quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Gritos e choro levam polícia à casa de dois idosos – e o motivo parte o coração


O casal Jole, de 84 anos, e Michele, de 94, chorava em pranto dilacerante, vítimas de... solidão!

Avisados pelos vizinhos, quatro policiais italianos bateram à porta de um apartamento em Roma. Lá dentro, segundo o jornal La Repubblica, eles testemunharam uma cena surpreendente, que os deixou de boca aberta e lhes partiu o coração: um casal de idosos que não conseguia controlar as lágrimas e chorava copiosamente de… solidão!
Os quatro agentes chegaram ao local porque alguns vizinhos tinham denunciado gritos e choro procedentes do domicílio. Ao entrarem, no entanto, os policiais logo perceberam que não estava sendo cometido ali nenhum delito.
Quem chorava, em um pranto dilacerante, eram Jole e seu esposo Michele (pronuncia-se “Iôle” e “Mikéle”), ela com 84 anos, ele com 94, ambos vítimas de uma “incurável solidão”.
Parte dos vizinhos tinha ido embora e a cidade toda estava mais vazia por causa das férias de verão no hemisfério Norte. Entre estas e outras várias razões aparentemente banais, mas acumuladas na alma a ponto de explodir, o casal também chorava de desânimo e preocupação pelas horríveis notícias que viam o tempo todo na televisão.
Ao verem a situação impactante – mas que, no fim das contas, é bem mais comum do que se possa imaginar –, os quatro policiais tiveram uma iniciativa pelo menos tão surpreendente quanto, só que agora em sentido positivo: enquanto um deles se pôs de imediato a preparar um jantar, os outros três se sentaram gentilmente ao lado dos dois anciãos para lhes dar um dos presentes mais belos e inesquecíveis que um idoso espera dos outros seres humanos: conversar com eles.

Um comentário:

  1. A gente vê o tempo se esvair e as pessoas sem nos entender.
    Parece a lei da vida.
    É o inexorável das horas.
    O tempo é inexorável e lento.
    É imutável.
    Não posso, no entanto, perder a essência que mora em mim.
    Fui e sou feliz...
    Amei, amo ainda, sofri, vivi e sinto uma grande paz, minha aliada e meu alento. Se alguém me fere, esqueço.
    Não, amigo, não estou precisando escolher nada mais, a não ser ir ali na esquina outra vez e entrar na fila pra conversar com quem estiver atrás de mim.
    Ele vai me responder e dizer das suas preferências.
    Talvez, ele ainda tenha preferências.
    Vai conversar comigo com todo o respeito.
    Afinal eu fui conversar com ele, ouvi-lo.
    As pessoas gostam muito quando a gente as ouve contar histórias olhando nos olhos.
    É fácil, muito fácil, dizer as coisas no teclado do computador olhando para a tela que cansa as vistas.
    O difícil é olhar nos olhos e dizer as coisas, mesmo que elas sejam banais.
    Tenho uma certeza neste final de caminho:
    Aprendi a iluminar e brilhar em qualquer festa onde a fala seja pausada, o andar seja devagar.
    No dia em que você estiver na fila, qualquer que seja ela, converse com quem estiver atrás de você. Ele vai gostar.
    Mas olhe nos olhos.
    Não fale de costas.
    ...
    Donato Ramos é jornalista, radialista, publicitário profissional, músico, escritor, artista plástico, editor.

    ResponderExcluir

Contato:VALMIRCESARVGA@HOTMAIL.COM