sexta-feira, 18 de agosto de 2017

TESTEMUNHO: EX ativista lésbica agora católica




Considerada como uma das mais famosas e bem-sucedidas lésbicas de cor nos Estados Unidos, Charlene Cothran surpreendeu a sua audiência com sua última edição de “Vênus”, cuja história principal anuncia: ” Redimida! 10 maneiras de deixar ‘a vida‘ (homossexual) se querem sair dela”.
No artigo, a editora revela que a conversação com um pastor evangélico, que insistiu sem cansaço a utilizar seus talentos para o bem em vez do mal, levaram-na a “render totalmente meu coração a Jesus”.


“Embora tenha vivido como lésbica ao longo de toda minha vida adulta –diz Cothran-, não tenho dúvida alguma de que o propósito de minha alma é o de usar meus dons para AMOROSAMENTE  (em altas no original) compartilhar a verdade de como chegamos aqui: como nos convertemos em um gay ou uma lésbica, como chegamos a desfrutar de nosso ‘estilo de vida’ e como chegamos a acreditar que isto estava OK com Deus.”


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Não é a primeira vez que um pastor ofende a imagem de Nossa Senhora; Relembre caso famoso


Não é de hoje que vemos notícias de pastores desrespeitando a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Recentemente, o caso do pastor Agenor Duque, comparando a Santa a uma garrafa de refrigerante, causou revolta entre os católicos. Mas esse infelizmente não foi o primeiro caso. Confira o caso do pastor Von Helder:
No dia 12 de outubro de 1995, dia consagrado à Nossa Senhora Aparecida, o pastor Sérgio Von Helder (que agora se apresenta como Sérgio Von Helde), da Igreja Universal do Reino de Deus, chocou o país ao chutar uma imagem da padroeira do Brasil no programa “Despertar da fé”, na TV Record.
Von Helder dizia que “era um erro o povo brasileiro depositar suas esperanças em santos, ídolos ou imagens, porque, segundo a Bíblia, tais ídolos não têm poder algum”. Em seguida, passou a dar chutes na imagem afirmando que se tratava de apenas um “pedaço de gesso”.
A repercussão foi imensa. A cena foi retransmitida por outras emissoras e líderes de várias religiões condenaram a atitude do pastor.
A princípio, Von Helder teve o apoio da Igreja Universal, mas as manifestações contrárias, os ataques da população a templos da igreja e a abertura de um processo criminal por desrespeito a objeto de culto religioso levaram Edir Macedo, líder da Universal, a se desculpar com os católicos. Em pronunciamento de cinco minutos na Rede Record, falando do exterior por telefone e com uma fotografia exibida na tela, Macedo pediu desculpas aos católicos e censurou duramente a atitude de Von Helder.


A condenação

A repercussão negativa fez com que Sérgio Von Helder deixasse o país. O pastor foi condenado em 1997 a dois anos e dois meses de prisão, por discriminação e vilipêndio à imagem. Foi a primeira condenação no Brasil por discriminação religiosa. Na época, ele morava nos Estados Unidos e recorreu da sentença, afirmando que não havia chutado a santa, apenas teria colocado o pé na imagem para provar que era feita de gesso.
Em 1999, o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a sentença e condenou Von Helder a dois anos de prisão por incitação à discriminação e ao preconceito religioso. No entanto, concordou em suspender por dois anos a aplicação da pena e anulou a condenação por vilipêndio de imagem religiosa. Segundo os juízes, o prazo para a condenação pelo crime havia acabado.

O retorno ao Brasil

Durante o período no exterior, o pastor rompeu com a Igreja Universal e tornou-se membro da Igreja da Restauração, fundada nos EUA. Von Helde retornou em 2014, com a missão de ser o líder da nova igreja no Brasil. No mesmo ano lançou o livro “Um chute na idolatria”, no qual faz duras críticas à Igreja Católica e contesta dogmas como a existência do purgatório, a ideia de que todos são filhos de Deus, o descanso após a morte e a salvação dos hereges.

Boato sobre milagre

O boato começou na internet, chegou a dois jornais do interior de São Paulo, foi publicado em uma respeitada revista católica, a Pergunte e Responderemos, editada pelo insuspeito dom Estêvão Bettencourt, monge do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, e acabou no Programa do Ratinho, no SBT.
Apesar de falsa, a história é extraordinária. Von Helder teria sido adoecido de um estranho mal, que atingiu justamente a perna que chutou a santa. Desesperado com a possibilidade de ficar aleijado, o pastor buscou tratamento em um hospital americano. Entre os médicos da equipe que o atenderam, ficou encantado com uma enfermeira negra. Ela dispensava cuidados especiais ao paciente odiado por milhões de católicos brasileiros. Depois de curado, Von Helder foi cumprimentar os médicos e quis agradecer pessoalmente à enfermeira que tanto cuidado lhe havia dispensado. Ficou chocado ao ser comunicado que no hospital não trabalhava nenhuma mulher negra. Consternado, acreditou que a mulher que o atendeu era a aparição de Nossa Senhora Aparecida. A partir dali, teria se tornado um fervoroso praticante do catolicismo.
Dom Estêvão, que em sua revista publicou o relato que originou a confusão, admitiu não ter procurado o próprio Von Helder para confirmar a história. “Eu vi a notícia em um site e a publiquei com ressalvas, pois não foi o próprio Von Helder que me disse. Mas até o momento a Universal não se manifestou.”
A publicação levou muitos católicos a acreditar no falso milagre. O fato ganhou ainda mais repercussão quando um programa da TV Canção Nova, emissora católica de Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, baseado na revista de dom Estêvão, divulgou o milagre como se tivesse ocorrido.

Reveja essas duas reportagens sobre o episódio do chute na Santa:



Fonte: O Globo / Isto É / Redação Catholicus

Cássia Kis revela que fez aborto mas hoje “lamenta profundamente”


Cássia Kis

A veterana atriz da Rede Globo disse que lamenta o aborto feito por coação do companheiro.





A atriz Cássia Kis revelou no programa Conversa com Bial dessa terça-feira (18/07) que em sua primeira gravidez fez um aborto aos 30 anos, do qual se arrepende até hoje. “Fiz um aborto aos 30 anos e foi muito difícil porque era uma escolha do meu parceiro não ter filhos. Eu falei: ‘Escuta, vamos ter’, e ele disse: ‘Não!’ Fiquei em pânico”, disse a atriz no programa de Pedro Bial. “Hoje lamento profundamente”.

“Hoje acho que está faltando gente no mundo. Temos 7 bilhões de pessoas, mas ainda está faltando outra qualidade de gente e podemos ser responsáveis por isso”, completou Cássia, que participou de um bate-papo com a jornalista Mariana Varella e a médica Albertina Duart sobre a escolha das mulheres de ter ou não filhos.
“Engravidei aos 38, e o último filho veio aos 48. Quatro filhos em dez anos, trabalhei à beça! Foi uma encrenca incrível. Mas foi maravilhoso. Acho que tenho quatro pessoas na vida que me dão muita satisfação”, disse a atriz da Rede Globo.


http://www.semprefamilia.com.br

“Escutei o ruído que fez quando o trituravam”, diz modelo arrependida de ter abortado


A modelo paraguaia Adela Alonso falou sobre a dificuldade em lidar com o que aconteceu e em perdoar-se a si mesma.


A modelo paraguaia Adela Alonso recordou em um programa de televisão sobre o aborto que realizou no começo de sua carreira. “Eu abortei. Escutei o ruído que fez quando o trituravam. Não consigo lidar com isso. Não consigo esquecer”, confessou ela. “Me sinto uma assassina”.
“Abortei em um dia 17 de abril, dois dias depois do meu aniversário”, lembrou ela, no reality show Mundos Opuestos, da Red Paraguaya de Comunicación, enquanto apresentava a sua história de vida. Ela é um dos 16 participantes do programa que estreou no início de julho.

“Foi a coisa mais difícil da minha vida”, disse, entre lágrimas, a modelo de 22 anos. “Mesmo que tenha me confessado, me custa perdoar a mim mesma. Não estou tranquila comigo mesma”.
“Perdão, Fausto, ou perdão, Adela”, disse ainda a modelo, olhando para o alto. “Porque se o bebê fosse menino, seria Fausto, e se fosse menina, Adela”. O reality show, originário do Chile, está em sua primeira edição no Paraguai.





Depois de 77 anos separadas, mãe reencontra filha concebida em estupro


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Ela destinou a criança para adoção, manteve tudo em segredo durante quase 80 anos, mas não perdeu as esperanças de reencontrar a filha.

Minka Disbrow tinha apenas 16 anos quando, em 1928, passou pelo pior momento de sua vida. Ela e uma amiga foram atacadas por três homens e estupradas. Grávida, Minka venceu as dificuldades, destinou a criança para adoção, casou-se e teve outros filhos – e guardou o segredo por 77 anos. Foi só aos 94 anos que ela contou a história aos filhos e netos e pôde reencontrar e abraçar a sua primeira filha.
Minka vivia em uma fazenda no estado de Dakota do Sul, nos Estados Unidos. Ela escondeu de sua mãe o que havia acontecido, até que percebeu algumas mudanças no seu corpo. Foi então que a mãe teve que lhe explicar como os bebês nasciam, o que a moça ainda não sabia. Além disso, Minka foi enviada para uma residência luterana para adolescentes grávidas até dar à luz, a fim de esconder a gravidez de sua irmã. Ela teve uma menina, chamou-a de Betty Jane e destinou-a à adoção.
Minka Disbrow, Ruth Lee e Cathy LaGrow (foto: divulgação).
Minka Disbrow, Ruth Lee e Cathy LaGrow (foto: divulgação).
A vida continuou, Minka casou-se, teve dois filhos e manter o segredo sobre o estupro e a filha se tornou um hábito. Ela teve diversos empregos e viveu em várias cidades até se estabelecer em San Clemente, na Califórnia.
No decorrer dos anos, Minka escreveu secretamente dezenas de cartas à agência de adoção da Casa de Misericórdia à qual ela tinha entregue Betty. Ela chegou a ter algumas informações sobre a filha até que a direção da agência mudou e elas perderam qualquer forma de contato.
Foi só em 2006, quase oitenta anos depois do ocorrido, que ela contou aos seus filhos e netos o que havia acontecido. Ela mostrou aos parentes uma fotografia em preto-e-branco da criança, que ela manteve escondida durante todos esses anos. “Ficamos completamente chocados”, disse Cathy LaGrow, neta de Minka, ao site TheBlaze. “Nunca imaginaríamos que algo assim teria acontecido com a nossa avó”.

“Uma cascata de amor”

“Foi a sua fé que lhe permitiu manter a esperança por todos esses anos de que Betty Jane estava tendo uma vida feliz e tinha uma família unida”, disse Cathy. De fato, Betty – que agora se chama Ruth Lee – havia se casado e tido filhos, sem nunca ter conhecimento sobre a situação na qual foi concebida. Minka, porém, não sabia de nada disso.
Mas Ruth, que mora em Wisconsin, também estava atrás de informações sobre o seu passado. Diagnosticada com problemas no coração e na vesícula biliar em 2006, ela tinha poucas informações a dar aos médicos sobre os seus antecedentes médicos familiares. Ela então foi atrás de informações e encontrou os arquivos de sua adoção – recheados de cartas de Minka, que passou décadas perguntando sobre sua filha, sem obter resposta.

“O amor que jorrou dessas cartas foi como uma cascata de amor”, disse Ruth sobre o momento em que descobriu o arquivo. Foi só nesse momento que ela soube que tinha sido concebida em um estupro – Ruth pensava que seus pais tinham sido simplesmente um casal jovem, sem recursos para criar a filha.
“Eu pensei: ‘Meu Deus do céu, naquele tempo já havia estupros?’ Eu mal podia acreditar. Sentia muita raiva pelo que foi feito com ela”, contou Ruth. “Com tudo que lhe aconteceu, você percebe que ela poderia ter se tornado muito amarga. Mas isso só a fez mais forte e com mais fé – e isso é maravilhoso”.

O reencontro

Com a ajuda do filho, Ruth descobriu o telefone e o paradeiro de Minka – e se surpreendeu ao saber que a mãe ainda estava viva. Ela tomou coragem e telefonou para a sua mãe. “Foi muito emocionante. Ela queria saber se eu tinha tido filhos, e respondi: ‘Sim, tenho seis’. Ela queria saber tudo sobre eles”.

Minka ficou maravilhada ao saber que um dos seus netos era astronauta e tinha estado quatro vezes no espaço. As duas então marcaram de se encontrar. “Choramos muito”, contou Ruth. “Ela me deu o dom da vida e o dom da adoção”. As duas mantiveram-se em contato até a morte de Minka, em 2014, aos 102 anos de idade.
“Foi uma experiência tão incrível e surreal que eu ainda penso às vezes que vou acordar e tudo não terá passado de um lindo sonho”, disse Ruth. “Nunca vi minha mãe tão feliz”, afirmou Dianna Huhn, filha de Minka.
A neta, Cathy, escreveu um livro contando a história da família. “The Waiting: The True Story of a Lost Child, a Lifetime of Longing, and a Miracle for a Mother Who Never Gave Up” (“A espera: a história real de uma criança perdida, uma vida inteira de espera e um milagre para uma mãe que nunca desistiu”, em tradução livre) foi publicado apenas um mês antes da morte de Minka.

Veja ao trailer do livro com imagens do reencontro:


Com informações de The Blaze.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

É demoníaco fazer tatuagem ou colocar piercing? Padre Fortea responde




Lima, 17 Jul. 17 / 10:00 am (ACI).- O teólogo espanhol José Antonio Fortea, autor do tratado de demonologia Summa Daemoniaca, abordou recentemente sobre a inquietude de fazer uma tatuagem permanente na pele, ou colocar um piercing, se é algo demoníaco.
“Há pessoas que se perguntam se as tatuagens ou os piercings são algo demoníaco. A resposta é ‘não’. Somente é demoníaco aquilo que tem uma relação direta com o demônio”, disse ao Grupo ACI.
Pe. Fortea explicou que “tanto tatuar o corpo, quanto colocar um piercing, não é uma ofensa a Deus. Não há nenhuma vontade de ofendê-lo”.
Inclusive nos casos em que a tinta para tatuar pode ter sido consagrada ao demônio, como fazem algumas pessoas, isto não afetaria necessariamente a pessoa que faz uma tatuagem sem sabê-lo. “Consagrar a tinta ao demônio significa simplesmente que essa pessoa invoca o demônio. Se invoca o demônio, podem acontecer coisas ruins – físicas ou espirituais –, mas não é infalível. Deus pode colocar a sua mão para impedir a ação do demônio”, assinalou.
Entretanto, pontuou, “é preciso recordar aos jovens que o corpo é uma obra de Deus. E que uma coisa é colocar algo em cima desse corpo e outra é praticar nele reformas irreparáveis”.
“Não há nada de errado em pintar algo no corpo, se isso vai desaparecer em alguns dias ou semanas. É o fato da irreversibilidade o que faz com que o senso comum se pergunte se é algo adequado”, explicou.
O sacerdote espanhol destacou que “não importa o quão artística ou bela possa parecer uma tatuagem, a pele com qualquer cor e tom dado por Deus aos seus filhos será sempre muito mais bonita”.
“É curioso que entre as pessoas muito cristãs – de todas as confissões – quase não façam tatuagens, pois a consciência avisa que isso não é adequado”.
Em seguida, Pe. Fortea acrescentou que, embora “seja verdade que alguns povos tinham o hábito de fazer tatuagens como uma forma de mostrar o seu grupo étnico ou religioso”, com o passar do tempo esses hábitos “foram abandonados”.
“Porque a razão indica que o corpo, jovem ou velho, possui uma beleza maior ou menor em si mesmo. Enquanto a ação irreversível do ser humano costuma ser um adiantamento que não melhora a simples beleza do próprio corpo”.
“Se alguém me pergunta se minha opinião sobre tatuagens muda se forem rostos de Jesus, da Virgem Maria, crucifixos ou coisas semelhantes, a resposta é ‘não’. Em uma casa eu posso fazer as alterações que quiser, porque é um trabalho humano. A mesma coisa acontece com um vestido: nele eu posso fazer os ajustes que considere adequado. Mas o corpo humano é algo divino. Toda intervenção irreversível no corpo deve ser realmente conveniente e razoável”, acrescentou.
O sacerdote lamentou: “Vejo algumas pessoas que se tatuam figuras de uma vulgaridade impressionante. Vejo pessoas que pagam para desenhar no seu corpo coisas muito feias e com um desenho que não tem nenhuma beleza”.
Ainda assim, assinalou, “mesmo que uma tatuagem seja muito estética, devemos recordar que é como se escolhesse uma peça de roupa para mim com a obrigação de usar sempre essa roupa, até o último dia da minha vida”.
“A correta razão indica que não é uma boa decisão”, concluiu.

acidigital

As drogas são o poder do demônio, alerta Bispo



Roma, 16 Ago. 17 / 04:00 pm (ACI).- O Secretário da Comissão do Episcopado Italiana para a família, os jovens e a vida, Dom Nicoló Anselmi, incentivou os produtores e comerciantes de drogas a converter-se e livrar-se deste poder do demônio que continua destruindo a vida de muitos jovens.
Dom Anselmi, também Bispo Auxiliar de Gênova (Itália), fez este apelo ao refletir sobre a morte de Adele De Vincenzi, o adolescente de 16 anos que faleceu após de usar ecstasy na sexta-feira, 28 julho; e Sabine Mantuano, de 17 anos, que também morreu em maio depois de consumir um coquetel com álcool e droga.
“Todos nós sabemos que a droga é um terrível flagelo, mas talvez nos sentimos impotentes. Hoje à noite rezarei por Adele, por Sabine (...) por todos os adolescentes, pelos pais que sofrem e estão assustados”, expressou o Prelado.
Em um artigo publicado pela agência de notícias italiana SIR, Dom Anselmi denunciou que se fala pouco sobre as drogas, apesar de ela ser vista “diariamente, no comércio de rua e nos rostos arruinados de muitos jovens”.
“Quando leio que Adele, de 16 anos, morreu na minha cidade, caindo na armadilha sem volta das drogas ‘inteligentes’, fico com um nó na garganta e no coração, tenho muita vontade de gritar”, expressou.
O Prelado compartilhou que “muitos contemporâneos morreram pelas drogas e celebrei o funeral de alguns, outros amigos queridos estão na cadeia”.
O Bispo Auxiliar de Gênova recordou que os adolescentes como Adele e seus amigos “são um grande dom para a humanidade; têm a força, o entusiasmo, a inteligência e a energia para tornar muitas pessoas felizes”.
“Quanto amor poderiam distribuir os adolescentes e os jovens!”, expressou.
Por isso, reiterou as suas orações pelos adolescentes e pelos seus pais, mas especialmente “também rezarei por aqueles que produzem, vendem e distribuem a droga: convertam-se e libertem-se do poder do demônio”.

ACIDIGITAL

Padre Zezinho se pronuncia sobre Pastor Agenor Duque que zombou de Nossa Senhora


Em resposta Pastor Agenor Duque, Padre Zezinho, scj, usou sua página no Facebook para responder à polêmica com a imagem de Nossa Senhora. Leia seu pronunciamento na íntegra:
Ecumenismo é o respeito que um crente em Deus tem pelos outros crentes, mesmo que não orem nem creiam do mesmo jeito. Basta-lhes saber que o outro ama o mesmo Deus e que Deus também ama os outros crentes. Neste sentido são irmãos de fé. E, espero, irmãos na caridade que Jesus nos ensinou a viver.
Tenho 76 anos e, pela sua atuação na TV, o pastor Agenor Duque está a menos tempo pregando a fé cristã! Também não conheço seus escritos e sua formação em filosofia, sociologia ou teologia. Realmente não sei qual é a sua vertente cristã!
Mas recentemente ele nos brindou com uma agressão totalmente desnecessária ao ridicularizar uma de nossas imagens de Maria. Temos muitas imagens dela através do mundo mostrando que a mãe de Jesus é mãe para negros, índios, europeus, esquimós, árabes, escravos e libertos, porque a vemos vestindo a dores, as vestes e as cruzes de quem sofre.
O pastor Duque também se veste de mendigo e supostamente quer dizer alguma coisa com aquelas vestes de quem sofre e não visa riqueza nem lucro!
Mas recentemente ele COMPAROU A IMAGEM DE NOSSA SENHORA APARECIDA COM UMA GARRAFA DE COCA-COLA, simbolicamente deixou cair a garrafa dizendo que aquela garrafa não ora, nem ouve, nem pode ajudar a sua plateia-assembleia! É claro que estava ridicularizando nossas imagens e símbolos e também nossa Bíblia, porque a nossa Bíblia e as Bíblias que imagina que ele usa também não falam porque são feitas de papel.
Quis dizer que é mais fiel a Jesus do que nós católicos porque ele não pede oração à mãe de Jesus nem acredita na intercessão dos santos do céu, embora ele mesmo na TV intercede por seus fiéis como santo pastor da terra que ele afirma ser! Quem ora pelo seus fiéis está intercedendo. Maria faz a mesma coisa no céu onde o Filho a levou. Ou será que o pastor acha que Jesus ainda não levou sua mãe para o céu???
****
1-Esse tipo de pregação ridicularizando Maria raramente dá certo. Até mesmo entre seus ouvintes e fiéis haverá crentes chocados com o desrespeito do pregador pela mãe de Jesus que entre católicos é representada em mais de 300 imagens através do mundo. Mas é a mesma mãe vestida de outras vestes, como o pastor Duque faz com seu terno, ou com sua túnica de saco!
2- Se um advogado católico quiser processa-lo por desprezo à religião e aos símbolos da outra igreja ele terá enorme dificuldade em provar que não agrediu a nossa fé.
3- Uma coisa é repercutir um vídeo de outra igreja e mostrar o que eles estão pregando; e outra coisa é vilipendiar um culto de outra igreja. Num caso é informação reproduzida da internet e outra é fazer uma pregação induzindo os fiéis da sua Igreja a agredirem a outra!
O pastor Agenor Duque, que se veste de mendigo humilde, nos ofendeu e chamou-nos de ignorantes porque ousamos representar Maria negra em veste azul.
Acho que ele não lembrou que ele também é uma imagem exótica, quando ele mesmo entra naquele palco vestido de mendigo para anunciar sua igreja!

Pastora evangélica se converte ao catolicismo por intercessão de Maria



Vídeo imperdível: 40 anos de protestante, 12 de pastora. Testemunho de uma conversão pela intercessão de Maria.
Assista o vídeo onde ela dá seu testemunho e conta com detalhes como tudo aconteceu.


Fonte: ComShalom

Padre responde Pastor Agenor Duque que zombou de Nossa Senhora Aparecida


 

 

Padre Gabriel Vila Verde responde Pastor Agenor Duque que zombou de Nossa Senhora Aparecida


Está circulando nas redes sociais e no Youtube um vídeo onde um pastor de uma Igreja evangélica, em um desvaneio sem base bíblica, insultando a constituição brasileira, o Estado Laico e em uma clara cruzada com os católicos , compara a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, com uma garrafa de Cola-Cola, e pior, deixando claro nas entrelinhas, seu racismo ao comparar líquido negro do produto.
Não bastasse a comparação absurda, exalta seus seguidores a destruírem a imagem de Nossa Senhora que possa existe em sua casa, uma demonstração clara de intolerância religiosa com a fé alheia.
O vídeo foi postado na página mariana Nossa Senhora cuida de mim, e logo recebeu centenas de comentários de fieis revoltados com a atitude do Pastor Agenor Duque da Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus.

Assista ao vídeo do Pastor:

Em resposta ao vídeo o Padre Gabriel Vila Verde usou seu perfil na rede social Facebook para responder ao Pastor Agenor Duque:
“Um picareta, que alguns ainda teimam em chamar de “pastor”, comparou Nossa Senhora Aparecida a uma garrafa de coca-cola. Seu nome é Agenor Duque, um dos maiores palhaços que o mundo gospel já conheceu.
Anda vestido de mendigo, mas guarda uma Ferrari na garagem, adquirida com o dinheiro dos tolos que o seguem.
Na verdade, ele quer ter IBOPE. Os servos de Satanás sempre irão fazer isso, faz parte do teatro deles. Em nome do “deus dinheiro”, são capazes de fazer qualquer coisa, inclusive fingir que está ressuscitando uma defunta, como se vê nos vídeos do youtube.
Porém, tenha certeza de uma coisa. Agenor Duque foi vomitado pelo inferno há pouco tempo. Mais cedo ou mais tarde, o seu circo irá acabar, como tantos outros já acabaram.
Lembra do pastor da Universal que chutou a imagem? Quem fala dele em nossos dias? Onde está sua fama? Foi parar no brejo.
E Nossa Senhora??? Ah… essa daí já tem 2000 anos que nunca sai do auge. Nos quatro cantos do mundo, ela está em segundo lugar nas paradas do sucesso. Só perde para Jesus Cristo, Seu Filho Bendito. Então, bola pra frente…”

Depois de protestarem contra católicos,evangélicos protestam contra muçulmanos no Rio






Depois de PROTESTAREM CONTRA CONSTRUÇÃO DE UMA IGREJA CATÓLICA Novamente evangélicos sairam as ruas  Munidos com cartazes dizendo que o Alcorão é "guia de estupro e assassinato", manifestantes evangélicos protestaram contra muçulmanos e o Islã no sábado  na praia do Arpoador no Rio de Janeiro.
Vestidos de preto, os evangélicos de uma igreja do bairro de Santo Cristo percorreram a orla de Ipanema para repudiar a prática do islamismo. Em coro, o grupo de manifestantes entoava que muçulmanos são "assassinos", "pedófilos" e "terroristas".

No mesmo dia, cariocas apoiaram o vendedor de esfiha Mohamed Ali. O refugiado sírio foi hostilizado na sexta-feira (4) por outros ambulantes que agrediram verbalmente e atacaram o carrinho de esfihas de Mohamed.
No novo texto da lei de imigração no Brasil, como informa a EBC, está a garantia ao imigrante da condição de igualdade com os nacionais, a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade e o acesso aos serviços públicos de saúde e educação, bem como registro da documentação que permite ingresso no mercado de trabalho e direito à previdência social.

HOMEM ARMADO INVADE IGREJA CATÓLICA E CAUSA PÂNICO EM PONTA PORÃ




Individuo armado com arma de brinquedo invade igreja catolica em Ponta Porã e causa pânico em fiéis durante evento de comemoração dos 300 anos de aparição de Nossa Senhora de Aparecida no Brasil.
O mesmo foi identificado como, Jose Ronaldo da Silva, que na noite de sexta feira (11) por volta das 21:45hs durante as solenidades de comemoração dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida realizado na Igreja Matriz São Jose na cidade de Ponta Porã, onde se encontravam reunidos uma grande multidão de fiéis para assistir uma Missa celebrada pelo Bispo da equipe do Padre Paulo, quando o elemento adentrou a Paróquia, sacou um simulacro de pistola de cor prata e apontou para os fiéis , inclusive para o Bispo que presidia a Santa Missa, vindo a consumar o crime de ameaça a mão armada contra todos os cidadãos que ali estavam reunidos.
A situação causou pânico e tumulto entre os fiéis, já que algumas chegaram a se jogaram no chão clamando por socorro, porque até então, pensava-se que a arma era real.
A guarnição da GCM (Guarda Civil Municipal), que se encontravam realizando a segurança do evento ao constatar o fato agiram rapidamente, fazendo o uso progressivo da força e obtiveram êxito em desarmar e imobilizar o indivíduo, que recebeu voz de prisão, foi conduzido para ao DP da Policia Civil para os procedimentos cabíveis.
Segundo informações, o mesmo se encontra em tratamento por sofrer disturbios mentais e que não oferece perigo a população.
A ação do individuo deixou em total evidencia a falta de segurança que atualmente os moradores de Ponta Porã tem de viver a cada dia em uma cidade, onde nem na igreja pode se estar em segurança.


FONTE: http://poranews.com/?p=20234

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

VIDEO:Pastor milionario que se veste de mendingo faz escárnio com Nossa Senhora Aparecida na tv







Se o Pa$tor, que se veste de Mendigo e anda de Ferrari; não esta fazendo ESCÁRNIO a Imagem de Nossa Senhora Aparecida, eu sinceramente não sei; o que um VAGABUNDO deste esta fazendo.



Art. 208 - Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:
Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa.


video
VEJAM COM SEUS PRÓPRIOS OLHOS

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Corpo incorrupto de Santa Bernadette: o que os médicos forenses viram nas exumações


A incorruptibilidade do corpo de Santa Bernadette Soubirous é um dos casos mais assombrosos e estudados pela medicina

A incorruptibilidade do corpo de Santa Bernadette Soubirous é um dos casos mais assombrosos e estudados pela medicina.
A grande festa de Lourdes se comemora em 11 de fevereiro e a festa de Santa Bernadette em 18 de fevereiro na França, e em 16 de abril alhures.
Desde 3 de agosto de 1925, o corpo intacto da Santa se encontra exposto numa urna de cristal na capela do convento de Saint-Gildard, na cidade de Nevers, França. A cidade fica na Borgonha, a 260 km ao sul-suleste de Paris.
Clique para ver onde fica Nevers
Assim informa uma inscrição ao lado do corpo da Santa na mesma capela:
“O corpo de Santa Bernadette repousa nesta capela desde 3 de agosto de 1925.
Ele está intacto e “como se estivesse petrificado” segundo foi reconhecido pelos médicos juramentados e pelas autoridades civis e religiosas por ocasião das exumações de 1909, 1919 e 1925.
O rosto e as mãos, que escureceram no contato com o ar, foram recobertos com ligeiras camadas de cera, moldadas segundo os modelos recolhidos diretamente.
A posição inclinada para o lado esquerdo foi assumida pelo corpo no túmulo.”
Vejamos, entretanto, o que disseram os médicos responsáveis pelas perícias praticadas sobre o corpo da Santa nas diversas ocasiões mencionadas na inscrição.
Primeira exumação
Em 22 de setembro de 1909, trinta anos após o velório, seu cadáver foi exumado pela primeira vez e o corpo encontrado intacto.
Os Drs. Ch. David e A. Jordan, que conduziram esta primeira exumação, escreveram no relatório da perícia:
“O caixão foi aberto na presença do Bispo e do Prefeito de Nevers, seus principais representantes e diversos religiosos.
“Não notamos nenhum odor.
“O corpo estava vestido com o Hábito da Ordem a que pertencia Bernadette. O Hábito estava úmido.
“Apenas a face, mãos e antebraços estavam descobertos.
“A cabeça estava inclinada para a esquerda. A face estava lânguida e branca. A pele estava apegada aos músculos e estes apegados aos ossos.
Santa Bernadette, foto (detalhe acima e conjunto) tirada entre após a última exumação (18 de abril 1925) e antes de ser guardada na urna atual (18 de julho 1925)
Santa Bernadette, foto (detalhe acima e conjunto) 
tirada entre após a última exumação (18 de abril 1925) 
e antes de ser guardada na urna atual (18 de julho 1925).
A santa faleceu em 16 de abril de 1879, 46 anos antes da foto.
“As cavidades oculares estavam cobertas pelas pálpebras […]
“Nariz dilatado e enrugado. Boca levemente aberta e se podia ver os dentes no lugar.
“As mãos, cruzadas sobre o peito, estavam perfeitamente preservadas, bem como suas unhas. As mãos seguravam um terço. Podia se observar as veias no antebraço.
“Os pés estavam enrugados e as unhas intactas.
“Quando o Hábito foi removido e o véu levantado de sua cabeça, pode se observar um corpo rígido, pele esticada […]
“Seu cabelo estava com um corte curto e bem preso à cabeça. As orelhas estavam em perfeito estado de conservação […]
“O abdome estava esticado, assim como o resto do corpo. Ao ser tocado, tinha um som como de papelão.
“O joelho direito estava mais largo que o esquerdo.
“As costelas e músculos se observavam sob a pele […]
“O corpo estava tão rígido que podia ser virado para um lado e para o outro […]
“Em testemunho de que temos corretamente escrito esta presente declaração, a qual representa a verdade em sua totalidade.
Nevers, 22 de setembro de 1909, Drs. Ch. David, A. Jourdan.” Fonte: Wikipedia, em português — Font: Catholic Pilgrims, em inglês
Segunda exumação
Em 1919, dez anos depois da primeira exumação, realizou-se uma segunda exumação do corpo de Santa Bernadette, conduzida desta vez pelos Doutores Talon e Comte, com a presença do Bispo da cidade de Nevers, bem como do Delegado de Polícia e representantes da Prefeitura e da Igreja.
Santa Bernadette em seu velório, abril 1879, Nevers
Santa Bernadette em seu velório, abril 1879, Nevers
A situação encontrada foi exatamente a mesma da primeira exumação.
Eis alguns excertos do relatório final do Dr. Comte, sobre esta segunda perícia:
“Deste exame, concluo que permanece intacto o corpo da Venerável Bernadette, esqueleto completo, músculos atrofiados, mas bem preservados; apenas a pele, que estava enrugada, pelos efeitos da umidade do caixão.[…]
“O corpo não estava em putrefação nem decomposição, o que seria esperado como normal, após quarenta anos de seu sepultamento.
“Nevers, 3 de abril de 1919, Dr. Comte” Fonte: Wikipedia, em português. — Font: Catholic Pilgrims, em inglês

Terceira exumação
Por fim, a 18 de novembro de 1923, Sua Santidade o Papa Pio XI assinou decreto reconhecendo a heroicidade das virtudes de Bernadette.
Após a beatificação da Santa, foi efetivada uma terceira exumação em 12 de Junho de 1925. O objetivo era a retirada de “relíquias” de seu corpo. A canonização viria oito anos mais tarde, em 1933.
Sobre esta última exumação, escreveu o Dr. Comte em seu relatório, em termos forenses que por vezes espantam aos leigos, mas que nos permitem medir com exatidão o grau da incorruptibilidade do corpo da vidente de Lourdes:
Santa Bernadette morreu sentada nesta poltrona, museu de St-Gildard, Nevers
Santa Bernadette morreu sentada nesta poltrona,
museu de St-Gildard, Nevers
“Eu queria abrir o lado esquerdo do tórax para retirar algumas costelas e então remover o coração, o qual eu tinha certeza que estaria intacto.
“Porém, como o tronco estava levemente apoiado no braço esquerdo, haveria dificuldade em ter acesso ao coração.
“Como a Madre Superiora expressou o desejo de que o coração de Santa Bernadette não fosse retirado, bem como também este era o desejo do Bispo, mudei de ideia de abrir o lado esquerdo do tórax e apenas retirei duas costelas do lado direito, que estavam mais acessíveis.
“O que mais me impressionou durante esta exumação foi o perfeito estado de conservação do esqueleto, tecidos fibrosos, musculatura flexível e firme, ligamentos e pele após quarenta e seis anos de sua morte.
“Após tanto tempo, qualquer organismo morto tenderia a desintegra-se, a se decompor e adquirir uma consistência calcária.
“Contudo, ao cortar, eu percebi uma consistência quase normal e macia.
“Naquele momento, eu fiz esta observação a todos os presentes de que eu não via aquilo como um fenômeno natural.” Fonte: Wikipedia, em português — Font: Catholic Pilgrims em inglês
Naquela época foi confeccionada a urna de cristal que guarda o corpo de Santa Bernadette.
As freiras cobriram seu rosto e as mãos com uma camada fina de cera.
Urna com o corpo de Santa Bernadette em Nevers
Urna com o corpo de Santa Bernadette em Nevers
A urna se encontra hoje numa bela capela fora da clausura para que possa ser visitada.
O corpo milagrosamente preservado de Santa Bernadette encoraja os visitantes a imitarem a vida de Santa Bernadette e levarem a sério as mensagens transmitidas pela vidente da Imaculada Conceição.
Vídeo: Corpo incorrupto de Santa Bernadette
Fontes: em inglês: http://www.catholicpilgrims.com/lourdes/bb_bernadette_body.htm 
em português: http://pt. wikipedia.org/wiki/Bernadette_Soubirous

(via Ciência confirma Igreja)

Políticos pró-aborto não podem receber um funeral católico público, assinala Cardeal



 O Prefeito emérito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Jorge Medina Estévez, explicou que os legisladores que se dizem cristãos mas apoiam o aborto não podem receber “um funeral público de acordo com os ritos litúrgicos da Igreja Católica”.
O projeto de descriminalização do aborto no Chile foi aprovado tanto pela Câmara dos Deputados como pela dos Senadores, a fim de que esta prática seja realizada em três situações: na “inviabilidade fetal”, no risco de vida da mãe e em caso de estupro.
Depois de um apelo realizado há poucos dias, o projeto foi enviado ao Tribunal Constitucional (TC).
A respeito desse tema e sobre o apoio dos políticos ao aborto, o Cardeal Medina enviou uma carta ao jornal chileno ‘El Mercurio’ intitulada “Coerência?”, na qual critica as ações da democrata-cristã e pré-candidata presidencial do Chile, Carolina Goic, que votou a favor do projeto de aborto, apesar de pertencer aos democratas-cristãos.
Essas pessoas “se dizem católicas, mas cometeram um pecado grave publicamente, não estão em condições de poder receber os sacramentos da Igreja, a menos que eles se arrependessem e manifestassem também publicamente o seu arrependimento, como diz o cânon 915 do Código de Direito Canônico”, explicou o Cardeal chileno.
“Se, denominando-se cristãs ou católicas, morrem sem ter dado sinais claros de arrependimento, condição necessária e indispensável para sua salvação eterna, não é coerente que solicitem para seus restos mortais, nem lhes concedam, um funeral público de acordo com os ritos litúrgicos da Igreja Católica”.
O Cardeal Medina, que em 2005 anunciou ao mundo a eleição de Bento XVI como sucessor de São Pedro, disse que não se trata da “minha opinião”, mas assim estipula o Código de Direito Canônico nos cânones 1184 e 1185.
O Cânon 1184, § 1, assinala que “devem ser privados das exéquias eclesiásticas, a não ser que antes da morte tenham dado algum sinal de penitência:
1º os apóstatas, hereges e cismáticos notórios;
2º os que tiverem escolhido a cremação de seu corpo por motivos contrários à fé cristã;
3º outros pecadores manifestos, aos quais não se possam conceder exéquias eclesiásticas
sem escândalo público dos fiéis.
O Cânon 1185 indica que “a quem se negaram exéquias eclesiásticas, deve-se negar também qualquer missa exequial”.
Em sua carta, o Cardeal Medina acrescentou que, neste caso, deve-se aplicar a “lógica da coerência”, pois “os funerais da liturgia católica não são eventos folclóricos, nem simplesmente sinais de convenções sociais ou de respeitáveis sentimentos pessoais”.
Na verdade, são “expressões da fé cristã traduzidas em vivência concreta e na comunhão eclesial visível com a Igreja e com seus verdadeiros pastores”.
As palavras do Cardeal Medina provocaram críticas do sacerdote jesuíta Felipe Berríos – que defende diversas posições contrárias à doutrina católica –, o qual disse que esta carta está cheia de “agressividade”.
“É a típica pastoral do terror, que o Cardeal Medina sempre exerceu. É uma carta que não vê a alma das pessoas nas situações e não podemos deixá-la passar”, disse Berrios em uma entrevista concedida à radio Cooperativa.
O jesuíta sublinhou que “se eu levar ao pé da letra a carta de Dom Medina, está obrigando os congressistas a pecar, porque não os está ajudando a votar conscientemente, mas faz com que votem como ele quer que votem (...) se afasta do pensamento da mesma Igreja”.
Berríos fez um apelo aos candidatos presidenciais a “terem liberdade, que usem a sua consciência”.
Por sua parte, Carolina Goic se defendeu argumentando que “eu me sinto muito mais próxima da igreja do Pe. Berríos, dessa igreja que está com os pobres, que está próxima, junto aos mais humildes, a igreja da compaixão e não a Igreja castigadora”.
“Eu sou contra o aborto, mas aprovei as três situações (inviabilidade fetal, risco de vida da mãe e estupro) justamente pela compaixão, por compreender e colocar-se no lado das mulheres, em vez de castigá-la com penas de prisão”, disse a candidata presidencial.
Em resposta, o Cardeal Medina disse em uma entrevista ao jornal ‘La Tercera’ que “tentar salvar vidas não pode ser uma liturgia do terror”.
“Isso é caridade e misericórdia. Esta lei, que é uma legalização, não uma descriminalização, e que todos os chilenos vamos pagar com os nossos impostos nos hospitais, é um ato de terror”, respondeu.
“Confirmam o que eu penso, em relação ao tema de que um católico deve defender a vida e ser contra o aborto. Acho que há católicos que têm a mesma posição que eu e também há pessoas que se dizem católicas e acreditam que é possível ser católico e estar contra a palavra da igreja”, sublinhou o Cardeal Medina.


ACIDIGITAL

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Padre católicos estarão sujeitos a ações criminais se não denunciarem abusos sexuais divulgados durante a confissão



Os clérigos católicos devem enfrentar acusações criminais se não denunciarem abusos sexuais divulgados durante a confissão, recomendou um inquérito australiano.
É uma das 85 propostas a surgir de um inquérito histórico sobre o abuso institucional na nação.
O inquérito tinha ouvido histórias angustiantes de abuso, que nunca foram transmitidos às autoridades relevantes.
A Igreja indicou que vai se opor a alterar as regras em torno da confissão.
A Comissão Real em Respostas Institucionais ao Abuso Sexual Infantil, que começou em 2013, foi contatada por milhares de vítimas de organizações religiosas e não religiosas.
Na segunda-feira, propôs amplas mudanças no sistema de justiça criminal da Austrália. As recomendações serão agora apresentadas aos legisladores.

Alterações propostas

O relatório recomendou que pessoas em instituições que "conheçam, suspeitassem ou suspeitassem" de uma criança estavam sendo abusadas devem enfrentar acusações criminais.
A questão dos relatórios obrigatórios foi um dos aspectos mais discutidos do inquérito.
Em alguns casos, os abusadores fizeram admissões durante a confissão da Igreja sabendo que não seriam transmitidos à polícia.
"Nós ouvimos provas de que os perpetradores que confessaram ter abusado sexualmente das crianças foram reelegir e buscar perdão novamente", disse o relatório.

"Concluímos que a importância de proteger as crianças do abuso sexual infantil significa que não deve haver isenção da falta de denúncia do clero em relação à informação divulgada em conexão com uma confissão religiosa".
No entanto, o arcebispo de Melbourne, Denis Hart, disse que as regras existentes em torno da confissão devem permanecer.
"A confissão na Igreja Católica é um encontro espiritual com Deus através do sacerdote", disse ele em uma declaração ao líder católico .
"É uma parte fundamental da liberdade de religião, e é reconhecido na lei da Austrália e em muitos outros países.
"Fora de tudo isso, todas as ofensas contra crianças devem ser comunicadas às autoridades e estamos absolutamente empenhados em fazê-lo".
Outras recomendações do inquérito incluíram:
  • Criando leis nacionais para impedir que os perpetradores se movam entre as instituições
  • Encontrando métodos para tornar testemunho menos traumático para as vítimas
  • Removendo uma consideração de "bom caráter" na sentença e aplicando sanções mais severas para os reincidentes
  • Expandindo as leis de preparação para incluir a preparação de parentes ou cuidadores da vítima



  • O sacramento da confissão tem o sigilo inviolável 

    Dentre os sacramentos da Igreja, dois recebem o título de sacramentos de cura. São eles: sacramento da penitência e unção dos enfermos. Sobre o sacramento da penitência, o conhecemos por diferentes nomes, e cada um tem o seu significado próprio:
    O sigilo do sacramento da confissão
    Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
    1. Sacramento da conversão: realiza sacramentalmente o convite de Jesus à conversão.
    2. Sacramento da penitência: consagra um esforço pessoal e eclesial de conversão, de arrependimento e satisfação do cristão pecador.
    3. Sacramento de confissão: a confissão dos pecados diante do presbítero é elemento essencial desse sacramento.
    4. Sacramento da reconciliação: concede ao pecador o amor de Deus que reconcilia. O penitente faz a experiência do amor misericordioso do Pai.
    Quando falamos em confissão, muitos fiéis carregam no coração o medo; não raro, há aqueles que se perguntam: “O padre não contará meus pecados para outras pessoas?”. Sobre essa questão, os documentos da Igreja afirmam o caráter inviolável do segredo da confissão. O presbítero que acolhe o penitente, ouve seus pecados e lhe administra a absolvição está sob o sigilo sacramental, isso significa que aqueles pecados ouvidos não serão revelados em hipótese alguma.
    Sobre o sigilo sacramental, os documentos da Igreja afirmam:
    “O sigilo sacramental é inviolável, por isso, é absolutamente ilícito ao confessor, de alguma forma, trair o penitente por palavras ou de qualquer outro modo e por qualquer que seja a causa.
    Tem a obrigação de guardar segredo também o intérprete, se houver, e todos aqueles a quem, por qualquer motivo, tenha chegado o conhecimento de pecados por meio da confissão” (Código de Direito Canônico, 893).
    “Dada a delicadeza e a grandeza deste ministério e o respeito devido às pessoas, a Igreja declara que todo sacerdote que ouve confissões está obrigado a guardar segredo absoluto sobre os pecados que os seus penitentes lhe confessaram, sob penas severíssimas. Tão pouco pode servir-se dos conhecimentos que a confissão lhe proporciona sobre a vida dos penitentes. Esse segredo, que não admite exceções, é chamado ‘sigilo sacramental’, porque aquilo que o penitente manifestou ao sacerdote fica ‘selado’ pelo sacramento” (Catecismo da Igreja Católica, 1476).
    O termo “sigilo” vem do latim sigillum, selo, lacre. Uma vez ouvida a confissão dos pecados, o presbítero sela com seu silêncio aquilo que foi ouvido. Não poderá jamais revelar para outrem o segredo dos pecados apontados pelo penitente. Esse sigilo sacramental é extremamente sério, que o Código de Direito Canônico assim expressa no Cânon 1388: “O confessor que viola diretamente o sigilo sacramental incorre em excomunhão latae sententiae reservada à Sé apostólica; quem o faz só indiretamente seja punido conforme a gravidade do delito”.
    Essa violação do sigilo sacramental é direta quando se revela o pecado ouvido em confissão e a pessoa do penitente, quer indicando o nome, quer ainda manifestando pormenores que qualquer pessoa pode deduzir de quem se trata. É indireta quando não se revela tão claramente a pessoa do penitente, mas o modo de agir ou de falar do confessor é tal que origina o perigo de que alguém a conheça.
FONTES: BBC E CANÇÃO NOVA

GANÂNCIA: Pastor que anda de Porsche e voa de jatinho,pede à plateia que raspe a carteira e que doe até o décimo terceiro salário

Agenor Duque: Do pano de saco ao Porsche e jatinho

“E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.” Mateus 24:11




Numa incansável cruzada por arrecadação, o autointitulado apóstolo Agenor Duque, da Igreja Plenitude do Trono de Deus, pede à plateia que raspe a carteira e que doe até o décimo terceiro salário. Já anda de Porsche e voa de jatinho.

Do alto do púlpito, diante de cerca de 7 mil fiéis com as cabeças cobertas por um pequeno pano avermelhado, um homem vestindo uma roupa que imita estopa aponta o dedo para um rapaz da plateia: “Você é homossexual?”, diz ao microfone. Ao ouvir uma resposta afirmativa, continua: “E você quer sair do homossexualismo?”. O interlocutor diz que sim, e é convidado a subir no altar. Enquanto uma canção entorpecente embala a cena, o líder espiritual cerra os dois punhos, ergue os braços e grita: “No milaaaagre de Manassés, Deus apaga da memória agora todo o passado de sofrimento. No milaaaagre de Manassés, Deus faz a pessoa esquecer que um dia foi homossexual”. Volta a se dirigir ao rapaz.

– Seu nome?
– Junior.
– Você tinha alguma vida errada no passado?
– Não.
– Pensei que você era gay... Pensei que você morava com um homem...
– Não, Deus me livre.

Como que num passe de mágica, Junior diz que nunca gostou de homens. Na semana seguinte, volta ao mesmo altar para contar o desfecho de sua história. Diz que seu namorado, ao saber da conversão, caiu no choro. A mãe, surpresa com o esquecimento súbito, cogitou levar o filho a um hospital. Entre gritos entusiasmados de “aleluia” e “eu creio”, o público se levanta e aplaude a transformação.
O homem das vestes de saco – um figurino para demonstrar humildade diante de Jesus Cristo – é o autoproclamado apóstolo Agenor Duque, um paulistano de 37 anos, filho de pais separados, crescido numa família pobre da Zona Leste de São Paulo, ex-viciado em drogas. No concorrido mercado das igrejas neopentecostais, Duque é o pastor emergente do momento. Com uma forte vocação teatral e adepto da prática de prometer o impossível, Duque abocanha cada vez mais fiéis e começa a incomodar as igrejas concorrentes. Além das usuais curas de doenças e vícios, Duque promete apagar o passado da mente dos fiéis.
Não hesita em abusar de condutas preconceituosas, como propagar o “milagre” de fazer um homem esquecer a homossexualidade ou enfrentar num duelo um suposto adepto do candomblé. Prova de sua destreza para lotar igrejas e influenciar opiniões, o deputado e pastorMarco Feliciano não sai do altar da Plenitude. Na campanha eleitoral do ano passado, o tucano Geraldo Alckmin, reeleito governador de São Paulo, ajoelhou-se no púlpito de Duque.
Num roteiro já conhecido entre os pastores das neopentecostais, Duque começou na Igreja Universal do Reino de Deus e migrou para a Mundial – até que teve uma “visão espiritual” e decidiu criar seu próprio templo. Em setembro de 2006, abria a porta da Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus. Com R$ 25 mil da venda de um Astra, Duque comprou algumas poucas horas nas madrugadas de rádios e alugou um galpão na Avenida Celso Garcia – que, pela facilidade de acesso e circulação intensa, concentra boa parte das igrejas neopentecostais. Há dois anos, Duque tinha cinco modestas igrejas em São Paulo.
Hoje, são pelo menos 20, espalhadas por São Paulo, Amazonas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal – sem contar as dezenas de núcleos, galpões abertos pelo interior que, ainda sem documentação, não são considerados templos. No ano passado, a Plenitude firmou uma espécie de joint venture evangélica com a igreja de André Salles, o líder evangélico responsável pela conversão da ex-senadora Marina Silva, para aportar em Brasília. Em dois anos, a Plenitude saltou de quatro para 18 horas no canal de televisão RBI. Só entre outubro e novembro, passou de quatro para mais de nove na Rede Brasil TV.

>> “Deus me revelou que Marina será a próxima presidente”, afirma o pastor que converteu a candidata
O traje de saco nos cultos é uma espécie de abadá para uma encenação de pobreza. Há tempos Duque deixou a dureza para trás. Como os adeptos do funk ostentação, fora do palco ele se enfeita com cordões, anéis e relógios dourados, bonés e tênis de marcas como Nike e Hugo Boss e adora exibir-se no Instagram. Dirige um Porsche e um BMW. Já se exibiu em um vídeo com uma Ferrari – após críticas de internautas, recuou e disse que o carro era de um “amigo”, o pastor Arthur Willian Van Helfteren, da Igreja Universal do Reino de Deus.
Sempre que viaja, Duque evita apertar o corpanzil nas poltronas da aviação comercial; prefere o conforto de um bimotor Cessna Citation. De acordo com os registros da Agência Nacional de Aviação Civil, a aeronave pertence à Cimeeli Comércio e Indústria, uma empresa sem rastro. O telefone atribuído à Cimeeli é residencial e seus sócios não foram localizados.
Em um universo em que não faltam exageros, os cultos de Duque são espetáculos ainda mais histriônicos. Ele atua em parceria com a mulher, a autointitulada bispa Ingrid Duque, e mais recentemente com o filho adotivo, o pastor Allan. Em suas performances, Agenor Duque intercala suas falas com expressões incompreensíveis que diz virem da língua do Espírito Santo – “Traz o óleo, quibalamacia balabaliã”, diz, em meio ao culto, enquanto checa mensagens no telefone. Suas orações quase sempre terminam com um “hallelujah”, num esforçado sotaque americano.
>> A força dos evangélicos
“A religiosidade brasileira sempre foi muito sincrética. O brasileiro valoriza tudo o que o ajuda a se relacionar diretamente com o sagrado”, afirma Rodrigo Franklin de Sousa, professor de pós-graduação em ciências da religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie. “O teatro cai como uma luva.” Os cultos da Plenitude reúnem dramas humanos de todos os tipos. Há mulheres traídas pelo marido, fiéis com pendências com a Justiça, mães desesperadas para tirar o filho da prisão, pais de família desempregados, viciados que tentam resgatar a dignidade.
Converter os dramas em espetáculo e gerar lucro requer organização. Nos cultos de domingo, mais lotados, a igreja é dividida em quadras imaginárias, cada qual vigiada por um pelotão de obreiros. Numa cerimônia, um homem se exaltou e foi contido por seguranças. Curiosa, parte da plateia foi repreendida pelos obreiros: “Deus está no altar lá na frente. Parem de olhar para o lado”.
culto do Bispo Agenor Duque da igreja evangelica  Plenitude do Trono de Deus (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
Em um dos episódios mais plásticos, no ano passado, Duque estava no altar quando um dos obreiros avisou sobre um homem que, sem abrir a boca, se apresentava como pai de santo e o desafiava. Rodando uma jaqueta ao redor do corpo, o homem subiu ao palco e foi ao encontro de Duque. Como se estivesse num MMA espiritual, Duque encostou a cabeça no adversário, deu dois gritos e – shazam! – o sujeito desmilinguiu-se. A plateia foi ao delírio. “O público gosta”, diz Paulo Romeiro, doutor em ciências da religião. “A igreja neopentecostal brasileira é cega, infantilizada, cheia de picaretas e cambalacheiros.”
Tanto cultos quanto programas no rádio e na TV da Plenitude têm um roteiro simples, que converge para a arrecadação. A pregação da Bíblia é quase inexistente. Invariavelmente, o pastor apresenta um “milagre” e, na sequência, pede dinheiro ostensivamente. Numa tarde de terça-feira, em outubro, uma pastora da Plenitude pediu aos fiéis que abrissem suas Bíblias em 1 Reis 17. A passagem conta a história de uma viúva miserável que, diante de uma onda de fome, doou tudo o que tinha – um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite numa botija – a um profeta desconhecido, antes mesmo de alimentar o filho.
Ao final da leitura do capítulo, a pastora gritou ao microfone: “Deus está me dizendo que alguém aqui tem R$ 50 na carteira, é tudo que essa pessoa tem. Se você sentiu que esse chamado é para você, faça como a viúva. Ela deu tudo que tinha, e foi recompensada”. Uma mulher se encaminhou ao altar e retirou a única nota de R$ 50 da carteira. Os pedidos aos demais continuaram num crescente. “Prova para Deus que você acredita. Precisa ser um sacrifício grande, algo que dói! Limpa a carteira! Raspa a carteira! Ou faz como uma mulher no culto desta manhã, que doou o próprio carro.”
A adivinhação no púlpito, diz um ex-obreiro da Plenitude, não passa de uma trapaça. Na chegada à igreja, os fiéis com um pedido especial preenchem uma ficha com sua história – depois colocada no altar. Enquanto lê disfarçadamente o relato, o pastor repete tudo ao microfone como se estivesse tendo uma epifania. Ao reconhecer sua história, o fiel emocionado se dirige ao altar e confirma o milagre. “São verdadeiras empresas da fé”, afirma o teólogo João Flávio Martinez, presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisas. Os pastores que arrecadam mais são recompensados e ascendem. “Eles recebem até bônus”, afirma um ex-obreiro da Plenitude. “Eles dizem que você tem de entrar na mente da pessoa, convencê-la a aceitar o que você diz”, afirma.
Às quintas-feiras, numa reunião fechada de presbíteros, os mais experientes recomendam “agressividade” e “olhar clínico” para identificar potenciais doadores. “Os pastores dessas igrejas são bem preparados, fazem cursos de marketing, de gestão, de oratória. A lógica é unicamente de mercado. Não existe uma base de doutrina”, diz Rodrigo Sousa. Os pastores das maiores agremiações fazem cursos específicos de gestão financeira de igrejas no exterior. A hierarquia é rígida. Como um presidente de empresa, Agenor Duque convive com poucos de seus comandados. Usa até mesmo uma entrada exclusiva na sede. Os insistentes pedidos de entrevista de ÉPOCA – todos negados – percorreram três instâncias antes de chegar a ele.
Em sua incansável cruzada por arrecadação, a Plenitude promove campanhas temáticas com objetivos específicos. Uma do Vale de Elah, traz um boneco recente, gigante que procura reproduzir a figura do rei David, vestido como um guerreiro, com escudo e espada no altar da igreja. Uma loja vende diversos badulaques inspirados longinquamente em temas bíblicos. A gama de produtos inclui a marca própria de roupas e acessórios femininos da bispa Ingrid, na loja Amor Oficial.
Os looks – saias estampadas, calças boca de sino, bolerinhos e vestidos longos com estampas em três dimensões – usados por Ingrid na TV e nas redes sociais são reproduzidos por boa parte das fiéis nos cultos. “Quem usa é escolhida por Deus”, diz Ingrid no Instagram da marca. Como a inflação não respeita nem o sagrado e não está fácil nem para milagreiros, na Amor Oficial também tem liquidação – só muda o nome: a Black Friday, o dia internacional do desconto, chama-se White Friday.
O ritmo de inovação da Plenitude é incessante. Recentemente, Duque passou a pedir o 13º salário dos fiéis – e até o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Para os próximos meses, planeja a construção de um novo templo, para o qual criou uma campanha específica, cuja contribuição começa em R$ 1.000. Em fevereiro, pretende lotar o Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, com capacidade para 13 mil pessoas, e o estádio do Canindé, em São Paulo, que acomoda 21 mil pessoas, com uma atração internacional: o controverso pastor Benny Hinn, que percorre o mundo com seus megacultos milagrosos. “Com a crise financeira, as igrejas neopentecostais estão tendo de se reinventar para entregar resultados”, afirma Rodrigo Sousa. No que depender da criatividade de Duque, a Plenitude pode superar limites.


Banca da unção  (Foto: Época )
Fonte: Época.
 
http://epoca.globo.com/vida/noticia/2015/12/apostolo-emergente-das-igrejas-neopentecostais-promete-apagar-memoria-dos-fieis.html