domingo, 30 de abril de 2017

Criminosos realizam arrastão em igreja durante celebração de missa


'A gente não espera que um marginal invada a casa de Deus, coloque faca e arma nas pessoas', lamenta fiel.

Confira o vídeo gravado pelo circuito de segurança da paróquia.
Confira o vídeo gravado pelo circuito de segurança da paróquia. 


 
Na manhã deste domingo (30), católicos da Paróquia São Mateus, localizada no Bairro Aruana, na Zona de Expansão de Aracaju (SE) foram surpreendidos com a presença de três criminosos. Eles interromperam a celebração da missa e fizeram um arrastão levando dinheiro, celulares e bolsas de dezenas de fieis.
O circuito de segurança da igreja registrou a ação que durou menos de dois minutos. As imagens mostram os três suspeitos se aproximando do templo e rendendo um homem que estava na porta. Em seguida, dois deles invadem a igreja, um com uma arma na mão, segundo testemunhas de fabricação caseira, anunciam o assalto e fazem o arrastão. Depois, fogem a pé por um matagal que fica ao lado da paróquia.
Padre Benjamim Júnior. (Foto: Benjamim Júnior) Padre Benjamim Júnior. (Foto: Benjamim Júnior)
Padre Benjamim Júnior. (Foto: Benjamim Júnior)
Segundo o padre Benjamim Júnior, a ação começou às 8h48, quando a celebração da missa já se aproximava do final, com a oração do Pai-Nosso. “De repente avistei do altar duas pessoas, uma com faca e outra com um revólver, estilo caseiro. Eles gritaram que era um assalto e pegaram os bens do povo da igreja. Foi um grande susto e a gente só tem a agradecer a Deus por não ter tido nada mais grave”, conta o sacerdote.
Na hora do assalto havia crianças, adultos e idosos que ficaram muito assustados. “Muitas pessoas desmaiaram sem ter noção do que estava acontecendo. A gente não espera que um marginal invada a casa de Deus e coloque faca e arma nas pessoas. Quando o primeiro homem entrou gritando que era um assalto, achei que se tratava de uma pessoa com problemas mentais, mas depois veio o segundo homem com a sacola recolhendo os objetos e dinheiro”, lamenta um dos membros da pastoral do dízimo, José Santana Filho.
Por causa do assalto, a missa da tarde foi suspensa e a polícia ainda não divulgou o prejuízo sofrido pelas vítimas. Segundo informações do padre, esta não foi a primeira vez que o local foi alvo da ação de criminosos. Há cerca de seis anos, quando estava na fase de construção, roubaram outro sacerdote e lguns fieis.
Veja no detalhe que um dos criminosos está com uma arma, supostamente de fabricação caseira (Foto: Circuito de Sergurança) Veja no detalhe que um dos criminosos está com uma arma, supostamente de fabricação caseira (Foto: Circuito de Sergurança)
Veja no detalhe que um dos criminosos está com uma arma, supostamente de fabricação caseira (Foto: Circuito de Sergurança)

Mais Segurança

Moradores do conjunto habitacional onde fica a igreja reclamam que os assaltos na região têm sido constantes e preocupa os representantes do Conselho das Associações Moradores dos Bairros Aeroporto e Zona de Expansão Aracaju (Combaze). Eles afirmam que o policiamento existe, mas o tipo de ronda deve ser modificada.
"É preciso que sejam realizadas abordagens com o apoio de outros grupamentos para coibir a ação dos marginais, que aumentou com o aparecimento das invasões, como as que existem próximo à igreja. A gente entende que todas pessoas que passam nas vias devem ser abordadas, não apenas os motoristas. Quem tem assaltado à comunidade vem a pé ou de bicicleta, fugindo pelo matagal", observa a diretora do Combaze, Karina Drumond.

A AVE-MARIA DE UM PROTESTANTE






Um garotinho protestante de apenas 6 anos sempre ouvia seus amiguinhos católicos rezando a Ave Maria, ele gostou tanto da oração que a copiou num papel e recitava-a todos os dias. "Olha mamãe que oração linda", disse o garotinho a sua mãe um dia. "Nunca a repita meu filho!", respondeu a mãe. Esta é uma oração supersticiosa dos católicos, que adoram ídolos e pensam que Maria é uma espécie de Deusa. Quando na verdade ela não passa de uma mulher como outra qualquer. Pegue esta Bíblia e leia, nela encontramos tudo o que devemos e não devemos fazer. Daquele dia em diante o garoto cessou suas Ave Marias diárias, e se dedicou mais a leitura da Bíblia. Um dia quando lia Evangelho, o garoto leu a passagem da Anunciação do Anjo a Nossa Senhora. Cheio de alegria, o garoto correu até sua mãe e disse: Mamãe, eu achei a Ave Maria na Bíblia, aonde diz: 'Ave cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres.' Por que a senhora chamou esta oração de supersticiosa?

Numa outra ocasião ele encontrou a linda saudação de Santa Isabel á Virgem Maria, encontrou também o maravilhoso Cântico MAGNIFICAT, no qual Maria é profetizada: "as gerações a chamarão bem-aventurada". O garotinho não mais comentou tais passagens com sua mãe, mas voltou a recitar suas Ave Marias todos os dias, como fazia anteriormente. Ele sentia prazer em recitar aquelas fascinantes palavras para a Mãe de Jesus, Nosso Salvador.
Aos 14 anos, ele escutou os membros de sua família discutindo entre eles sobre Nossa Senhora. Todos eles diziam que Maria era uma mulher comum como qualquer outra. O garoto, depois de ouvir estas absurdas afirmações, não aguentou mais ouvir tais insultos e com indignação interrompeu-os dizendo: "Maria não é como qualquer filha de Adão, manchada pelo pecado. Não! O anjo chamou-a de Cheia de Graça e Bendita entre todas as mulheres. Maria é a mãe de Jesus Cristo, e consequentemente mãe de Deus. Não existe dignidade maior para com uma criatura. O Evangelho nos conta que as gerações a chamarão de abençoada/bem-aventurada, e vocês desmerecendo e menosprezando-a!? Seus espíritos não são os mesmos do Evangelho ou da Bíblia, que proclamam ser a fundação da Religião Cristã".

A fala do garoto deixou uma impressão tão profunda que conseguiu, por várias vezes, fazer sua mãe chorar de dor. "Ah meu Deus! Tenho medo deste meu menino um dia se juntar a religião católica, a religião dos Papas!"
E realmente não demorou muito, depois de um sério estudo sobre o Protestantismo e o Catolicismo, o garoto descobriu mais tarde a ÚNICA e VERDADEIRA religião, e abraçou-a, se tornando um de seus mais ardentes apóstolos. Algum tempo após sua conversão, ele encontrou com sua irmã casada que censurou-o dizendo: Você sabe o quanto eu amo meus filhos. Se algum deles um dia desejar virar católico, eu preferirei perfurar o coração deles com um punhal do que permiti-los abraçar a religião dos Papas.

A fúria dela era tão profunda quanto a de São Paulo antes de sua conversão. De qualquer forma, ela iria mudar esse seu jeito, igual a São Paulo no caminho a Damasco. Ocorreu então que um dos filhos dela ficou perigosamente doente, e os médicos já haviam perdido a esperança de recuperação. Aí o irmão chegou até ela e conversou afetivamente dizendo: Minha querida irmã, naturalmente você deseja que sua criança seja curada. Muito bem então, o que eu lhe pedir, apenas faça! Siga-me, vamos rezar uma Ave Maria e prometer a Deus que, se sua criança recuperar a saúde, você irá estudar seriamente a Doutrina Católica, e você chegará a conclusão de que o catolicismo é a única e verdadeira religião, e não importa quão grande seja este sacrifício, mas você irá abraçar esta fé.

Sua irmã estava relutante no começo, mas como ela desejava a recuperação do seu filho, ela aceitou a proposta do irmão e rezou a Ave Maria com ele. No dia seguinte o filho dela estava completamente curado. A mãe cumpriu sua promessa e estudou a Doutrina Católica. E após uma longa preparação, ela recebeu o sacramento do Batismo juntamente com o restante de seus familiares, e agradeceu seu irmão por ter sido um apóstolo para ela.
Essa história foi relatada num sermão dado pelo Rev. Fr. Tuckwell (Padre Tuckwell), que continuou o sermão dizendo: "O garoto que virou católico e converteu sua irmã e familiares ao catolicismo, dedicou sua vida inteira ao serviço de Deus."

'Aquele garoto virou padre e está a falar com vocês neste exato momento!' O que sou, devo a Nossa Senhora.
Vocês também meus caros fiéis, sejam totalmente dedicados à Nossa Senhora, e nunca esqueçam de passar ao menos um dia sem rezar esta linda oração, a Ave Maria e o Terço. Peça a Ela para iluminar as mentes protestantes que estão separadas da Igreja de Cristo, fundada na rocha (Pedro), e da qual as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

PADRE PROFANA MISSA DE PRIMEIRA EUCARISTIA E REVOLTA FIEIS


Se tem uma coisa que os demônios invejam – e certamente invejam – é a criatividade pastoral de alguns dos padres brasileiros. No que concerne a falta de escrúpulos e de respeito com o que há de mais precioso, alguns sacerdotes não poupam esforços para escandalizar toda a Igreja.



O Pe. José Oslei de Souza (Diocese de Uberlândia), pároco da paróquia São Francisco das Chagas, Monte Alegre de Minas, resolveu utilizar sua criatividade e fazer uma primeira comunhão diferente. Ora, a criatividade do distinto padre é uma coisa tremenda. Sua verdadeira vocação era ser marqueteiro de circo, mas resolveu empenhar sua energia no âmbito litúrgico e pastoral.


O sacerdote resolveu criar uma cerimonia litúrgica, como dizer, aggiornata. O padre, muito piedoso, fez diante do altar uma fileira de mesas na vertical e outra na horizontal. As fileiras cruzando-se formaram uma cruz. Que tocante! A cruz poderia indicar o calvário, mas não. Esta cruz indicava o sofrimento em sentido popular mesmo. O reverendíssimo que deveria atualizar o sacrifício do calvário, mas tentou atualizar sua heterodoxia. Em vez de oferecer o cordeiro de Deus, o distinto ofereceu as cusparadas.


Se aproveitando da ignorância dos fiéis, o corajoso sacerdote distribuiu hóstias e um pequeno cálice de plástico com vinho para as crianças. Além das hóstias, o sacerdote ofereceu um pratinho para cada um por sua hóstia em cima, talvez para evitar profanação.



Os pequenos, sem compreender a atrocidade que o padre pedia, foram instruídos a realizar uma concelebração. O padre fez a vez do missal e no estilo “eu digo e vocês repetem” fez as crianças consagrarem as hóstias. Os pequenos repetiram todas as frases reservadas ao sacerdote e chegaram até a beber do vinho. Sabe lá Deus se isso foi válido.
Após tanta coragem litúrgica, o padre corajosamente excluiu a página da paróquia do Facebook e retirou o site do ar.
É possível denunciar o corajoso pároco cobrando postura dos nossos pastores.
Denuncie:


NUNCIATURA APOSTÓLICA
Excelência Reverendíssima Dom Giovanni D’Aniello, Núncio Apostólico
Av. das Nações, Quadra 801 Lt. 01/ CEP 70401-900 Brasília – DF
Cx. Postal 0153 Cep 70359-916 Brasília – DF
Fones: (61) 3223 – 0794 ou 3223-0916
Fax: (61) 3224 – 9365
E-mail: nunapost@solar.com.br

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
Eminência Reverendíssima Dom Gerhard Ludwig Müller
Palazzo del Sant’Uffizio, 00120 Città del Vaticano
E-mail: cdf@cfaith.va – Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088

CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS
Eminência Reverendíssima Dom Robert Sarah
Piazza Pio XII, 10
00120 CITTÀ DEL VATICANO – Santa Sede – Tel. 06-6988-4316 Fax: 06-6969-3499
e-mail: cultidiv@ccdds.vavpr-sacramenti@ccdds.va

sábado, 29 de abril de 2017

O BATISMO CATÔLICO POR IMERSÃO


Embora realmente não seja tão comum vermos batismos por imersão na Igreja Católica – até porque a maioria dos católicos batizam seus filhos logo nos primeiros dias após o nascimento, constituindo isto um obstáculo prático para a “popularização” do batismo por imersão -, isso não significa que ela só proceda o batismo por infusão. Tanto isso é verdade, que o Código de Direito Canônico da Igreja possibilita a adoção desse rito, em seu cân. 854:
“Cân. 854 – O batismo seja conferido por imersão ou por infusão, observando-se as prescrições da Conferência dos Bispos”.
Nesse sentido, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estipulou o seguinte:
“Quanto ao cân. 854: Entre nós continua a praxe de batizar por infusão; no entanto, permite-se o batismo por imersão, onde houver condições adequadas, a critério do Bispo Diocesano”.
Como observa o canonista pe. Jesús Hortal, em seu comentário ao cân. 854, “o rito de imersão demonstra mais claramente a participação na morte e na ressurreição de Cristo, mas o rito de infusão (derramamento de água) é plenamente legítimo”.
Tal legitimidade provém, com certeza, desde as primitivas comunidades cristãs. Por exemplo, no séc. I d.C., já é explicitamente registrado na “Didaqué”, o primeiro catecismo de que temos notícia na História da Igreja: “Na falta de uma (=água corrente) ou outra (=água parada) [para imersão], derrame três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Did. VII, 3).
Na própria Bíblia, há uma menção implícita a outra forma de batismo que não a imersão, em Atos 2,41. Diz essa passagem que no dia de Pentecostes, em Jerusalém, 3 mil pessoas se converteram e foram batizadas. Ora, inexistindo rios naquela cidade e sendo os reservatórios de água locais insuficientes para tal quantidade de pessoas, resta claro que o batismo ali se deu muito provavelmente por aspersão, de forma que é possível notar que a imersão não é de fato obrigatória para a validade do batismo. Isto porque não é o volume de água que importa, mas a efusão da água como símbolo E canal de pureza interior.
Pois bem. O fato de Jesus ter sido batizado por imersão, também não significa que o cristão deva ser batizado apenas por imersão, pois o batismo recebido por Jesus era diferente do nosso, já que João Batista conferia “um batismo de arrependimento, para a remissão dos pecados”, claramente simbólico (Mc. 1,4). O batismo cristão, por outro lado, é mais que um sinal: é verdadeiro instrumento de perdão, sacramento que regenera o velho homem, limpando os seus pecados (original e atual), transformando-o em um novo homem (cf. Ez. 36,25; Mt. 3,11; Jo. 3,5; At. 2,38; Ef. 2,5; 5,26; Tit. 3,5; 1Ped. 3,21)!
Por outro lado, é bom que se diga que o atual Código de Direito Canônico não faz mais referência ao batismo por aspersão (gotas de água lançadas com a ajuda do hissope ou outro instrumento similar), embora seja também considerado válido pela Sagrada Tradição bimilenar da Igreja. Logo, ainda que válido, não é tido por lícito, não devendo, pois, ser empregado pela Igreja. É que tal rito não deixa de causar dúvidas, visto não ser possível afirmar com certeza que a água tenha atingido o corpo do batizando.
Em suma: o que realmente importa, é que o batismo seja conferido com água verdadeira e a fórmula trinitária que indique claramente o ato de batizar em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo… Com efeito, se alguém recebe o batismo por imersão ou por infusão, com água corrente ou não (desde que verdadeira), em nome de cada uma das Pessoas da Santíssima Trindade, o sacramento é tido por válido pela Igreja Católica, ainda que tenha sido conferido por outras comunidades cristãs (ortodoxas, protestantes, pentecostais etc.), pouco importando, inclusive, uma eventual fé insuficiente do ministro em relação ao batismo (cf. Diretório Ecumênico, nº 95). É bom que se diga, aliás, que várias comunidades – inclusive protestantes como luteranas, episcopais e metodistas – empregam com muita freqüência o batismo por infusão (ao qual, entretanto, denominam “aspersão”, o que vem a ser uma simples diferença terminológica). Não haja dúvidas, pois, de que, no Cristianismo, a imersão não é a única forma de se conferir um batismo válido…

domingo, 23 de abril de 2017

São Jorge não é ogum


A DESFIGURAÇÃO DE ALGUNS SANTOS CATÓLICOS

Dia 23 de abril é feriado, porque é dia de São Jorge. Feriado conseguido não pelos católicos, mas pelos umbandistas, que associam São Jorge a Ogum, um de seus orixás. As festividades de São Jorge são sempre marcadas por um forte sincrestismo religioso, uma mistura de concepções religiosas que seria reprovada por qualquer dos Apóstolos de Jesus Cristo. “6Estou admirado de que tão depressa passeis daquele que vos chamou à graça de Cristo para um evangelho diferente. 7De fato, não há dois evangelhos: há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. 8Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. 9Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado! 10É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo” (Carta de São Paulo aos Gálatas 1,6-10).
A imagem tradicional de São Jorge é mítica. Apresenta-o em um cavalo branco combatendo com sua lança um dragão. Esta imagem se baseia em Apocalipse 6,2 e 19,11, mas está deformada pois em Ap 6,2 ele não traz uma lança, mas um arco. E dragão é um animal mitológico, que não existe. O verdadeiro São Jorge foi um mártir cristão da Síria e nunca combateu dragão (que não existe) nenhum. Os santos da Igreja são pessoas de carne e osso como nós, que carregaram a cruz de Cristo em suas vidas e não são mitos nem super-homens. Os orixás da Umbanda, que nunca existiram a não ser na imaginação das pessoas, como o Pato Donald e o Mickey, são mitos e alimentam a imaginação e o medo dos ignorantes.
Alguns católicos gostam de São Jorge como um “santo guerreiro”. Sabemos que o verdadeiro São Jorge não foi um guerreiro e isso só é sugerido pela falsa imagem pela qual ele é divulgado. O que é um “santo guerreiro”? As pessoas vivem a vida como uma guerra para conseguir objetivos de ambição: dinheiro, posições, cargos prestigiosos, poder etc. E se associam a “santos guerreiros” para conseguir ganhar a guerra da sua ambição. Jesus Cristo ensinou algo muito diferente: “quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim, salvá-la-á” (Mt 10,39; 16,25; Mc 8,35; Lc 9,24; 17,33). Então os “santos guerreiros” estão a serviço da ambição e do materialismo das pessoas, em franco contraste com o ensinamento de Jesus Cristo. Isto é uma completa desfiguração do culto dos santos, que devem nos conduzir a Jesus e não nos afastar d’Ele.
Os santos cuja devoção está assim deturpada não deveriam mais ser cultuados nas Igrejas católicas ou então suas imagens e o discurso sobre eles deveria ser radicalmente mudado. É preciso ter coragem e querer agradar só a Deus (cf. Gl 1,10 acima) e não aos homens para fazer isso.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Grupo LGBT cria versão gay da "santa ceia" para divulgar orgia gay

 
 
 
A organização LGBT DiverCity, de Salerno, no sul da Itália, está causando polêmica no  país depois de criar uma versão gay e erótica do famoso quadro da Santa Ceia para divulgar uma festa que acontece ontem, Quinta-feira Santa. A imagem mostra Jesus e seus 12 discípulos nus e seminus, beijando-se e fazendo sexo de diversas formas.
Essa é apenas mais uma de tantas outras afrontas que grupos organizados LGBTs promovem ridicularizando cristãos.
 
 
Recentemente em São Paulo eles usaram imagens católicas para igualmente escarnecer da fé cristã
Esses grupos são os mesmos que vivem bradando por respeito.
Emanuele Avagliano, um dos organizadores da DiverCity, defendeu o evento num post no Facebook: “Queremos reafirmar nosso respeito pela opinião alheia, mas igualmente reiteramos com força e convicção nossa liberdade para vivermos e nos divertirmos da maneira como acharmos melhor. Além disso, enfatizamos que a peça de comunicação que utilizamos não tem como intenção blasfemar, nem ofender, nem desrespeitar.”
Parece uma piada, daqueles de profundo mau gosto. O promotor da blasfêmia tentar defender-se com esse tipo de argumento acima.
A pretexto de exigirem respeito, pisam em sima daquilo que os Cristãos consideram sagrado. Seria o mesmo que tentar apagar um incêndio usando gasolina. 

ORAÇÃO EM REPARAÇÃO DAS 

BLASFÊMIAS



Bendito seja Deus.
Bendito seja Seu Santo Nome.
Bendito seja Jesus Cristo, Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem.
Bendito seja o Nome de Jesus.
Bendito seja Seu Sacratíssimo Coração.
Bendito seja o Seu Preciosíssimo Sangue.
Bendito seja Jesus, no Santíssimo Sacramento do Altar.
Bendito seja o Espírito Santo Paráclito.
Bendita seja a grande Mãe de Deus, Maria Santíssima.
Bendita seja sua Santa e Imaculada Conceição.
Bendita seja sua gloriosa Assunção.
Bendito seja o Nome de Maria, Virgem e Mãe.
Bendito seja São José, seu castíssimo Esposo.
Bendito seja Deus, nos seus Anjos e nos seus Santos.
(Oração pela Igreja, Pelo Santo Padre e pela Pátria)
Deus e Senhor nosso, protegei a Vossa Igreja, dai-lhe Santos Pastores e dignos ministros, derramai as Vossas bençãos sobre o nosso Santo Padre, o Papa, sobre o nosso Cardeal-Arcebispo e seus Bispos Auxiliares, sobre o nosso Pároco e sobre todo o Clero; sobre o Chefe da Nação e do Estado e sobre todas as pessoas constituídas em dignidade, para que governem com justiça; dai ao povo brasileiro paz constante e prosperidade completa. Favorecei com os efeitos contínuos de Vossa Bondade o Brasil, este Arcebispado, a Paróquia em que habitamos, a cada um de nós em particular e a todas as pessoas por quem somos obrigados a orar, ou que se recomendaram às nossas orações. Tende misericórdia das almas dos fiéis que padecem no Purgatório, dai-lhes, Senhor, o descanso e a luz eterna.
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Cinco filmes recomendados para a Semana Santa

Como ganhar indulgência no Tríduo Pascal?





Durante o Tríduo Pascal, os fiéis podem obter indulgência plenária para si próprio ou para os defuntos. Para isso, deve-se seguir as seguintes recomendações estabelecidas pela Santa Sé.
Quinta-feira Santa
1. Se durante a solene vigília do Santíssimo, após a Missa da Ceia do Senhor, recitar ou cantar o hino eucarístico “Tantum Ergo”.
2. Se visitar por meia hora o Santíssimo Sacramento reservado no monumento para adorá-lo.
Sexta-feira Santa
1. Se participar piedosamente da adoração da Cruz na solene celebração da Paixão do Senhor.
Sábado Santo
1. Se rezar a oração do Santo Rosário.
Vigília Pascal
1. Se participar da celebração da Vigília Pascal e nela renovar as promessas do Santo Batismo.
Domingo de Páscoa
1. Se receber com piedade e devoção bênção dada pelo Sumo Pontífice a Roma e ao mundo (bênção Urbi et Orbi), ou dada pelo Bispo aos fiéis confiados ao seu cuidado.
Além dessas condições estabelecidas para cada dia do Tríduo, para lucrar a indulgência, é necessário seguir as demais recomendações, que são:
A. Exclusão de todo afeto para qualquer pecado, inclusive venial.
B. Confissão sacramental, Comunhão Eucarística e oração pelas intenções do Sumo Pontífice. Estas três condições podem ser cumpridas dias antes ou depois da execução da obra enriquecida com a indulgência plenária; mas convém que a comunhão e a oração pelas intenções do Sumo Pontífice se realizem no mesmo dia em que se cumpre a obra.
Vale assinalar que, com uma só confissão sacramental é possível ganhar várias indulgências. Entretanto, convém que se receba frequentemente a graça do sacramento da Penitência, para aprofundar na conversão e na pureza de coração.
Por outro lado, com uma só Comunhão Eucarística e uma só oração pelas intenções do Santo Padre só se ganha uma indulgência plenária.
A condição de rezar pelas intenções do Pontífice se cumpre com um Pai Nosso e Ave-Maria; mas é concedida a cada fiel cristão a faculdade de rezar qualquer outra fórmula, segundo sua piedade e devoção.

Muçulmanos cospem sobre hóstia consagrada e quebram crucifixo em igrejas de Veneza

Uma vista geral de Veneza. Foto Pixabay domínio público

sábado, 8 de abril de 2017

Sobre os falsos milagres e os poderes do demônio



O LEITOR "GILBERTO" enviou-nos, na postagem "Satanás, os demônios e o poder do mal", a pergunta que reproduzimos abaixo, seguida de nossa resposta, já que esta serve de complemento útil ao mesmo artigo:

Uma dúvida sobre o seguinte item:

'Realização de efeitos extraordinários, com aparência de milagres (o que explica muitos fenômenos inexplicados ocorridos em seitas heréticas e mesmo anticristãs);'

Um milagre verdadeiro tem origem no poder de Deus e não do homem (santo), correto? No caso do item acima, qual a origem do poder? Que tipo de poderes os demônios tem? Cura? Profecia? Por que eles tem esses poderes?"


Salve Maria Imaculada, Gilberto,
A Tradição da Igreja, ancorada no testemunho das sagradas Escrituras, sempre ensinou que o demônio possui grandes poderes, e que os usa para nos desviar do reto caminho. Já no Antigo Testamento vemos os chamados "magos do Egito" realizando prodígios, inclusive diante de Moisés (cf. Ex 7,10-12;22. 8,7).
Quando Satanás tenta Jesus no deserto, declara que havia recebido o poder sobre o mundo, e que inclusive podia dar este poder a quem quisesse (cf. Lc 4,6). Repetimos a afirmação, por sua importância: "(Disse o demônio:) 'Dar-te-ei todo o poder e a glória dos reinos, porque me foram dados, e dou-os a quem eu quero'".
S. João, autor sagrado do Livro do Apocalipse, em diversas passagens revela que o Anticristo realizará milagres que enganarão as massas:
E engana (o Anticristo) os que habitam a Terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da Besta (...)".
(13,14)

Porque são espíritos de demônios que realizam prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da Terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso".
(16,14)
E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta (...)".
(19,20)
Acreditar ou aceitar toda manifestação sobrenatural como ação divina é um erro gravíssimo que pode por nossas almas em risco. Nosso Senhor disse que muitos profetizariam, expulsariam demônios e realizariam muitos sinais e maravilhas, mas que não teriam parte com Ele (cf. Mt 7,22-23).
Vemos em nossos tempos muitos desses falsos profetas que enganam multidões, assim como Cristo nos alertou (Mt 24,24). Se ligarmos nossas TVs depois de certo horário da noite, nem se fale...

Às vezes, a pantomina é tão flagrantemente falsa que espanta que convença a tantos

S. Paulo Apóstolo também nos advertiu de que os servos do diabo seriam capazes de mostrar "todo o poder, e sinais e prodígios de mentira" (2Ts 2,9), alertando-nos de que não devemos nos surpreender com isso, pois até "o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz". (cf. 2Cor 11,14).
Como então discernir os verdadeiros dos falsos milagres? Como separar a atuação de verdadeiros "curandeiros" que dizem "Senhor, Senhor" mas que são na realidade falsos profetas negadores da verdadeira Doutrina de Cristo, que estão tão distantes deste Cristo quanto os feiticeiros africanos, porém são ainda muito piores, já que profanam o Nome do verdadeiro Deus?
Existem sinais que revelam claramente a diferença entre as curas realizadas por Nosso Senhor e seus Apóstolos e as dos falsos profetas de hoje. Por exemplo, o fato de que Jesus jamais fez propaganda sensacionalista das suas curas, com o intuito de arrebanhar seguidores, como fazem os "pastores" de hoje, que berram aos microfones toda vez que alguém alega que, durante um de seus cultos, alguém sentiu algum alívio de uma dor. Pelo contrário, Nosso Senhor fazia tudo com muita discrição, e até pedia sigilo aos que haviam recebido a graça da cura milagrosa (cf. Mt 8,1-4; 9,27-31).
Além disto, há um critério infalível para que possamos discernir se alguma cura, milagre ou graça muito especial veio de Deus ou se pode ser artifício do inimigo: se esta dádiva nos veio por intermédio da única Igreja que Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu neste mundo, então podemos ficar tranquilos: trata-se realmente de um Dom divino. Mas se o fenômeno estiver ocorrendo no ambiente de alguma comunidade que renega a Igreja Católica (que é o Corpo de Cristo), blasfema contra sua santa Tradição e seus santos, não observa seus Sacramentos e renega a sua autoridade, então é melhor manter os seus dois pés bem atrás!

A Paz

Satanás, os demônios e o poder do mal



UM DOS GRANDES mistérios da Teologia judaico-cristã sempre foi e permanece sendo a existência do mal, – sendo possivelmente o maior de todos estes a angustiosa questão: "Por que e como pôde Deus, sendo Bom, ter permitido o seu surgimento?" – Além disto, saberíamos explicar como, quando e onde surgiu o mal? Dois fatos a respeito deste tema espinhoso, porém, são claros: 1) o mal existe e 2) ele será (demos graças a Deus) derrotado.
Textos como os de Ez 28,12-15 e Lc 10,18 indicam que houve uma rebelião liderada por um poderoso anjo de luz (Lúcifer), que, exercendo o seu livre arbítrio, optou pelo não-bem e pela ruptura da Comunhão com o Criador, tendo sido seguido por outros anjos. Deus cria um lugar-estado (Inferno) e lá os exila (2Pd 2,4).
O chefe desses anjos caídos é denominado Satanás (que em hebraico quer dizer = adversário), porém é chamado também por outros nomes, como: Belzebu, Belial, "demônio", "o maligno", o "príncipe deste mundo", "diabo",  (que em grego quer dizer = instigador, acusador).
Satanás, assim, lidera um exército de demônios que, por sua vez, possuem as seguintes características:
1. São seres espirituais com personalidade própria e inteligência. Como súditos de Satanás, são inimigos de Deus e dos seres humanos (Mt 12,43-45);
2. São malignos, destrutivos, desejam o mal e a perdição das almas;
3. São numerosos (Mc 5,9; Ap 12,41).
Eles mantêm forma angélica, mas com natureza voltada para o mal. Possuem inteligência e conhecimento, mas não podem conhecer os pensamentos íntimos dos homens e nem obrigá-los a pecar. Há autoridade e organização no mundo inferior-ínferos (Mt 25,41), mas por não ser Satanás onipresente, onipotente ou onisciente (atributos exclusivos de Deus), ele age por delegação a seus muitos demônios (Mt 8,28; Ap 16,1-14).
A Teologia cristã tem definido, a partir do testemunho das sagradas Escrituras e da experiência histórico-pastoral, os seguintes ministérios demoníacos:
a) Indução à desobediência a Deus e aos seus Mandamentos;
b) Propagação do erro e das falsas doutrinas;
c) Indução à mentira (o demônio é o 'pai da mentira') e à corrupção;
d) Provocação de rebeldia nas pessoas que sofrem provações;
e) Influência negativa sobre o corpo, os sentidos e a imaginação;
f) Sugestão para o uso indevido dos bens materiais (apego vs. perda);
g) Realização de efeitos extraordinários, com aparência de milagres (o que explica muitos fenômenos inexplicados ocorridos em seitas heréticas e mesmo anticristãs);
h) Indução a sentimentos negativos, como o medo, a inveja, a angústia, o ódio, o desânimo;
i) Promoção da idolatria, da superstição, da necromancia, da magia, do sacrilégio e do culto satânico.


O mal esteve agindo pelo Pecado Original (Queda do homem), e exerce continuamente a sua obra perversa até o fim dos tempos, como tentador (Gn 3,1-5), caluniador (Jó.1,9-11), causador de enfermidades (Jó 2,7) e enganador (Mt 4,6).
Ele mantém permanente luta contra Deus e seus eleitos, procura desviar os fiéis de sua lealdade a Cristo (2Cor 11,3), induzindo-os a pecar e a viver segundo os sistemas elaborados pela natureza corrompida ou “segundo a carne” (1Jo. 5,19).
Os cristãos devem procurar conhecer, pelo estudo da Teologia, a natureza e o ministério do mal, para que se conscientizem e possam se precaver.
São Paulo Apóstolo nos exorta a buscar o fortalecimento espiritual em Deus e no seu Poder, resistindo firmes, pois “não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra poderes e autoridades, contra os príncipes deste mundo de trevas; contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Ef 6,12).
A disciplina devocional, a frequência nos Sacramentos, a oração, a leitura orientada da Bíblia sagrada, a busca da santidade, o desenvolvimento dos dons que recebemos do Espírito Santo, a comunhão do Corpo de Cristo, são, – especialmente este último, – infalíveis antídotos contra o mal.
O ministério demoníaco contra as pessoas pode se dar de três maneiras:
a) Tentação: apoio a opções negativas, no que atinge todos os seres humanos;
b) Indução: (também chamada obsessão), uma ação mais íntima e contínua, que atinge os descrentes e os crentes de tendência carnal;
c) Possessão: quando os demônios se apoderam de corpos, controlando-os. Há alguma controvérsia em se definir se isso não pode acontecer a um cristão devoto e santo, cujo corpo é habitado pelo Espírito Santo.
Satanás e os demônios têm poder sobre as almas perdidas, nesta vida e após a morte, que se destinam ao inferno. 
Um ponto importante que precisa ser inserido no estudo deste tema. Devemos estar advertidos para não cair no dualismo de fundo zoroastrista: Satanás não é um 'ente contrário' comparável a Deus, isto é, não existem "duas forças" cósmicas antagônicas que controlam o Universo, como na cosmogonia pagã que pregam uma suposta "harmonia" necessária entre bem e mal / luz e treva / yin-yang (taoísmo). Deus é Absoluto em si mesmo, e o mal uma consequência da absoluta liberdade dada aos anjos. O mal absoluto, em sentido absoluto, não existe, pois o mal não existe por si só. O mal é a ausência de Bem, isto é, ausência de Deus, que é o Sumo Bem. Deus não criou o mal. O mal que vemos no mundo é o resultado da falta de Deus. Assim como a escuridão é a ausência de luz, o que chamamos mal, – e experimentamos como tal, – é apenas a ausência do Bem/Deus.
Quem combate contra Satanás não é Deus, como numa tremendíssima batalha espiritual transcendental entre o lado luminoso e o lado trevoso de uma Força ainda maior e superior às suas próprias polaridades, mas sim o Príncipe das milícias de anjos fiéis: são os anjos bons que combatem os anjos maus.
Assim, não devemos nem minimizar e nem maximizar o ministério do maligno: por um lado, já foi derrotado na cruz, e o Sangue de Cristo, Cordeiro de Deus, tem poder para defenestrá-lo definitivamente; a Obra da expiação já foi consumada, o Cristo Salvador já ressuscitou e o Espírito Santo já foi enviado. O resgate já se deu, oferecido pela Graça e recebido pela fé. O Senhor já reina sobre o Universo, a História e sua Igreja. Podemos e devemos estar confiantes. Por outro lado, não convém ignorar ou desprezar o perigo de cair em tentação, o que em última análise pode nos levar a perder nossas almas e a salvação eterna. O nosso inimigo sabe ser sutil e procura nos vencer por muitos meios, com "embustes e ciladas", como dizemos na oração a São Miguel Arcanjo.
A perfeição da Ordem Criada ('Éden') será revivida na Ordem Restaurada ('Nova Jerusalém'). O mal terá, enfim, um fim, quando Satanás e seus demônios forem todos lançados no "lago do fogo" (Mt 25,41), também chamado “segunda morte” (Ap 20,14), este segundo um título mais assustador para quem compreende o seu significado. A primeira morte é como que ilusão, não é morte de fato, pois nossas almas são eternas. Já a segunda morte é condenação definitiva, é o fim de toda esperança, é garantia de uma eternidade de pavoroso sofrimento.
Devemos, ainda, evitar cair na sutil tentação da irresponsabilidade moral dos que atribuem aos demônios todos os males que, de fato, são frutos de sua opção livre. Não sejamos, neste sentido, ”caluniadores de Satanás”, e assumamos as nossas culpas batendo no peito e clamando: "Pequei por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa". Quase sempre é possível evitar a queda, se realmente quisermos, com grande vontade, se resistirmos, se pedirmos por forças a Deus.
Posturas – O racionalismo e o liberalismo teológico haviam negado a existência de Satanás e dos demônios. A Teologia clássica (assim como com os anjos bons), afirma a sua existência, mas é bem verdade que pouco elabora na prática, para o cotidiano dos fiéis. O pós-pentecostalismo e a chamada “teologia da batalha espiritual” os vulgarizou e hipertrofiou seu poder, além de, em uma atitude irracional, anti-científica e anti-bíblica, atribuir tudo aos mesmos. Mas ao fiel católico convém conhecer bem a questão, – sem indiferenças, sem irresponsabilidade, sem angústia opressiva. 
Devemos também rejeitar aquelas representações pictóricas aterradoras (fruto da imaginação de artistas, alguns brilhantes, outros medíocres, outros desequilibrados, mas sempre elaborações humanas). De fato, o mal está bem longe de ser incompetente nas artes que hoje chamaríamos “marketing pessoal” ou “relações públicas”. Na maioria dos casos, o inimigo prefere ostentar sedutora beleza, realizar prodígios e até aparentar bondade. Se o diabo se mostrasse feio, assustador, quem lhe daria ouvidos?
O mal que nos tenta pode estar em nosso caráter, em nosso temperamento, em nossos hábitos inatos ou adquiridos.
Outro ponto importante a se lembrar é a nossa obrigação, enquanto cristãos, de evitar o dualismo de fundo bramânico (hinduísmo, adotado pelas heresias de fundo gnóstico) entre a alma, supostamente sempre boa, e o corpo, supostamente sempre mau. O ser humano foi criado integrado, caiu integrado e é restaurado integrado. O termo “carne”, na Bíblia, não tem significado igual ao de "corpo", mas de natureza caída. Jesus Cristo assumiu nossa carne e foi sempre livro do pecado; os anjos malignos não têm carne, mas vivem em pecado.
A Palavra de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, que se manifesta em sua Igreja, e o Espírito Santo de Deus, que nos guia interiormente, vão nos libertando de condicionamentos e nos forjando como “novas criaturas”. A presente ordem, bem como o poder do mal, são transitórios. Nossa esperança é em última análise escatológica, isto é, esperamos o que virá depois, quando este mundo passar, “pois a antiga ordem já passou” (Ap 21,4b).
Com o ocaso da modernidade, vão-se os seus mitos: a bondade natural, o progresso, a supremacia da razão (ciência), as utopias sociais e globais. Volta aquilo que nunca passou: a ambiguidade moral (e o pecado), os avanços e as decadências, a sensação de limitação nos empreendimentos e instituições humanos, e a redescoberta de tudo o que vai além da razão no ser humano: o místico, o estético, o erótico, o lúdico, o intuitivo, etc. São estas forças que comandam nossa vidas.
Há uma redescoberta do antes desvalorizado. A construção do futuro, porém, não se faz com um mero retorno ao passado (que tinha também os seus males). O angélico e o demoníaco voltam como temas e realidades, mas é preciso vencer, porém, os sincretismos e as superstições, inclusive aquelas ditas "evangélicas”, que são estranhas ao espírito da Igreja. Nem o reducionismo psicanalítico, nem o reducionismo dos “cultos de descarrego”.
A consciência do místico, do transcendente e do espiritual, não nos leva à alienação da História e das nossas responsabilidades como cidadãos e pessoas plenas. Pois o bem e o mal, com as suas potestades, se relacionam com os poderes políticos e históricos, como procurou demonstrar Agostinho de Hipona em sua “Cidade de Deus”.
Que os santos Anjos, aqueles fiéis ao SENHOR, acampem ao nosso redor e nos guardem para a vida eterna.
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Ref:
Adaptado do artigo do Revmo. Pe. Felice Pinelli, vulgo 'Padre Felix', 'Uma demonologia bíblica',  disp. em:
http://padrefelix.com.br/anjos28.htm
Acesso 3/3/016