sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Abortista se tornou pró-vida após pesadelo com bebês que ele matou







 "Quem são essas crianças?" ... "São todos quem você matou com seus abortos."


Um abortista na Sérvia que tinha realizado milhares de procedimentos de aborto desistiu de sua prática depois de ter um sonho com os bebês que ele matou.
O portal de notícias LifeNews divulgou uma notícia sobre a conversão milagrosa do defensor do aborto, Stojan Adasevic. Ele trabalhou com o procedimento na Sérvia comunista durante 26 anos, realizando 48 mil abortos. Ele até ajudou a abortar filhos de seus parentes.
Um sonho que continuamente assombrara Adasevic teria sido o ponto de partida para a mudança de vida:
Adasevic sonhava com um belo campo cheio de crianças e jovens que brincavam e riam, mas que fugiam dele com medo. Um homem vestido com uma roupa preta e branca olhava para ele em silêncio. O sonho era repetido todas as noites e ele acordava suando frio.
O sonho continuou, porém com a aparição de um novo personagem, o teólogo e pregador, Tomás de Aquino. Quando Adasevic perguntou: “Quem são essas crianças?” Aquino respondeu: “São todos quem você matou com seus abortos.”
Adasevic ficou profundamente abalado com o sonho, mas quando ele foi ao trabalho no dia seguinte, seu primo estava lá com sua namorada grávida, pedindo-lhe para realizar um aborto.
O médico concordou relutantemente, ainda pensando no sonho. Enquanto ele realizou este aborto, no entanto, algo aconteceu que o deixou ainda mais transtornado.
“Eu agarrei algo, apartei um pouco, removi e joguei em um lenço cirúrgico. Quando olhei, vi uma mão – uma mão consideravelmente grande. A criança tinha três, talvez quatro meses de vida. Eu não tinha uma fita para medir.
… Quando comecei a puxar o corpo da criança, pensando que haveria apenas fragmentos dos ossos, vi um coração humano, contraindo-se e expandindo e batendo, batendo, batendo. Eu pensei que estava enlouquecendo. Eu vi o coração diminuir as batidas, até que parou completamente. Ninguém poderia ver o que eu tinha visto com meus próprios olhos, e estar mais convencido no que eu havia me tornado- eu acabara de matar um ser humano. ”
Depois disso, Adasevic renunciou completamente à sua prática de aborto e nunca realizou outro procedimento. Embora tenha enfrentado consequências financeiras e pressões sociais do regime comunista da Sérvia, manteve-se firme em sua convicção.
Ele está agora envolvido no movimento pró-vida do país, onde trabalha para comunicar a santidade da vida para os outros. Com informações Christian Headlines

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Em que circunstâncias uma pessoa não pode comungar?



Há dois tipos de disposições para comungar dignamente: as que se referem à alma e as que se referem ao corpo


O fiel católico não deve comungar quando faltam as devidas disposições. Há dois tipos de disposições para comungar dignamente: as que se referem à alma e as que se referem ao corpo.

Quais são as disposições com relação à alma?

1. Estar em graça de Deus, ou seja, ausência de pecado grave.

2. Estar instruído nas principais verdades de fé.

3. Ter a devida reverência e respeito no momento da comunhão.

4. Crer firmemente que se vai receber Jesus Cristo.

“Quem estiver consciente de pecado grave não celebre Missa nem comungue o Corpo do Senhor, sem fazer previamente a confissão sacramental, a não ser que exista uma razão grave e não tenha oportunidade de se confessar; neste caso, porém, lembre-se de que tem obrigação de fazer um ato de Contrição perfeita, que inclui o propósito de se confessar quanto antes” (Código de Direito Canônico, cân. 916).

Quais são as disposições com relação ao corpo?

1. Observar a norma sobre o jejum eucarístico.

2. Ter um aspecto exterior adequado: modesto e recolhido.

Exclusão da comunhão por motivos de idade ou doença

Não é permitido dar a comunhão nas seguintes circunstâncias:

1. Dentro das doenças estão: pessoas em coma, pessoas que não podem deglutir, pessoas com constante respiração assistida, apoplexia, risco de vômito, febre alta que cause alucinações etc.

2. Adultos que tenham doenças mentais que privam do uso de razão.

3. Adolescentes e idosos com sérias deficiências intelectuais.

4. Crianças antes do suficiente desenvolvimento mental.

Com relação a outras situações, não devem comungar:

1. Quem já comungou duas vezes no mesmo dia.

2. Quem faz parte da maçonaria, seitas de todo tipo etc.

3. Quem procura usar a Eucaristia para fazer campanha política ou para buscar votos.

4. Quem não está batizado.

5. Quem rejeita a Eucaristia ou duvida dela



“Não é possível dar a comunhão a uma pessoa que não esteja batizada ou que rejeite a verdade integral de fé sobre o mistério eucarístico. Cristo é a verdade, e dá testemunho da verdade (cf. Jo 14, 6; 18, 37); o sacramento do seu corpo e sangue não consente ficções” (Ecclesia de Eucharistia, 38).

Finalmente, cabe esclarecer: o fato de que alguém não possa ou não deva comungar não impede que tal pessoa vá à missa. Mais ainda: aqueles que não podem receber a comunhão têm como todos os demais fiéis, o direito de participar da celebração eucarística e a obrigação de ir à missa aos domingos e festa de preceito.

É verdade que a maneira plena de participar da missa é comungando, mas é preciso levar em consideração que a participação na santa missa tem em si mesma um valor salvífico e constitui uma perfeita forma de oração, independentemente do fato de a pessoa receber ou não a comunhão.

O dia em que o padre negou a Comunhão a uma santa

Certa vez, um sacerdote negou a Eucaristia a Santa Catarina de Sena. A santa, é claro, se conformou com a vontade de Deus, mas algo extraordinário aconteceu depois.
Inúmeros episódios de recepção incomum da Eucaristia são relatados na vida de Santa Catarina de Sena, a mística dominicana do século 14.
Uma dessas comunhões aconteceu durante a Festa da Conversão de São Paulo, em 25 de janeiro.
Estando fraca por conta de tribulações espirituais, Santa Catarina entrou na igreja de São Domingos, mas, ao invés de juntar-se às suas irmãs, ficou em um canto próximo à porta, do lado de um altar inutilizado. Uma das irmãs, notando a sua presença, saiu ao seu encontro e levou-a para junto do resto da comunidade, a fim de receber a Santa Comunhão. Chegada a sua vez, o padre simplesmente passou adiante, sem dar a Catarina a hóstia consagrada. Quando o mesmo se repetiu em duas outras Missas, a santa enxergou nisso um sinal de sua indignidade e se dobrou à vontade de Deus.
O que se passava, na verdade, era o seguinte: o prior do mosteiro havia dado ordens para os sacerdotes não ministrarem a Comunhão à santa, a fim de evitar que manifestações místicas de Catarina distraíssem o povo que vinha participar das celebrações.
Depois da segunda Missa, no entanto, quando a santa já se tinha resignado a toda a situação, uma luz brilhante circundou o altar e, no meio dela, apareceu uma visão da Santíssima Trindade: o Pai e o Filho sentados em tronos e o Espírito Santo sobre eles em forma de pomba. De repente, uma mão de fogo segurando o Santíssimo Sacramento surgiu da visão e a hóstia consagrada foi colocada sobre a língua de Santa Catarina, já arrebatada em êxtase.
O bem-aventurando Raimundo de Cápua, confessor de Catarina, conta que não era raro essas coisas acontecerem com sua filha espiritual:
"Várias pessoas dignas de crédito me asseguraram que, quando assistiam a Missas em que Catarina recebia a Santa Comunhão, eles viam manifestamente a hóstia consagrada escapando das mãos do sacerdote e voando para a sua boca. Eles me diziam que esse prodígio acontecia até mesmo quando eu lhe dava a hóstia consagrada. Devo confessar que nunca percebi isso mui claramente, só notava um certo tremor na hóstia, quando eu a apresentava aos seus lábios. Então, a hóstia entrava em sua boca como uma pedrinha lançada de longe com força. Outro frei também me disse que, quando dava a Catarina a Sagrada Comunhão, ele sentia a hóstia consagrada fugindo, não obstante os seus esforços para segurá-la."
O mesmo Raimundo de Cápua dá testemunho de outra ocasião, quando ele celebrava a Santa Missa sem a presença de Catarina. No momento apropriado após a Consagração, ele partiu a hóstia, mas, ao invés de se dividir ao meio, ela foi separada em três partes, duas grandes e uma pequena. Essa pequena parte, "enquanto eu atentamente observava, me parecia ter caído no corporal, do lado do cálice acima do qual eu tinha feito a fração. Eu a vi claramente cair sobre o altar, mas não conseguia distingui-la no corporal". Depois de procurar em vão, Raimundo continuou com a Missa. Depois, ele cobriu cuidadosamente o altar e pediu ao sacristão para vigiar as proximidades.
Correndo para encontrar Catarina, o sacerdote relatou o incidente da partícula perdida e deu voz à sua suspeita de que talvez ela a tivesse recebido misticamente. Catarina disse-lhe, então: "Padre, não fique mais preocupado com a partícula da hóstia consagrada. Eu verdadeiramente lhe digo, como meu confessor e pai espiritual, que o próprio Esposo Celeste a trouxe para mim e eu a recebi de Sua divina mão".

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Qual a posição da Igreja sobre a existencia de extraterrestre?



Não existe nenhuma posição. A existência de vida em outros planetas é uma questão científica, não teológica. Mas se houver a descoberta de vida em outras planetas, algumas questões teológicas poderão ser consideradas.
Em “Perelandra”, C.S.Lewis especulou sobre a possibilidade de uma raça decaída (como a nossa) influenciar extraterrestres não-decaídos. Ora, nós fomos afetados por Satanás, anjo decaído; com efeito, não há nada na Bíblia dizendo que a humanidade não possa vir a causar um efeito semelhante em uma outra raça.
Por outro lado, nós também podemos fazer parte da redenção de outra raça, participando em sua história da salvação, assim como os bons anjos fazem parte da nossa (Mateus 28,2-5; Atos 7,38.53).
É possível que Deus tenha criado múltiplos mundos, alguns decaídos, outros não; mas por ora não existe a menor evidência científica nesse sentido. Alguns cientistas, como certos periódicos populares, afirmam a existência de extraterrestres baseados na estatística matemática de outras estrelas possuírem planetas; mas suas teorias são rejeitadas por quase a totalidade da comunidade científica.
Tal afirmativa diz algo assim: se alguns desses planetas possuírem atmosferas como a da Terra, e se alguns desses planetas semelhantes à Terra gerarem espontaneamente amino-ácidos, e se alguns desses amino-ácidos resultarem em formas de vida superiores, então existirá vida inteligente em outros mundos. Mas note a quantidade de “SEs” aqui.
Insistir que deve haver vida inteligente em outros lugares do universo é sobrestimar o caso. Ademais, é teologicamente irrelevante, pois as doutrinas centrais do Cristianismo permanecem intactas com ou sem a presença de homenzinhos verdes.

 Em 14 de maio de 2008 em uma entrevista para o jornal italiano ‘L’Osservatore Romano’, o padre e diretor do Observatório do Vaticano, José Gabriel Funes, disse: “Deus pode ter criado vida inteligente em outras partes do Universo e com isso seriam nossos irmãos”.

Deus pai tem um corpo, certo?



Deus é espírito e, como tal, não possui corpo (Lucas 24,29: “Um espírito não possui carne e ossos”). Quando a Bíblia diz que fomos feitos à sua imagem, isto não significa que somos parecidos fisicamente com Ele. Significa que, assim como Deus, possuímos um aspecto espiritual em nosso ser. Assim como Deus, nós também verdadeiramente conhecemos, manifestamos vontade e amamos.
Parte do problema aqui é que muitas pessoas que deveriam conhecer melhor [a Bíblia] caem em uma visão antropomórfica de Deus. Elas O enxergam como um homem idoso, com barba longa, sentado em um trono no céu.
Apesar de úteis, tais idéias não devem ser consideradas literalmente; elas podem ser perigosas quando sua natureza antropomórfica não é compreendida. A divindade de um Homem Idoso no Céu é facilmente contraditada e ridicularizada. Após os primeiros cosmonautas soviéticos retornarem à Terra, eles passaram a crer que o Ateísmo estava correto só porque não viram Deus no espaço exterior.
Mas foi bom eles não O terem visto ali, pois isto desacreditaria o Cristianismo. Com efeito: os cristãos crêem que Deus transcede os limites da matéria; Ele não é confinado por um corpo em um lugar específico (e Ele não está restrito a viver em outro planeta como alguns escritores de ficção científica imaginaram).
Deveríamos recordar que o nosso conhecimento de Deus é metafórico e analógico, não literal. Quando nós afirmamos alguma coisa acerca de Deus, estamos dizendo que Ele simultaneamente “é como” E “não é como” aquilo que estamos afirmando. Por exemplo: podemos dizer que Deus vive, mas isto não quer dizer que ele vive da mesma forma que as criaturas humanas vivem: por nutrição e excreção, crescimento e desenvolvimento.
diversos problemas são criados se considerarmos literalmente a linguagem bíblica sobre Deus. A Bíblia fala de “braço do Senhor”, mas isto não prova que Deus tenha um corpo. Se tivesse, também deveríamos supor que o Senhor é uma Grande Ave, pois a Bíblia também fala da proteção sob a sombra das asas de Deus (Salmo 17,8). Na Escritura, o braço é usado poeticamente para expressar poder ou força. A frase “braço do Senhor”, portanto, é uma forma de expressar a força e o poder de Deus; não é um aspecto anatômico do Ser Supremo.

Acólitas, Cerimoniárias e outras coisas do gênero... feminino.

Tivemos muitos comentários, dentre eles alguns chamam negativamente a atenção para a maneira como se tem gerido os grupos de coroinhas nas paróquias, apresentando uma realidade onde meninas são chamadas a tomar ordinariamente parte no serviço litúrgico. Desse uso e de uma necessidade patológica por títulos surgem nomes inconcebíveis para o Rito Romano como "acólitas" ou até mesmo "cerimoniárias".



Para entender a situação em chegamos, comecemos de um passado não muito distante. O código de direito canônico conhecido como pio-beneditino, publicado em 1917, impõe para a celebração da Santa Missa essas duas exigências: que o sacerdote não celebre sem um ministro e que esse ministro não seja mulher. O mesmo parágrafo que impõe a segunda condição, acrescenta que, na falta de um homem, uma mulher pode responder a missa, porém, sem se aproximar do altar.
"Can. 813.
 § 1. Sacerdos Missam ne celebret sine ministro qui eidem inserviat et respondeat.
§ 2. Minister Missae inserviens ne sit mulier, nisi, deficiente viro, iusta de causa, eaque lege ut mulier ex longinquo respondeat nec ullo pacto ad altare accedat. "
Essa proibição não é sem sentido, mas fundamenta-se na Tradição e na tradição da Igreja. O sacerdócio cristão é um ministério exclusivamente masculino (Tradição). Nesse sentido, é conveniente que os ministros que auxiliam o sacerdote no serviço do altar sejam também homens (tradição). Mais recentemente o código de direito canônico de 1983, diz a que os serviços do altar podem ser exercidos por leigos, sem explicitar que o serviço de coroinha pode ser realizado também por mulheres.

"Cân. 230
§ 2. Os leigos podem desempenhar, por encargo temporário, as funções de leitor nas ações litúrgicas; igualmente todos os leigos podem exercer o encargo de comentador, de cantor ou outros, de acordo com o direito."

Na encíclica Redemptionis Sacramentum, São Papa São João Paulo II deixa claro que também as mulheres podem ser admitidas a esse serviço, quando diz:
"A esta classe [coroinhas] de serviço ao altar podem ser admitidas meninas e mulheres, de acordo com o critérios do Bispo diocesano e observando as normas estabelecidas. " RS, 47
Assim, já não mais existe a proibição canônica que as mulheres se aproximem do altar para servir na liturgia, mas isso passa a ser decisão do Bispo diocesano. Sobre este tema surgiram algumas dúvidas que a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos esclareceu: o Bispo, embora tenha a faculdade de permitir, não pode obrigar os sacerdotes a admitir meninas nesse ministério; as conferências episcopais não possuem a autoridade para permitir tal prática em todo o seu território, ignorando o Bispo diocesano. Como a participação das mulheres se dá de maneira efetiva?

Uma interpretação do levantamento da proibição seria permitir que apenas que em caso da ausência de outros homens o sacerdote seja assistido por uma mulher, acrescentando a novidade que esta o faço no presbitério. Essa assistência feminina pode ser, dentro de certos limites, útil. Um exemplo: em uma missa ferial, em que os coroinhas estejam em horário escolar, uma senhora levar a água e o vinho ao altar e ajudar o padre lavar as mãos não produz nenhum mal. Assegurando-se, naturalmente, que não se use desse serviço para introduzir ideias errôneas sobre o sacerdócio ou outros ministérios e que tal assistência não seja motivo de escândalos entre os fiéis.

Uma segunda interpretação é admitir meninas nos grupos de coroinhas, de tal forma que elas igualem ou muitas vezes superem em número os meninos, distribuindo as funções entre estes e aquelas indiscriminadamente. Canonicamente não é ilícito, mas existe aqui um gravíssimo erro de hermenêutica.

A primeira opção segue uma hermenêutica de continuidade, revogando apenas a proibição das mulheres subirem ao altar, mas mantendo o conceito fundamental de que o serviço do altar por estar intimamente ligado ao sacerdócio é um serviço preferencialmente masculino. A segunda é uma ideia revolucionária, e se reveste de um discurso de mesmo tom dizendo que não pode haver "discriminação", deve-se usar as coroinhas para promover a "igualdade" e, pior de tudo, que as meninas tem o "direito" de servir na Santa Missa; esquecendo-se até mesmo de que servir a Deus é um privilégio.

Mas não basta uma analise teórica é preciso verificar os resultados pastorais práticos, afinal de contas "pelos seus frutos os conhecereis" (Mt 7,16). Assim podemos ver o quão frutíferos são os grupos de coroinhas masculinos, quando vemos a conclusão de uma pesquisa encomendada pela conferência episcopal americana que com base em um grupo de 365 padres recentemente ordenados nos Estados Unidos concluiu que 80% deles havia sido coroinha. Trata-se certamente de uma esmagadora maioria que correlaciona o serviço e o discernimento vocacional de maneira inequívoca.

A inclusão de meninas nos grupos desmotiva os meninos por diversas razões. Se as meninas realizam parte das tarefas, aquelas reservadas aos meninos diminui, isso implica em uma participação efetiva menor. Meninos e meninas necessitam de motivações diferentes, bem como métodos de formação diferentes; além do que a certa idade tendem a evitar atividades comuns. Um ambiente em que meninas são maioria tende a ser desmotivadora para meninos. E com muita facilidade elas se tornam maioria como na Peregrinação Internacional dos Coroinhas que em 2010 registrou 60% de meninas contra apenas 40% de meninos.


Não é difícil notar que um grupo de coroinhas, que deveria servir como celeiro de vocações sacerdotais, ter 3 meninas para cada 2 meninos é um ministério tremendamente infrutífero. Apesar de cumprir com seu fim imediato, executar os ritos sagrados, trai o seu fim a longo prazo que são os futuros sacerdotes. E este supera aquele em importância, pois mais necessário ao sacerdote do que ter quem lhe ajude é ter sucessores. Tanto é assim que na própria introdução em que o São João Paulo II suspendeu a proibição de que as mulheres se aproximassem do altar, também salientou que:

"do conjunto destas crianças [coroinhas], ao longo dos séculos, tem surgido um número considerável de ministros consagrados." RS, 47

Uma década antes da publicação da Redemptionis Sacramentum a Santa Sé em carta circular aos Bispos já havia falado dos grupos de coroinhas como nobre tradição de ter meninos no serviço do altar e ainda que a obrigação de apoiar tais grupos sempre continuará:
"It will always be very appropriate to follow the noble tradition of having boys serve at the altar. As is well known, this has led to a reassuring development of priestly vocations. Thus the obligation to support such groups of altar boys will always continue."
Mas o serviço litúrgico não se resume ao ministério do sacerdote, as mudanças produzidas depois do Concílio Vaticano II que revitalizou antigos ministérios. O primeiro deles é o diaconato ao qual podem ser também admitidos homens casados. Também as ordens menores de leitor e acólito tornaram-se ministérios leigos. Todavia, tanto o diaconato quanto os ministérios leigos são exclusivamente masculinos, como deixa claro o CDC:
 "Cân. 230
§ 1. Os leigos varões que tiverem a idade e as qualidades estabelecidas por decreto da Conferência dos Bispos, podem ser assumidos estavelmente, mediante o rito litúrgico prescrito, para os ministérios do leitor e de acólito; o ministério, porém, a eles conferido não lhes dá o direito ao sustento ou à remuneração por parte da Igreja. "
Fica evidente que o serviço do altar é algo eminentemente masculino, desde sua instituição por Nosso Senhor e passando pelos demais serviços criados pela autoridade da Igreja. A participação das mulheres é bem vinda quando trata-se de suprir uma necessidade, mas não pode ser visto como algo comum. O serviço masculino sendo executado pelas meninas é algo danoso tanto para a Igreja quanto para elas mesmas, uma vez que ali não exercitam ali sua feminilidade e delicadeza que lhe são próprias. Assim, convida-se as meninas a abrir mão desse serviço por amor a Jesus, seguindo o exemplo de Santa Teresinha ao falar do sacerdócio:
In accord with the above cited instructions of the Holy See such an authorization may not, in any way, exclude men or, in particular, boys from service at the altar, nor require that priests of the diocese would make use of female altar servers, since "it will always be very appropriate to follow the noble tradition of having boys serve at the altar" (Circular Letter to the Presidents of Episcopal Conference, March 15, 1994, no. 2). Indeed, the obligation to support groups of altar boys will always remain, not least of all due to the well known assistance that such programs have provided since time immemorial in encouraging future priestly vocations (cf. ibid.)
With respect to whether the practice of women serving at the altar would truly be of pastoral advantage in the local pastoral situation, it is perhaps helpful to recall that the non-ordained faithful do not have a right to service at the altar, rather they are capable of being admitted to such service by the Sacred Pastors (cf. Circular Letter to the Presidents of Episcopal Conferences, March 15, 1994, no. 4, cf. also can 228, §1, Interdicasterial Instruction Esslesiae de mysterio, August 15, 1997, no. 4, see Notitiae 34 [1998] 9-42). Therefore, in the event that Your Excellency found it opportune to authorize service of women at the altar, it would remain important to explain clearly to the faithful the nature of this innovation, lest confusion might be introduced, thereby hampering the development of priestly vocations.
- See more at: http://www.adoremus.org/CDW-AltarServers.html#sthash.o7QMNEV6.dpuf
In accord with the above cited instructions of the Holy See such an authorization may not, in any way, exclude men or, in particular, boys from service at the altar, nor require that priests of the diocese would make use of female altar servers, since "it will always be very appropriate to follow the noble tradition of having boys serve at the altar" (Circular Letter to the Presidents of Episcopal Conference, March 15, 1994, no. 2). Indeed, the obligation to support groups of altar boys will always remain, not least of all due to the well known assistance that such programs have provided since time immemorial in encouraging future priestly vocations (cf. ibid.)
With respect to whether the practice of women serving at the altar would truly be of pastoral advantage in the local pastoral situation, it is perhaps helpful to recall that the non-ordained faithful do not have a right to service at the altar, rather they are capable of being admitted to such service by the Sacred Pastors (cf. Circular Letter to the Presidents of Episcopal Conferences, March 15, 1994, no. 4, cf. also can 228, §1, Interdicasterial Instruction Esslesiae de mysterio, August 15, 1997, no. 4, see Notitiae 34 [1998] 9-42). Therefore, in the event that Your Excellency found it opportune to authorize service of women at the altar, it would remain important to explain clearly to the faithful the nature of this innovation, lest confusion might be introduced, thereby hampering the development of priestly vocations.
- See more at: http://www.adoremus.org/CDW-AltarServers.html#sthash.o7QMNEV6.dpuf
"Sinto em mim a vocação de Sacerdote. Com que amor, ó Jesus, levar-vos-ia em minhas mãos quando, pela minha voz, descesses do Céu… Com que amor eu Vos daria às almas!… Mas ai! Embora desejando ser Sacerdote, admiro e tenho inveja da humildade de são Francisco de Assis e sinto em mim a vocação de imitá-lo, recusando a sublime dignidade do Sacerdócio. Ó Jesus! Meu amor, minha vida… como conciliar esses contrastes? Como realizar os desejos da minha pobre alminha?…"  Dos Manuscritos autobiográficos de Santa Teresa do Menino Jesus

Por fim, vale a pena lembrar que tudo quanto foi construido pela Igreja sobre os coroinhas foi feito para meninos. A veste mais típica é a batina (vermelha ou preta) com a sobrepeliz. Durante as cerimônias os coroinhas se configuram aos clérigos, isto é, adotam vestimentas clericais e tem lugar no presbitério. A batina é  um hábito clerical e, portanto, masculino, se uma mulher usa a batina ela está deixando de lado as vestes femininas, em particular o piedoso uso do véu, para servir a missa vestida de homem, o que é certamente um escândalo. 
Sobre os títulos, precisamos antes de mais nada esclarecer que nas paróquias o ministério de coroinhas geralmente vem dividido em "castas", essas castas recebem o nome de "coroinhas", "acólitos" e/ou "cerimoniários". Em muitos casos os cerimoniários não são realmente cerimoniários, possuem apenas uma formação básica sobre liturgia e fazem o trabalho de coroinhas simplesmente (são cruciferários, ceroferários, turiferários). O estabelecimento de sub-grupos não é algo por si mal, podendo inclusive ser útil ao distribuir as funções e dar formação para os membros de acordo com sua idade; embora os nomes nem sempre sejam os mais adequados.
Quando se trata da inserção de meninas no grupo, acontece a mesma incompatibilidade em relação as vestes. O nome "coroinha" se usa como feminino sem nenhuma flexão de gênero, embora tenha sido usado exclusivamente como uma palavra masculina desde sua origem. Já "acólito" e "cerimoniário" não são palavras que possuem feminino. Embora se use acólito como sinônimo de coroinha, esse termo se refere primeiramente a uma ordem menor (na forma ordinária ministério) que não pode em nenhuma das formas do Rito Romano ser exercido por mulheres. Cerimoniário é uma função eminentemente clerical, e é um ministério de coordenação de toda a liturgia, que certamente não convém a uma mulher. Por fim, cabe explicitar que ter mulheres nos sub-grupos "superiores" do ministério ou mesmo coordenando é algo que desencoraja os meninos: é natural que não gostem de obedecer uma menina naquilo que deveria ser um serviço próprio deles. 
Em resumo, termos como "acólitas" e "cerimoniárias" não existem. Embora o Bispo diocesano possa dar a permissão para que as mulheres sirvam ao altar, tal permissão não deve ser vista como um igualitarismo entre meninos e meninas, por motivos aqui explicitados. Ninguém pode arrogar a si o direito de servir o sacerdote na liturgia. A Santa Sé considera os grupos de coroinhas constituídos só de meninos como uma "nobre tradição" que deve ter o suporte dos pastores de almas, por conta da gigantesca parcela dos seminaristas que provém desses grupos, além de outros ministérios ligados à liturgia que também são exclusivamente masculinos como acólitos e leitores instituídos e diáconos permanentes. Toda a tradição da Igreja no que se refere aos coroinhas, nomes, vestes e formação, foi feito para os meninos. Existe, ainda, a possibilidade de escândalo dos fiéis por ter mulheres servindo o altar e o risco grave de assumir que isso é um passo na direção de um dia a Igreja permitir a ordenação de mulheres.

A função última do ministério dos coroinhas é produzir sacerdotes!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Quatro pontos que diferenciam um neo-ateu de um ateu tradicional



Muitas vezes as pessoas me perguntam como saber quem é um neo-ateu. Eles existem, mas, de fato, pode ser um pouco difícil de identificá-los. Por isso, uma pequena investigação para descobrir critérios para diferenciar se o o adversário é um neo-ateu ou não pode ser útil aqui.
Primeiro, de onde vem o termo neo-ateu? Claro que não fui que o inventei. Ele está bem definido como representante de quatro autores – Richard Dawkins, Sam Harris, Daniel Dennet e Cristopher Hitchens – e seus seguidores diretos ou indiretos. É um movimento intelectual bem delimitado e popular (com vários livros no top dos best-sellers do New York Times, Amazon, etc.) Toda a documentação sobre a existência do neo-ateísmo já foi tratada no post “Neo-ateísmo é um termo inventado por teístas”
Basicamente, o neo-ateísmo é o ateismo com um “plus” dado pela mentalidade revolucionária. Para questões didáticas, quatro pontos podem ser propostos para fazer a efetiva diferença entre o que é um neo-ateu e o que é um ateu tradicional baseado no que dizem os autores neo-ateus:
1. Discurso de baixa qualidade filosófica:
O neo-ateu (que é um movimento direcionado para o “populacho”) normalmente trabalha com SLOGANS, diferente de argumentos filosóficos. Neo-ateus sabem pouco, ou muito pouco, de filosofia, epistemologia e teologia.
Isso já fica bem claro, por exemplo, no prefácio à edição de bolso de Deus, um Delírio. Dawkins recebeu várias críticas por sua pobreza filosófica na questão Deus. Para se esquivar, deu uma resposta infame, dizendo que “Se eu eu não preciso conhecer o Monstro do Espaguete Voador para criticar  Deus também”. Veja aí:
Ampliando o argumento, a maioria de nós desqualifica sem problemas as fadas, a astrologia e o Monstro de Espaguete Voador,* sem precisar afundar em livros de teologia pastafariana, e assim por diante. (Deus, um Delírio, pág. 10)
Ou seja, Dawkins confessa PUBLICAMENTE que critica a religião… sem entender teologia, que poderia fornecer as respostas para a crítica. Para complementar, basta lembrar que William Lane Craig comentou que Hitchens disse que estava “surpreso” com a existência de justificações para o teísmo e que “eu achava que era tudo pela fé!” (October 27, 2009,Christopher Hitchens Debate, Reasonable Faith Podcast Archive). Está na cara que eles não entendem muito do assunto. Eles são escritores de PROPAGANDA, não de filosofia.
Entre alguns dos problemas do discurso filosófico neo-ateu, poderiamos citar:
  • cientismo (a ciência responde todas as questões, inclusive para a moralidade);
  • venda extrapolada da Teoria da Evolução (“Darwin nos livrou de Deus”);
  • negação da existência de padrões objetivos de moralidade, ao mesmo que tempo que julgam atos religiosos como absolutamente imorais (“a moral é uma construção cultural, mas ensinar religião para as crianças é um absurdo que é errado em qualquer situação);
  • self-selling para ateísmo ;

2. Ateísmo militante (em oposição ao ateísmo agnóstico ou ateísmo moderado)
Outra diferença do neo-ateu é que ele quer CONVERTER mais pessoas para o ateísmo (ou, pelo menos, destruir as convições religiosas das pessoas). Não basta achar que Deus não existe; é necessário fazer as pessoas entendam que Deus não existe. Richard Dawkins, por exemplo, deixa claro isso no seu livro:
Sua intenção é conscientizar — conscientizar para o fato de que ser ateu é uma aspiração realista, e uma aspiração corajosa e esplêndida. (…) Se este livro funcionar do modo como pretendo, os leitores religiosos que o abrirem serão ateus quando o terminarem. (Deus, um Delírio, pág. 18 e 23)
Richard Dawkins também deixa bem claro que seus leitores tem um papel a cumprir, ao citar que é errado dizer que crianças tem posições religiosas e que os seus leitores precisam rebater qualquer pessoa que fale sobre “crianças muçulmanas”, por exemplo, devendo “usar todas as oportunidades para marcar essa posição.” (pág. 13, Deus um Delírio). O movimento deve ser usado para “conscientizar”.
O neo-ateísmo é um ateísmo militante.
Qual a motivação para a militância? Isso nos leva para o item (3) do neo-ateísmo.
3. Crença sem evidências que a eliminação da religião irá diminuir o gregarismo na espécie humana/ajudar a implementação de um “novo homem”:
Por trás da motivação da militância, está a idéia de transformação da sociedade pela eliminação da religião, seja na esfera pública, seja na esfere privada (com um “novo homem” emancipado, típico dos discursos humanistas). Cristopher Hitchens deixa claro que a religião não só é ruim, como é uma AMEAÇA para espécie humana em seu livro Deus não é Grande:
Visto que a religião tem provado que ela é unicamente deliquente… nós podemos concluir que… a religião não é apenas amoral, mas também imoral. A religião envenena tudo.Além de ser uma ameaça para a civilização, ela é uma ameaça para a sobrevivência da própria espécie humana. (pág. 10 e 20, God Is Not Great: How Religion Poisons Evertything, traduzido por mim do inglês)
Richard Dawkins acredita que na esfera individual, as pessoas viverão uma “vida livre de verdade” ao adotarem o ateísmo:
Prefiro dizer que acredito nas pessoas, e as pessoas, quando incentivadas a pensar por si sós sobre toda a informação disponível hoje em dia, com muita freqüência acabam não acreditando em Deus, e vivem uma vida realizada — uma vidalivre de verdade. (Deus, um Delírio, pág. 10)
Dawkins complementa, em seguida, ao dizer que ateísmo é correlacionado ao “mente saudável”
Minha quarta conscientização diz respeito ao orgulho ateu. Pelo contrário, é uma coisa da qual se deve ter orgulho, encarando o horizonte de cabeça erguida, já que o ateísmo quase sempre indica uma independência de pensamento saudável e, mesmo, uma mente saudável. (Deus, um Delírio, pág. 21)
Aliás, se havia alguma dúvida se Dawkins tinha “crença no novo homem”, não há mais. O neo-ateísmo é apenas uma variação do humanismo e da mentalidade revolucionária, que defende a transformação da sociedade para uma era “cheia de paz” ou o “outro mundo possível”. Para chegar a uma coisa tão boa, não valeria qualquer tipo de atitude? É o que nos leva ao item (4).
4. Uso de estratégias de escárnio e ridicularização:
No movimento neo-ateu, tratar religiosos e a religião como lixo não uma coincidência: é um princípio. Vamos lembrar, aqui, de uma entrevista dada por Sam Harris ao site Truthdig:
Então, ridicularizão pública é um princípio. Uma vez que você deixa de lado o tabu que é criticar a fé e exige que as pessoas comecem a falar com sentido, então a capacidade de fazer as certezas religiosas parecerem estúpidas, fará nós começarmos a rir na cara das pessoas que acreditam aquilo que Tom DeLays, que Pat Robersons do mundo acreditam. Nós vamos rir deles de uma maneira que será sinônimo de excluí-los do nossos salões do poder. [¹]
A mensagem de Sam Harris é explícita. Pessoas que possuam crença religiosa devem ser EXCLUÍDAS da discussão pública. E isso está exatamente de acordo com sua atitude, alguns anos depois, de atacar a nomeação de Francis Collins ao NIH por ele acreditar em Deus. [²]
Cristopher Hitchens também mandou uma mensagem semelhante – a religião não deve ser respeitada, deve ser destruída:
“E eu afirmo que [a religião] deveria ser tratada como rídicula, e com ódio e desprezo – e afirmo que isso é um direito”. [³]
O que Hitchens defende não é muito diferente daquilo que Datena defendeu no seu programa no caso célebre dos últimos meses. Portanto, assim como tive rejeição à atitude de Datena, rejeito a de Hitchens.
Por fim, acho que tenho uma boa base para afimar essa diferenciação. Dá para ver qual é a postura dos autores neo-ateus. Como eles foram um sucesso de vendas e de marketing, essa postura ganhou adeptos. Duvida? Vá em comunidades de debates e confira se essas figuras não aparecem.
E é por isso que eu digo: não há mais oportunidade de diálogo. Eles devem ser investigados e desmascarados. Fim de papo. Qualquer coisa além disso é perda de tempo. Não deixe pessoas lhe ridicularizarem e as trate como “tendo as melhores das intenções”.
Se você fizer isso, já perdeu qualquer confronto intelectual de antemão. A resposta tem que ser firme. Quem trata com polidez imerecida aqueles que lhe atacam virulosamente como “irracional”, “idiota”, “estúpido”, deve ser considerado cúmplice na difamação aos religiosos.


Fontes:
  1. Sam Harris, Truthdig interview, April 3, 2006, v.http://www.truthdig.com/report/page5/20060403_sam_harris_interview/?/interview/page5/20060403_sam_harris_interview/
  2. Sam Harris, Science Is in the details, July 26, 2009 v.http://www.nytimes.com/2009/07/27/opinion/27harris.html?pagewanted=2&_r=2&ref=opinion; Para uma análise mais completa do caso, v. Luciano Ayan, “O Mito da Racionalidade Neo-Ateísta” http://lucianoayan.wordpress.com/2010/01/14/o-mito-da-racionalidade-neo-ateista/
  3. ~Christopher Hitchens, on Freedom of Speech, v.http://blogs.alternet.org/speakeasy/2010/07/07/what-christopher-hitchens-and-the-new-atheists-can-learn-from-malcolm-x/
[OBS.: Em boa parte dos casos, o único ponto explícito será o nº (4). Nesse caso, mesmo que o autor diga que não é neo-ateu, ele estará AGINDO como um. Portanto, a crítica pode ser feita no sentido “você está agindo como neo-ateu”. A filiação à comunidades ou defesa de Dawkins e cia. também serve como indicativo de que temos um neo-ateu no debate.]