstâncias permitirem. Se não puderes mortificar teu corpo com instrumentos de penitência, pratica ao menos a paciência nas doenças, suporta alegremente toda incomodidade que consigo traz a mudança do calor e do frio; não te queixes quando te faltar alguma coisa, alegra-te antes quando te faltar até o necessário.
Mas principalmente a mortificação interna é que deves praticar, reprimindo tuas paixões e nunca agindo por amor-próprio, por vaidade, por capricho, ou por outros motivos humanos, mas sempre com a única intenção de agradar a Deus. Por isso, enquanto possível, deves te privar daquilo que mais te agradar e abraçar o que desagrada a teu amor-próprio. Por exemplo: quererias ver um objeto: renuncia a isso justamente por te sentires levado a contemplá-lo; sentes repugnância por um remédio amargo: toma-o justamente por ser amargo; repugna-te fazer benefícios a uma pessoa que se mostrou ingrata para contigo: faze-o justamente porque tua natureza se rebela contra isso. Quem quer pertencer a Deus, deve se violentar incessantemente e exclamar sem interrupção: Quero renunciar a tudo, contanto que agrade a Deus."

Escola da Perfeição Cristã.
 
 

Formas de penitência e suas razões

 
 
 

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Ex adventista agora freira católica:"Odiava a Igreja mas me apaixonei pelo Santissimo"

Os  lhe ensinaram a odiar a Igreja mas ela se enamorou pelo Santíssimo e hoje é freira





Irmã Maria Faustina conta como passou dos ensinamentos deste grupo a ser religiosa dominicana




Mireily Rodríguez Vargas é uma jovem porto-riquenha que mudou seu nome por irmã Maria Faustina quando professou seus votos como dominicana no convento de Nossa Senhora do Rosário de Fátima no Texas (EEUU). Mas sua vocação chegou depois de uma conversão dura, depois de haver estado sob a influência dos ensinamentos dos adventistas. Quando descobriu a verdade sobre a Igreja Católica se lhe abriu um mundo que a fascinou a tal ponto que decidiu entregar sua vida por completo.

Foi criada em uma família católica mas não demasiado praticante e eram seus companheiros de colégio que lhe diziam que a Virgem Maria havia tido mais filhos, até chegar a convencer-se disso. Aos 16 anos depois de um duro acontecimento familiar apareceram em sua vida os adventistas. “Por insistência de um familiar, comecei a ir a encontros com eles. A princípio consistia em contestar as perguntas de uns folhetos, logo o pastor veio a dar-nos o ensino pessoalmente, creio que era uma vez por semana”, recorda.

O ódio à Igreja e ao Papa
Depois disto, foi enviada a um seminário denominado “Descobrindo a verdade” e que tinha como objetivo realizar nela uma lavagem cerebral. Conta a irmã Maria Faustina que “tratava de como a Igreja Católica era a ‘grande meretriz do Apocalipse’ e o Santo Padre, ‘a besta do profeta Daniel”.

Uma vez que concluiu este seminário tocava ser “batizada” como adventista. A jovem estava muito confusa mas “não pensava assim sobre a Igreja Católica”. Finalmente, uma amiga sua decidiu não batizar-se pelo que ela tomou a mesma decisão.

A importante obra de sua avó
Foi sua avó a que finalmente tomou conhecimento do assunto e afastou os adventistas de sua neta e acudiu a uma Igreja Católica para que pudesse aprender o catecismo. Porém, o tempo que havia passado em contato com os adventistas havia feito cicatrizes nela. “Já não amava a Virgem Maria, a qual tinha devoção de pequena”, conta em seu testemunho. Ademais, adiciona que nesse momento “pensava que não necessitava ir à Igreja, porque um lugar de quatro paredes com Bíblia e Água Benta podia ser meu quarto”. Inclusive, cria que “os quadros, mesmo os não religiosos, eram idolatria pelo que havia aprendido com os Adventistas sobre os 10 mandamentos.
Tudo mudou com a catequese de adultos
Porém, em 2007 logrou iniciar a catequese de adultos. “Minha vida mudou. Através da catequese do sacerdote encarregado, de uma religiosa e todo a equipe de catequistas que acompanhavam ao programa, comecei a aprender muito, a questionar-me coisas sobre a fé”, relata a própria Maria Faustina.

Enquanto isso, sua avó seguia perseverando e acompanhava a sua neta à missa todos os domingos, sem exceção. “Comecei a ver a Deus como um pai amoroso” e sua vida começou a mudar, motivo pelo qual “se afastaram muitos amigos e comecei a ter problemas com um noivo que tinha naquele momento”.

A bela lembrança de sua primeira comunhão
Assim chegou sua primeira confissão durante um Domingo de Ramos, que segundo define ela mesma, foi “como sacar muitos cravos de meu coração” pelo que “me senti outra pessoa”. E n a Vigilia Pascal chegou por fim sua primeira comunhão, que “foi um momento tão belo, único de sentir a meu Deus pela premera vez em mim. Desde esse dia me senti mais unida a Deus, de uma forma diferente. Minha forma de ver a vida mudou, para vê-la um pouco mais sobrenatural”.

Tudo o que guardava em seu interior que aprendeu com os adventistas ia desaparecendo.

E mais tarde o descobrimento da Adoração
Enquanto isso, ela seguia descobrindo fascinada a beleza da Igreja Católica: “Em minha vida espiritual, começava por aquele momento a descobrir a Jesus no Sacrário e na Exposição. Me chamava tanto a atenção ver a tanta gente ajoelhada ali que me propus ir um dia. Qual foi minha surpresa que ao chegar, senti algo que me pus de joelhos e comecei a chorar porque senti uma presença tão grande, tão santa e superior a mim que preenchia todo meu ser. Desde esse dia, Jesus Eucarístico foi o amor de minha vida”.

Pouco depois se produziu outro acontecimento chave na vida desta jovem pois foi a que começou a abrir nela a vocação. E é que buscando livros católicos, se topou um dia com o diário de Santa Faustina. “Me deu a curiosidade de ver que escreveria uma freira. Quando comecei a ler, me enamorou sua espiritualidade, sua forma de tratar ao Esposo de sua alma. Me encheu o coração quando li sua história vocacional e me preguntei que faria se Jesus me chamasse a mim também”.

"Jamais serei freira"
Esta foi a premera vez que rondou por sua cabeça a ideia da vocação à vida religiosa. Mas o medo podia mais pelo que tentou enterrar esses sentimentos. De pronto também começaram a perguntar se havia pensado em ir a um convento por o que se fechou em si mesma e uma e outra vez respondia que “jamais serei freira”.
Mas a vida que levava não a preenchia. Nem seu trabalho, nem seus amigos conseguiam encher o que só Deus podia fazer. E de novo passou por sua cabeça  a ideia da vocação até que por fim aceitou ir a um dos encontros vocacionais os quais antes havia rechaçado acudir em numerosas ocasiões.

As palavras do profeta Jeremias
O que escutou naquele encontro tocou profundamente esta jovem porto-riquenha. A mesma passagem de Jeremias que diz “antes de formar-te no ventre materno, eu te conhecia; antes de que saísse do seio, eu te havia consagrado…” a perseguia por todos lados e aparecia em todo momento, em sua música, na Igreja, nas leituras que abria ao acaso…

Ali se convenceu de que Deus a chamava para a vida consagrada embora seguia resistindo. Tinha dois sonhos sobre a vocação e com a ajuda de seu diretor espiritual pode interpretá-los. “Sonhava que pedia para entrar em uma congregação e me diziam que ali não era e me davam um véu negro. O sacerdote me dizia que era a Ordem Dominicana, mas eu resistia”, conta irmã Maria Faustina.

A clara mensagem da Virgem
Ao final se encomendou a Santa Faustina e Santa Teresinha para que lhe ajudassem a discernir sua vocação ademais de realizar a Consagração à Virgem durante 33 dias. “Mamãe Maria não se fez esperar e uma manhã amanheci com a certeza de que Deus me chamava e que ia entrar para o convento das Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Fátima”.

Deus fez tudo muito fácil desde aquela momento e agora ela, irmã Maria Faustina, é feliz neste convento texano. “Deus fez maravilhas em minha vida, me fez uma nova criatura e apesar de meus pecados e defeitos faz sua obra em mim para fazer-me uma esposa santa para sua Glória”, conclui esta religiosa.
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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Fantasmas, almas penadas é possível?





Será que é possível que almas penadas ou vagantes estejam “soltas por ai”?
Já quero iniciar dizendo que esta questão nada tem haver com espiritismo ou reencarnação. Pois não estamos tratando da possibilidade de almas encarnarem por uma segunda, terceira ou quarta vez, que é o conceito da reencarnação. Isso para nós já esta claro que não há nenhuma possibilidade e que a doutrina da Igreja “bateu o martelo” e encerrou o assunto sobre esta questão. Mas, estamos falando do que “popularmente” as pessoas chamam de almas penadas ou vagantes; outras pessoas ainda chamam isso de fantasmas e etc…É a questão de pessoas vivas, aqui na terra, dizerem terem visto almas de pessoas ou almas de parentes que morreram e coisas do tipo…

A doutrina da Igreja é bem clara nesta questão no sentido de que, quando alguém morre, imediatamente acontece o seu julgamento pessoal, julgamento este que há a possibilidade de 3 destinos: O céu, o inferno ou o purgatório. Lembrando que o Purgatório não é um destino definitivo, é um período de purificação que a alma passará, e passado este tempo, o céu será seu destino eterno.
O Catecismo em seu número 1022 diz:
Cada homem recebe em sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo, seja através de uma purificação (Conc. de Lião II, DS 856; Conc. de Florença, DS 1384; Conc. de Trento, DS 1820), seja para entrar de imediato na felicidade do céu (Con. de Lião II, DS 857; João XXII, DS 991; Bento XII, Benedictus Deus; Conc. de Florença, DS 1305), seja para condenar-se de imediato para sempre.” (Conc. de Lião II, DS 858; Bento XII, Benedictus Deus; Conc. de Florença, DS 1306).
Até aqui está perfeitamente entendido.
A questão é que pessoas ainda insistem em dizer que viram “almas penadas“, que viram almas de algum ente querido…
E o que dizer para estas pessoas? Simplesmente que estão loucas? Que o que viram foi fruto da sua imaginação? Foi algo que o seu estado psicológico as fizeram imaginar?
Certamente a questão do estado psicológico e emocional da pessoa precisa ser questionado, pois existem pessoas que após a morte de um ente querido entram num certo grau de desespero, e que é possível estarem realmente projetando e vendo certas “aparições” que na realidade é fruto do seu emocional abalado.
Para o Exorcista, Padre Gabriele Amorth, essa questão ainda é algo que a Igreja e os Teólogos precisam se debruçar com maior cuidado e dedicação. Ele relata que em um Exorcismo,  o espírito de quem dizia estar possuindo aquela pessoa não era em si um Demônio, mas era uma alma condenada. Mas Padre Gabriele Amorth diz que com o passar do tempo e com mais Exorcismos, foi verificado que se tratava realmente de Demônios que estavam possuindo aquela pessoa e mentindo dizendo que era a alma de um condenado que estava a possui – lá.
Em um de seus livros, Padre Gabriele Amorth dedicou um capitulo a esta questão das experiências que os Exorcistas já fizeram durante o ritual do Exorcismo, e na qual se depararam com a realidade de não ser um Demônio ha possuir uma pessoa, e sim a alma de um condenado…As opiniões são bem diversas pelos Exorcistas, mas a grande maioria não acredita que possa haver esta possibilidade.
Em um dos encontros de Cura e Libertação aqui na Canção Nova, eu perguntei ao Padre Rufus Pereira sobre esta questão, e ele disse que realmente existia muitos debates sobre esta realidade, mas que a experiência dele no que se refere a Exorcismos e Libertação, ele acreditava que é sempre o Demônio a possuir uma pessoa. Ainda que o espirito insistisse em dizer que é era alma condenada, seria sempre uma mentira do Demônio.
Padre Jose Fortea, Exorcista espanhol, que defendeu há alguns meses atrás sua tese de Doutorado sobre Exorcismo, na Espanha, disse que “quanto à esta questão não há argumentos incontestáveis“, e afirma que portanto os “Teólogos precisam ainda apresentar mais estudos sobre esta realidade.”
Tive ainda a oportunidade de conversar sobre isso pessoalmente com Padre Duarte Sousa Lara, Exorcista em Portugal, por volta de Novembro de 2014, e ele também me afirmou que isso tem sido muito discutido nos encontros da Associação Internacional de Exorcistas, Associação esta que teve na data de 13 de Junho de 2014 seu estatuto jurídico aprovado pela Congregação pelo Clero.
Portanto o que fica claro para nós depois de todos estes relatos, juntamente com a doutrina da Igreja, temos a certeza que uma vez que a pessoa morre acontece de forma imediata o seu Juízo Particular. Neste Juízo a pessoa vai para o Céu, Inferno ou Purgatório…Portanto não ficam de forma nenhuma vagantes por ai, sem nenhum tipo de destino, soltas…Há um juízo e definição de estado…
Agora o que realmente ainda é um mistério, é a possibilidade de algum tipo de ação destas almas no estado/lugar em que se encontram…
Sabemos dos relato de alguns santos, como por exemplo Santa Margarida Maria Alacoque, Santa Gertrudes, e outros mais, que tiveram a experiência de ver algumas almas, e que as mesmas, afirmavam eles, eram almas do Purgatório que precisavam de Orações. Uma vez que assumiram a atitude de celebrar missas e rezar por estas almas, as mesmas pararam de aparecer à elas.
As almas que se encontram no céu se unem a nós que estamos na terra dentro da realidade que a Igreja nos ensina sobre a “Comunhão dos Santos“, que o Catecismo traz a partir do numero 946…
E as almas que se encontram no inferno, sabemos que não há mais a possibilidade de salvação para as mesmas, mas, se existe algum outro tipo de intervenção na terra, continua sendo um mistério para nós.
Um fato bem importante sobre a questão de ver almas penadas ou de parentes que morreram; é que não se pode excluir a possibilidade de uma ação do Demônio, para iludir a pessoa. Fazendo assim com que ela busque meios inapropriados como o espiritismo, a psicografia e as seitas ocultas, para terem contato com tais espíritos, e aí sim isso fará com que tais pessoas tenham contatos diretamente com demônios, como afirma São Tomas de Aquino, em sua Suma Teológica.
Então qualquer tipo de experiência que tenhamos vivido, ou que ouvimos de outras pessoas e podemos aconselhar é: Devemos rezar por estas almas! A forma mais eficaz é o oferecimento de missas para as mesmas, como nos ensina a doutrina Católica.
Ainda que não tenhamos a compreensão de tantos mistérios e desígnios de Deus, podemos nos achegar à Ele como Pai, e mesmo sem as respostas que queremos, uma coisa é certa, Seu amor não nos falta nunca; isso nos basta!




Muita gente afirma ter visto algum tipo de espírito ou conhece alguém que viu. O que a Igreja nos ensina sobre isso?


Os fantasmas

Muitas pessoas afirmam já ter visto algum tipo de assombração ou conhecem alguém que supostamente viu. Os mortos que aparecem para vivos fazem parte da nossa e de muitas outras culturas; eles alimentaram a literatura e agora alimentam o cinema, que soube explorar essa riqueza popular.

Infelizmente, tal concepção também levou a acrescentar notas extravagantes às crenças populares. Hollywood tem sua própria teologia, ditada pelo lucro dos seus filmes.

O fato é que muitos acreditam firmemente que os defuntos aparecem, e o tema faz parte das interessantes conversas de amigos, nas quais cada participante parece competir para ver quem conta a história mais assustadora, para tirar o sono dos timoratos anônimos, que jamais reconhecerão que o medo foi o que não os deixou dormir.

Mas as assombrações, os fantasmas ou os defuntos que aparecem para os vivos existem mesmo?

O que a Igreja nos ensina

Entendemos por “fantasma” a aparição de um defunto sem seu corpo físico, mas perceptível por todos os sentidos ou por alguns deles.

A Igreja, como doutrina segura, nos ensina que o ser humano pode realizar atos meritórios enquanto tem corpo; quando seu tempo acaba, com a morte, ele já não pode fazer mais nada pela própria salvação.

Também nos ensina que, quando morremos, imediatamente somos julgados por Deus e destinados de acordo com nossa vontade manifestada livremente enquanto vivíamos. Nós escolhemos viver eternamente com Deus ou viver sem Deus.

Além disso, a Igreja nos fala sobre a existência do purgatório, um estado de vida no qual nossa alma se purifica antes de contemplar Deus. De alguma maneira, o purgatório já é o céu, porque significa que já estamos salvos e esperamos a plenitude do céu, conquistada por Jesus.

As benditas almas do purgatório precisam dos nossos sufrágios para poder se purificar, e nós, os vivos, consideramos que é uma obra de misericórdia não só orar pelos nossos defuntos, mas fazer obras boas em nome deles, para “tirá-los” do purgatório.

Em nenhum momento, a Igreja nos fala de fantasmas ou defuntos que aparecem para pedir-nos que nos encarreguemos de algum assunto pendente deles durante a vida. Por outro lado, a Igreja aceita que, em alguns casos, um morto pode aparecer aos vivos.

Por exemplo, Moisés aparece para Jesus em sua transfiguração, junto com Elias, que, segundo a Bíblia, foi arrebatado ao céu em corpo e alma.

Mas, por outro lado, o próprio Jesus nos conta a parábola do pobre Lázaro e a petição do rico para que Lázaro avisasse seus irmãos sobre a existência do inferno, para que se convertessem; o pai Abraão não permite isso, recordando que eles tinham Moisés e os profetas e, que, se não lhes davam ouvidos, tampouco acreditariam em Lázaro.

É possível que um morto apareça? É possível que isso aconteça sim, com uma permissão de Deus, mas precisamos recordar que Deus leva as coisas muito a sério e que não vai permitir que os fantasmas dos mortos invadam nosso mundo real.

A necessidade de outras explicações

O fato é que muitas pessoas, dignas de todo crédito, afirmam ter visto algum tipo de “assombração” ou espírito, e este fenômeno se dá com muita frequência. Por justiça, não podemos afirmar que tais pessoas mentem. Mas o que acontece, então?

Desde o século XIX, surgiu o interesse por dar a estas aparições uma resposta lógica e, se possível, científica, e foi assim que surgiu uma disciplina (que ainda não é ciência) chamada Parapsicologia. Tal disciplina, quando levada a sério, é interessante, mas sabemos que há muitos charlatões que costumam se denominar “parapsicólogos”, sem realmente serem.

 Os mais sérios entre eles explicam que tais fenômenos são produto de “espíritos encarnados”, ou seja, nós! Isso significa que os vivos é que causam este tipo de fenômenos, pelo poder da nossa mente e pela ação do inconsciente, que podem nos enganar. Podemos produzir fantasmas que não só nós vemos, mas que são vistos também pelos que estão conosco. Pois é.

Acreditar em fantasmas não vai contra a nossa fé, estritamente falando, mas vai contra o primeiro mandamento da Lei de Deus, que implica em não invocar os mortos nem pedir-lhes que respondam perguntas ditadas pela nossa curiosidade. Isso se chama necromancia e é uma prática comum entre os espíritas e espiritualistas trinitários marianos, dentre outros – por isso, eles já nem se consideram católicos.

Um nível mais simples disso consiste na ouija, que não é um jogo de mesa, e que algum jogam com a ilusão de estabelecer comunicação com um morto e com o próprio demônio. Por isso, um católico não pode “jogar” este jogo tão perigoso.

Continuaremos vendo fantasmas e encontrando pessoas que os vem; o único que podemos fazer é recomendar-lhes que façam oração pelos seus mortos, para que encontrem o descanso eterno.

Deixe seus comentários abaixo, será importante saber sua experiência ou opinião sobre o assunto!


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

IEMANJÁ NÃO É UMA SANTA CATÓLICA !!

Você pode fazer uma visita em todas as igrejas católicas apostólicas romanas do mundo inteiro e constatará que não há sequer uma imagem, pintura ou gravura dela em nenhum templo católico! Caso tenha contato com algum estudioso eclesiástico em santos da Igreja Católica, verificará também que em nenhum dia da liturgia católica foi reservado para esse ser chamado de “Iemanjá”! Por tanto, Iemanjá não é santa da Igreja Católica Apostólica Romana!!! Iemanjá NÃO FAZ PARTE DA “COMUNHÃO DOS SANTOS” NA IGREJA CATÓLICA!

Ora, se ela não é NADA na Igreja Católica; então, o que ela é e que ligação há entre Iemanjá e Igreja Católica? Além disso, você pode está se perguntando também: Iemanjá e Maria são a mesma pessoa?

Vamos aos esclarecimentos, já que “o povo de Deus se perde por falta de conhecimento ou por rejeitar a instrução que vem da parte de Deus” (Os 4,5).

Queremos desde já afirmar que não temos qualquer pretensão de repudiar as pessoas que estão ligadas aos rituais de culto a Iemanjá, bem como ao espiritismo, mais especificamente à macumba, uma ramificação espirita. O que desejamos é alertar os CATÓLICOS, que se deixam levar por qualquer vento de doutrina. 


Entretanto quanto a prática pagã de culto a Iemanjá, escancaramos claramente desde já, que é contrária aos ensinamentos da Igreja Católica e é CONDENÁVEL pela Sagrada Escritura e Magistério da Igreja Católica, já que só existe um ÚNICO e SOBERANO Deus, e somente este deve ser adorado por toda a eternidade da eternidade para todo o sempre, amém e glória a Deus!!!     
           
Quem é Iemanjá?

            Iemanjá é um orixá feminino (divindade africana) das religiões Candomblé e Umbanda (baixo-espiritismo). O seu nome tem origem nos termos do idioma Yrubá “yéyé omo ejá” que significa “Mãe cujos filhos são como peixes”.
            Mãe-d`água dos lorubatanos no Daomé, de orixá fluvial africano passou a maritmo Norte do Brasil.
           No Brasil, a deusa Iemanjá (deusa dos quintos dos infernos!) recebe diferentes nomes, dentre eles: Dandalunda, Inaé, Ísis, Janaína, Marabô, Maria, Macunã, Princesa de Aiocá, Princesa do Mar, Rainha do mar, Sereia do Mar, etc.   
Alguns esclarecimentos desde já:

O Documento de Santo Domingo, n. 141 orienta a Igreja e seus líderes a:
Instruir o povo amplamente, com serenidade e objetividade, sobre as características e diferenças das diversas seitas e sobre as respostas às injustiças acusações contra a Igreja”.

É inadmissível, por tanto, para você que é um cristão católico, aceitar essas pseudoverdades. O que mais vemos na Sagrada Escritura é, na verdade, o demônio, por inveja dos verdadeiros adoradores, desejar ser adorado como Deus, já que sabemos que só ao Senhor Deus Todo-Poderoso, deve ser adorado, glorificado e exaltado por toda a eternidade!   

Dentre as datas em que Iemanjá é homenageada por seu adeptos, temos o dia 15 de agosto que para a Igreja Católica é Dia de Nossa Senhora da Assunção. Uma coisa não tem conciliação com a outra! Nossa Senhora da Assunção é apenas mais um título atribuído a Maria da Sagrada Escritura em que nós católicos acreditamos que ela foi assunta ao céu de corpo e alma.

Pelo sincretismo religioso (fusão de elementos religiosos), houve uma verdadeira confusão dos nomes de ambas as personalidades religiosas: Iemanjá e Nossa Senhora da Assunção. Antes, porém, é necessário dizer que Iemanjá NÃO É, NUNCA FOI E NUNCA SERÁ a MARIA DOS CATÓLICOS, conforme as Sagradas Escrituras. Por trás dessa mistura o que se deseja é um verdadeiro aproveitamento para que os católicos se percam na sua fé e adentrem para o campo do espiritismo, onde um demônio feminino quer ser adoradas pelos seres humanos, obras-primas do Senhor, nosso Deus!

Além disso, o Senhor Jesus é que é o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Mt 28,18; Fl 2, 6-11...). O mar é obra das mãos do Senhor que o criou junto com todo o exército da Criação de tudo o que foi feito pelo o seu poder (Gn 1-2)! 
 
Se devemos ser inteiramente do Senhor (Dt 18,13) e não se pode servir a Deus e ao demônio (Mt 6,24), as nossas ações devem ser destinadas inteira e totalmente para o louvor e a glória de Deus (I Cor 10, 31). Oferecer perfumes, bijuterias ou presentes ao mar para Iemanjá é uma maneira de ter comunhão com os demônios, elevando-os ao nível de uma adoração e culto que deve ser prestado unicamente a Deus!

Certa vez o Senhor Jesus afirmou:

“Se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viveremos e faremos nele a nossa morada”.
(João 14, 23)
            O mesmo Senhor Jesus também disse:

“Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele prestarás culto”. (Mateus 4, 10)
            Por tanto, comidas e procissões a Iemanjá, presentes e músicas, junto com os rituais, bem como títulos do tipo: “rainha do mar”, “princesa do mar”, ... são homenagens a demônios, já que é ele quem estar por trás de todos esses rituais espiritas como aproveitamento para rebaixar os filhos de Deus que deveriam estar buscando ao Senhor (Is 55), mas estão cultuando o que não é Deus.

            Veja o que nos diz o Catecismo da Igreja Católica:

Todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras praticas supostamente “reveladora” do futuro. A consulta dos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenômenos de visão, o recurso aos "médiuns", tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo em que é um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Todas essas praticas estão em contradição com a honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele.

Todas as práticas de magia ou de feitiçaria, pelas quais se pretende domesticar os poderes ocultos para os por ao seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – ainda que seja para lhe obter a saúde – são gravemente contrarias a virtude de religião. Tais práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas da intenção de fazer mal a outrem ou quando recorrem a intervenção dos demônios. O uso de amuletos também e repreensível. O espiritismo implica muitas vezes práticas divinatórias ou mágicas; por isso, a Igreja adverte os fieis para que se acautelem dele.

(Catecismo da Igreja Católica, n. 2116 e 2117)

A Palavra de Deus é muito clara quando em Deuteronômio 18, 9-14, nos alerta:

9. Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus te dá não te porás a imitar as práticas abomináveis (Falsas Doutrinas!!!) da gente daquela terra. 10. Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha (bruxaria, magia e satanismo), nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, 11. à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou à invocação dos mortos, 12. porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações. 13. Serás inteiramente do Senhor, teu Deus. 14. As nações que vais despojar ouvem os agoureiros e os adivinhos; a ti, porém, o Senhor, teu Deus, não o permite.

IEMANJÁ E COSME E DAMIÃO, O SINCRETISMO RELIGIOSO:

Dentro do sincretismo, é uma festa de Nossa Senhora, que na realidade não tem nada a ver, pois Iemanjá é tida como a rainha dos mares, a conquistadora, a sedutora dos marinheiros, dos homens; quem participa desta festa são feitas oferendas a ela, come-se, bebe-se e toma-se passes e a pessoa se banha nestas águas (como um batismo de pertença a Satanás). Quanto a Cosme e Damião, é usado este nome dentro do sincretismo para confundir as pessoas, principalmente as crianças – na realidade tornam-se conhecidos como exús mirins ou ibejim (um demônio que se passa por criança), quando se participa dessa festa, permitindo-se tomar passes e ser tocado, comendo e bebendo coisas consagradas às entidades, então se contamina por inteiro. Muitas pessoas depois de ingerir esses alimentos começam a sofrer de dores no estômago, doenças emocionais de medo, doenças de sintomas físicos, mas tendo fundo espiritual.

COMIDAS E BEBIDAS CONSAGRADAS:

Quando alguém participa de um ritual de magia, de uma sessão espiritual, de uma festa pagã, de um desenvolvimento de mediunidade, onde a pessoa se permite ser possessa por uma entidade (um exú, eguns, orixás, ou mesmo um espírito desencarnado), ela tem que submeter comer (cada um tem sua comida preferida), fumar, usar os colares, roupas, raspar os pêlos, fazer cortes no corpo; todas estas coisas são consagradas ao maligno e isto vai entrando na sua circulação, no seu sangue, em todo o seu metabolismo, no âmago da pessoa e às vezes as pessoas se envolvem com diversas destas entidades e isso torna sua vida terrível.

Temos que tomar muito cuidado com todas essas coisas. Muitos pisam onde não sabem e praticam ações e rituais sem conhecimento do que há realmente por trás disso.

Em I Coríntios 10,20-21 a Palavra de Deus nos diz:

“As coisas que os pagãos sacrificam são sacrificadas aos demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”.

Quando menos se espera, a pessoa está consagrada a Satanás. A Palavra de Deus nos fala que somente Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14,6) e que os que praticam essas obras são servos de Satanás (II Ts 2,9-10).

Renuncie a todas as práticas abomináveis aos olhos do Senhor e aceite Jesus como o teu único Senhor e absoluto Salvador pessoal. Caso tenha participado de algum ritual ou ido a esses lugares, procure um sacerdote católico e se confesse. Peça também para que ele ministre uma oração de libertação em você e verá a Obra do Senhor acontecer poderosamente em tua vida!



 Pegue um crucifixo, a sua Bíblia e reze comigo:

Jesus, eu te pertenço. A minha vida Te pertence. Eu sei que o Senhor me salvou pelo Teu Sangue, pela Tua
cruz, pelo Teu sacrifício.
E hoje eu testemunho, diante do céu, da terra e dos próprios infernos: eu pertenço a Ti, Senhor. A minha vida é Tua. Inteiramente, unicamente Tua, Senhor.


Eu me arrependo sinceramente de tudo aquilo que aconteceu na minha vida no passada em relação ao espiritismo (ou seita oculta). Tudo aquilo que eu fiz e que
pessoas fizeram por mim: meus pais, avós, padrinhos, conhecidos, namoro
 
Eu renuncio a tudo aquilo que fizeram por mim, até com boa vontade, no espiritismo. Eu agora rejeito. Eu renuncio a tudo. Rejeito a doutrina espírita, a cultura espírita, a mentalidade espírita e aceito toda Verdade da Fé Católica.

Eu sei que Tu és o Filho de Deus: Jesus, encarnado por nosso amor, no seio da Virgem Maria. Tu és o meu Senhor e Salvador. Fui salvo pelo teu sangue, resgatado pelo teu
sangue. Eu agradeço Senhor, porque te pertenço, os meus pais te pertencem, os meus filhos te pertencem. Eu sou teu, Senhor! A minha vida é tua, Senhor. Amém